| Poeira de estrelas |
- Marli Soares Borges -
Aqui estou: vivendo, pensando e escrevendo; de repente você me lê e tudo muda para melhor.
| Poeira de estrelas |
- Marli Soares Borges -
| O “Ovo Cósmico” de Salvador Dalí |
- Marli Soares Borges -
Quem não conhece essa pintura de Salvador Dalí? Perfeita, rica em detalhes e significados. E tem várias interpretações. A propósito, ovos cósmicos são motivos ricos em simbologia e comuns em mitos de criação. Mas acho que, talvez por eu ser uma simples mortal, não me sinto confortável intelectualmente com nenhuma dessas interpretações disponíveis na literatura. Observando a obra, interpreto à minha maneira: vejo uma casca de ovo que se abre ao meio e revela a vida. Não é metamorfose, nem criação, nem transformação, nem mudança. Nada a ver. É uma revelação nítida do momento exato em que o homem toma consciência de si mesmo e abandona a auto-imagem que, ao longo da vida, construiu sobre si e da qual foi prisioneiro durante uma boa parte de sua existência. Agora chega! Ele consegue romper a casca, abandona a prisão e segue em busca da liberdade, ou melhor, do conhecimento libertador. A meu ver, o conhecimento é a única ferramenta que nos capacita a conquistar nossa autêntica liberdade como seres dotados de livre pensar.
Feliz ano novo!
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| Feliz Ano Novo! |
Desejo - e isso não é um desejo só de Natal - que a gente saiba aproveitar as pequenas coisas que estão ao nosso alcance, nossos familiares (eu sei, sem romantizações), nossos beijos, abraços, conversas, risadas e lágrimas... nossos encontros... nossos momentos. Amanhã iremos nos dar conta do quanto eram grandes essas pequenas coisas! E do quanto significaram em nossas vidas. E sentiremos saudades.
Desejo sobretudo, que a gente não esqueça que o melhor Natal é aquele que valida nossa realidade e não aquele que tenta forçar-nos a caber na fantasia perfeita que a sociedade nos cobra. A magia do Natal, muitas vezes, está na coragem para sair do roteiro e fazer nossa própria celebração, uma que seja gentil com o nosso coração. Nem sempre conseguimos estar transbordantes de felicidade na festa de Natal, especialmente se estivermos enfrentando sérias dificuldade: perdas, doenças, etc, mas não se culpe, a vida é assim mesmo.
Hoje fiz esse post apenas para abraçar o aniversariante, o Deus Menino que nasceu!
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| "Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo" Ludwig Wittgenstein |
A linguagem - falada e escrita - dirige nossos pensamentos para focos específicos e nos ajuda a criar a realidade, limitando ou potencializando nossas possibilidades reais. Saber usar a linguagem com precisão é essencial para nossa vida, pois é através da palavra que nos comunicamos uns com os outros. Portanto quanto maior a nossa noção de linguagem, maior será nosso entendimento do mundo. As palavras são manifestações de nossos pensamentos e podem salvar ou infernizar nossa existência. É mais ou menos assim: você fala e ao falar está ouvindo sua própria voz. E se levarmos em consideração que nosso inconsciente registra e assume como verdade tudo o que a gente diz, aí está um bom motivo para termos cuidado com nossos ditos e imprecações. E tem os anjos. E tem nosso anjo-da-guarda pessoal que fala conosco pelo nosso inconsciente. Como assim, Anjos? Isso mesmo. A explicação é que "não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”. Aprendi que os anjos são poderosos guias espirituais, seres luminosos que habitam outros reinos de existência e podem interagir com as energias humanas. Eles fazem a ponte entre o céu e a terra e estão sempre atentos à nossa voz; jamais julgam nossas palavras, apenas ouvem e aceitam como verdade tudo o que dissermos. E nossas falas se ampliam em ondas no universo! E para nos ajudar, eles "tecem" a realidade a partir dos elementos que lhes fornecemos (palavras, pensamentos e sentimentos). Já viu, a gente fala e os Anjos dizem amém! Mesmo que você ache essa história de Anjos uma grande besteira e não acredite em nada do que falei, é bom lembrar que a linguagem é o motor essencial do nosso desenvolvimento cognitivo. É a base da organização do pensamento e de toda a interação humana. Creio que isso já é o suficiente para exigir de nós um manejo responsável e cuidadoso das palavras que utilizamos no dia a dia.
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| AUTOESTIMA |
- Marli Soares Borges -
Andei passando os olhos pela web e pincei algumas coisas. Também me animei a dar uns pitacos. Mas aviso que não sou psicóloga e nem entendo nada de psicologia. Portanto quero desconto, hehe.
O que é autoestima?Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Simplificando: autoestima é quem você é para você. Se você se considera uma pessoa "de valor”, sua autoestima será alta. Do contrário, será baixa. A alta autoestima torna a vida mais leve e não prejudica ninguém, (sem exageros, por favor, rs, olha o egocentrismo, a última bolacha do pacote). A baixa autoestima, só Deus sabe.
