01 novembro, 2010

PESOS E MEDIDAS

Olá todo mundo.

Saí da casinha. Estou pra lá de indignada. Furiosa. Fiquei sabendo do rodeio de gordas que aconteceu na Unesp. Meu Deus, que retrocesso!! Um achincalhe gratuito, uma atitude grosseira, covarde e audaciosa de alguns estudantes contra suas colegas gordas (a critério deles, bem entendido). Puro preconceito. Coisa mais abjeta.




Concentro-me agora na origem de tudo isso: a discriminação.

Detesto esse negócio de discriminação. Odeio, odeio. Pra mim, tem tudo a ver com arrogância, outra coisa que abomino. Ideia pré-concebida é maldade com requintes, infecção comportamental. Tem que ser erradicada, banida da face da terra. Afinal, quem somos nós pra discriminar nossos semelhantes? Não somos donos de nada nesse mundo e só estamos vivos por obra e graça do Criador. Caramba, caminhamos às cegas, nem sabemos o que são e quem são os diferentes. Aliás, diferentes em que sentido? Qual a fronteira da normalidade que separa uns e outros? Alguém se habilita a responder? Óbvio, ninguém. E essa turma de garotos se achando? Santo Cristo, que coisa mais irritante, que insolência.

Eu não ia, mas resolvi perguntar: e os autores do delito, serão aplaudidos? E as vítimas, ficarão quietinhas, estrategicamente silenciadas? Irão se contentar com uma nota no jornal, um pedido de desculpas? Era só o que faltava. Aff.

Meninas, não deixem barato, não marquem bobeira. Botem a boca no mundo pra valer! Reclamem os seus direitos na Justiça!!

Acho muito engraçado que todo mundo se declara contra, mas no entanto, o preconceito aí está, em plena efervescência. E o pior, instalado na alma da geração que em breve assumirá as rédeas do país. Olha, alguém plantou lá o preconceito. Não, não tenho a menor idéia, apenas suposições. Mas, perco as estribeiras, só de imaginar a tonelada de gente que vem sofrendo, em silêncio, os mais variados tipos de discriminação. E tudo em nome de paradigmas obsoletos!! Grr.

Enfim. Peço vênia pra tomar de empréstimo as palavras daquele que foi o maior orador e mais fecundo escritor da literatura latina: Cícero, (63a.C) "... Aonde irão parar os arrebatamentos dessa audácia desenfreada?"

Beijos.

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