Dizem que a baixa autoestima acontece por causa de uma mania que temos de nos valorizar somente para os outros e não para nós mesmos. E se alguém, honestamente, se valoriza, já enfrenta um preconceito: fulano tá se achando, é um egoísta, etc. Então, fazer o quê? acabamos proibindo a nós mesmos de gostar de nós. E a consequência? Baixa autoestima, desvalorização, ou seja, você não é importante para você. Segundo os entendidos, muitas situações traumáticas que acontecem no decorrer de nossa existência estão diretamente relacionadas à baixa autoestima. Encontrei milhões de exemplos a respeito. Mas trouxe só um, que envolve baixa autoestima ligada à violência, pra gente avançar um pouquinho e dar uma espiada no outro lado da moeda: a influência da nossa autoestima nos outros. (desculpe, sou libriana, preciso ver o outro lado, hehe)
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| ANAHÍ e vô Nilton |
"Daqui a vinte anos haveremos de perdoar-nos uns aos outros, as brigas que tivemos, os revides e as traições. E haveremos de perdoar-nos a nós mesmos, por não nos havermos perdoado mais cedo." (Kierkegaard).
Anotei essas palavras quando eu tinha dezenove anos. Lembro que naquela época considerei isso uma verdadeira utopia. Imagine só, eu perdoar meus desafetos? Sem essa. E lá se foram, há muito, os vinte anos que ele falou! (Nossa! passaram-se mais de cinquenta anos.) Já sei, você quer saber no que deu. Calma, já vou contar.
Com o passar do tempo a vida vai nos ensinando algumas coisas. Vamos adquirindo experiências, vivendo, aprendendo, mudando nossos rumos, serenando e apaziguando nosso interior. Comigo foi assim. Certo dia aconteceu a mágica e comecei a perdoar. Nem me dei conta e foi ótimo para mim, fez bem ao meu coração. E sei que é assim pra muita gente porque, na verdade, a maioria das coisas pelas quais nos batemos ou brigamos nem são tão graves assim. E por outro lado, quando perdoamos alguém, poderemos, muitas vezes, estarmos perdoando a nós mesmos. A vida e o bem viver são muito mais importantes do que certos desentendimentos e a paz de espírito vale muito mais do que qualquer outra coisa.
Mas por favor, não se coloque na obrigação de perdoar. O perdão só é gratificante quando natural e verdadeiro. Jamais inclua o perdão no rol dos deveres, pois as chances de sair ileso dessa jogada são nulas. Lembre-se que o ato de perdoar contém em si um ato de desistir, que por sua vez, tem que ser na medida certa, do contrário você vai acabar se anulando como pessoa. Cuidado! perdoar não significa esquecer, desculpar ou se reconciliar com o ofensor, mas sim libertar-se do controle que a situação ou a pessoa exerce sobre você.
Resumo da ópera: o perdão é saudável para quem perdoa, portanto, perdoe! O importante é que o perdão não impeça você de viver e de sonhar. Perdoe, desista de incomodar-se, mas não desista de você. Se você desistir de você, ninguém te perdoará. Você, assim como eu, somos parte do universo. Essência. E é melhor que a essência seja livre, leve e solta.
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Tempos de Natal |
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"Um Grito de Alegria" - Releitura de "O Grito" de Edvard Munch - Site Makepic Quadros Decorativos |
- Marli Soares Borges -
Não conheço ninguém imune ao medo, mas conheço muita gente corajosa que enfrenta o medo. O medo e a coragem são riquezas existenciais, aprendizagens dinâmicas e significativas que incluem a aceitação de nossos limites e nossa história de vida. Já fraquejei inúmeras vezes, mas também já enfrentei o medo com valentia e coragem. Muitos medos e muitas coragens. Mas tem dias que minha coragem pega um cochilo e um medo gigante se instala em mim, o pior de todos, o que não tem remédio. E isso acontece exatamente no momento em que, num descuido, dou asas a pensamentos perturbadores. Aí, a primeira coisa que me vem à cabeça é um pensamento, que, no dizer de Camus, traduz "o desespero maior que todos temos": a certeza de que esse planetinha azul é só uma estação experimental, um lugar onde estou ancorada apenas para cumprir algumas tarefas e depois - compulsoriamente - terei que seguir viagem rumo ao desconhecido.
(O quê? viajar rumo ao desconhecido? Peraí).
Sempre gostei - e continuo gostando - de viajar e conhecer lugares novos, mas nunca viajo sem antes ler sobre o lugar de destino e conferir algumas dicas de viagem. A bem da verdade, "rumos desconhecidos" não me atraem, quero mais é viajar pra lugares bacanas e dar uns gritos de alegria, como o carinha aí dessa imagem que postei.
Analisando friamente, parece bizarra essa viagem rumo ao desconhecido, surreal até. Mas nada disso! Tudo é absolutamente real, público e notório. Tão real que, quase sempre, ignoro as entrelinhas e passo batido, pois se começar a pensar, o medo se instala e um arrepio gelado me percorre a espinha. Surtada, começo a pensar num monte de coisas que, hoje em dia, inevitavelmente, culminam nessa situação de angústia mundial que estamos vivendo: ah, meu Deus, quando acabará essa aflição que tomou conta do mundo? Reconheço que para mim o excesso de realidade é bastante perturbador. Preciso de um oásis para atravessar o deserto. Ainda bem que tenho o meu: minhas artes manuais, - abençoadas artes - que me fazem adejar aqui e ali e voar com as estrelas! Distraída, nem vejo a coragem chegar, não a vejo, mas sinto-lhe o vigor, que espanta o medo e me fortalece por inteiro. Quer saber o segredo? anote aí: tudo isso é divino. Essas artes, essa coragem e essa disposição que me movem, tudo vem de Deus. É socorro divino, amparo maior, que sempre agradeço, de joelhos.
Parabéns aos viajantes - se é que existe algum - que conseguem transitar nesse planetinha, sem qualquer temor.
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Estavam casados há mais de 60 anos. Tinham compartilhado tudo e conversado sobre tudo. Não havia segredos, apenas uma caixa que a mulher guardava a sete chaves. Um dia ela adoeceu e o médico a desenganou. Era hora de saber o que havia na caixa. O marido abriu e encontrou duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares. Ele quis saber o significado daquilo. E ela disse: Quando casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar nem brigar por nada. E se alguma vez eu sentisse raiva de você era para ficar quieta e fazer uma boneca de crochê. Emocionado ele teve que conter as lágrimas enquanto pensava "Somente duas bonecas na caixa. Puxa vida, ela ficou com raiva de mim só duas vezes em todos esses anos." - Querida!!! - E esse dinheiro de onde veio? Ah!!! Esse é o dinheiro da venda que fiz das bonecas. Vendi-as a um dolar cada uma. Sobraram só duas.E aí, curtiu? Agora é só colocar em prática aquele mantra e responder a seguinte questão: A neta acertou em seguir o conselho da avó? Porque? (Muita concentração nessa hora...rsrs)
Diante de tudo isso, resolvi fazer a seguinte oração:
Senhor, dai-me sabedoria para entender meu marido, amor para perdoá-lo e paciência para aturá-lo, porque se eu pedir força, eu bato nele até matar, pois EU NÃO SEI FAZER CROCHÊ... Amém!
Compensação versus falta de amor-próprioE esse lado da moeda é bem interessante na medida em que vem atrelado ao seguinte raciocínio: a pessoa é violenta porque, de alguma forma, está ferida e frustrada, pois acredita que não conseguirá obter o que deseja. Então se vira contra os outros, --geralmente os indefesos--, e os agride gratuitamente. Ahã. Pois saiba que esse tipo de argumentação, tem isentado os criminosos de pagarem pelos seus crimes. Argh. Gosto de argumentos simples, mas não simplistas.
Dizem que esse é um caso típico, ultracomum. Funciona assim: para compensar a baixa autoestima e consertar a falta de amor-próprio, você faz tudo para os outros, tudo o que eles querem. E o faz porque tem medo de romper com o outro, tem medo de ficar só. Então você se anula e sofre com isso. Aí começa o calvário dos que lhe rodeiam, porque você mete os pés pelas mãos e faz besteiras a torto e a direito. Violência, inclusive, desde a verbal até a física. O que apoia a tese de que a baixa autoestima favorece a criminalidade.
Nessa semana andei ocupadíssima, estudando. Até fiz um pós. Queria saber de perto o que diz o mundo acadêmico sobre a inveja. Pois bem. Taí pra você, em primeira mão, saindo do forno, meus conhecimentos ultra, super, hiper, científicos.
Inveja: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Invejoso: aquele que tem inveja. Pesquisei no Aurélio.
A Inveja e a Ganância passeavam de mãos dadas. De repente apareceu um gênio e disse: Peçam o que quiserem e lhes darei. Mas antes, respondam: quem nasceu primeiro a Inveja ou a Ganância? A Inveja pulou: Fui eu. Ok, disse o gênio, então, tudo o que você pedir, eu darei em dobro para a Ganância. A Inveja pensou, pensou e pediu: Fure um olho meu!Mamma mia, sacou? E aí, quem mais sofre, não é o invejoso? A Bíblia tem toda a razão: "A inveja é a podridão dos ossos". (Pv 14:30).
“Não há vício mais pernicioso do que a inveja implantada no coração humano. (...) É um prejuízo para a pessoa invejosa, mas não causa danos aos outros.(...) A inveja é a dor causada pela prosperidade do próximo. Por conseguinte, uma pessoa invejosa sempre possui um motivo para tristeza e desânimo.(...) A pior característica dessa dor, no entanto, é que a vítima não pode revelá-la a ninguém”.
"Ela ainda estava dormindo, mas podia sentir-se emergindo do sono, tal e qual um balão: era como se fosse um peixinho dourado em uma redoma de sono, subindo e subindo pelas águas quentes do sono para a superfície. E então acordaria."Assim começa "A Árvore dos Desejos".