| Origamis dobrados por mim |
Aqui estou: vivendo, pensando e escrevendo; de repente você me lê e tudo muda para melhor.
| Origamis dobrados por mim |
| Feliz Ano Novo! |
Desejo - e isso não é um desejo só de Natal - que a gente saiba aproveitar as pequenas coisas que estão ao nosso alcance, nossos familiares (eu sei, sem romantizações), nossos beijos, abraços, conversas, risadas e lágrimas... nossos encontros... nossos momentos. Amanhã iremos nos dar conta do quanto eram grandes essas pequenas coisas! E do quanto significaram em nossas vidas. E sentiremos saudades.
Desejo sobretudo, que a gente não esqueça que o melhor Natal é aquele que valida nossa realidade e não aquele que tenta forçar-nos a caber na fantasia perfeita que a sociedade nos cobra. A magia do Natal, muitas vezes, está na coragem para sair do roteiro e fazer nossa própria celebração, uma que seja gentil com o nosso coração. Nem sempre conseguimos estar transbordantes de felicidade na festa de Natal, especialmente se estivermos enfrentando sérias dificuldade: perdas, doenças, etc, mas não se culpe, a vida é assim mesmo.
Hoje fiz esse post apenas para abraçar o aniversariante, o Deus Menino que nasceu!
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| Natal 2025 |


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| ANAHÍ e vô Nilton |
| NÃO DUVIDE! |
- Marli Soares Borges -
Sei que tristezas e sofrimentos não são opcionais e que às vezes é difícil até acordar e levantar da cama de manhã. Mas uma hora vai passar. E mesmo que você esteja pelas tampas com a vida, dê um tempo para você. Pratique a alegria. Pra-ti-que. Se estiver triste e quiser chorar, chore, soluce, entre no buraco, faça o luto, caia no inferno, abrace o diabo, faça o que lhe der na telha, mas depois, (eu falei depois), levante a cabeça, olhe-se no espelho e sorria. (Não, não é bobagem). Sorria mesmo. Dê uma espiada nesse truque para enganar o cérebro:
Olhe-se no espelho e sorria de orelha-a-orelha. Force e segure o sorriso, um pouquinho só. Conte até seis. Assim você engana seu cérebro e sem se dar conta, você ficará alegre. Repita uma vez. Até dentro do carro dá pra fazer.
Tente, dá certo e é muito legal. Aprendi isso há muito tempo (e pratiquei muito, por necessidade, e dá muito certo). No início a gente custa um pouco, parece meio over, ainda mais quando estamos no meio da tempestade. Mas vale a tentativa, é um esforço pessoal, um aprendizado, um novo olhar. E a gente consegue recuperar as forças. Não duvide!
E sorria, pois como dizia Chaplin, a alegria é o único jeito da gente enfrentar os problemas da vida e sair ganhando! Mas não esqueça de levantar a cabeça. Aposto que você nunca viu alguém chorar de cabeça erguida não é mesmo?
😂 😂 😂
| Imagem para inspiração |
- Marli Soares Borges -
Dia desses precisei reconhecer minha assinatura em alguns documentos para enviar a um cliente. A moça do cartório informou-me que não seria possível o reconhecimento por semelhança porque minha assinatura estava diferente. De fato, eu contava pouco mais de vinte anos quando assinei minha identidade profissional e agora com mais de setenta é praticamente impossível que o traçado de minha assinatura - hoje -, ostente a mesma consistência do traçado que fiz há quase meio século! No meu caso, a assinatura é a mesma, o traçado é que perdeu um pouco a consistência. Faz tempo que não escrevo à mão, perdi a prática. A escrita manual tornou-se desnecessária na atualidade. E no meio disso tudo, está o envelhecimento que afeta diretamente a escrita manual de todas as pessoas.
Argumentei então sobre dois outros métodos comuns de reconhecimento que poderiam ser feitos naquele momento: por autenticidade (com assinatura presencial) e atualizando-se o cartão de assinaturas do próprio cartório, (que serviria também para posteriores reconhecimentos). Nada adiantou, a moça manteve-se irredutível no alto do seu pedestal: "não podemos fazer o reconhecimento de firma, doutora, sua assinatura expirou". Em outras palavras, azar o meu! Mas não desisti. Fui ao Oficial dos Registros Públicos que, a meu pedido, resolveu prontamente a questão e saí de lá com os documentos devidamente reconhecidos conforme comando expresso na LRP.
Mais tarde, no carro, a caminho de casa, fiquei pensando na petulância da moça e aplaudi a mim mesma por ter conseguido engolir a imperiosa compulsão que senti de quebrar-lhe, literalmente, a cara. Virei a esquina e segui rodando. E meu pensamento começou a vagabundear. Pensei na assinatura digital que tenho em várias plataformas e no reconhecimento facial que todo mundo está usando. Pensei no tempão que venho utilizando apenas o celular e o computador em todas as minhas atividades... não tenho usado minha letra cursiva para nada, quem precisa escrever à mão nos dias de hoje? e minha letra era tão bonita... e com que rapidez eu escrevia... onde estão meus cadernos, as cartas e os bilhetes de amor? ficaram lá no passado, no aconchego das caixinhas perfumadas onde os guardei. Assim é a vida. E eu, apesar de viver no presente, continuo sendo um bicho antediluviano, sempre com o pé atrás para não ser sufocada na tenebrosa rede do preconceito, da incompreensão e do descaso.
| O ANJO SORRIDENTE |
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- Marli Soares Borges -
Estive uns dias resfriada, eu75 e o Nilton81. E nossos ouvidos entupiram. Não, não foi o nariz, foi o ouvido mesmo. É a primeira vez que isso nos acontece. Sinal de que ainda temos primeira vez, viram? rsrsrs.
Eu não conseguia nem falar pois ouvia um eco na minha voz e meus ouvidos estavam completamente abafados. Uma sensação horrível. HORRÍVEL. Me apavorei, será que estou ficando surda? Fala mais alto, eu pedia, fala mais alto que não estou ouvindo muito bem, que coisa! não consigo ouvir os sons graves, só consigo ouvir os agudos e muito mal. Bom, aí o Nilton abriu o jogo. Eu também disse ele, será que é do resfriado ou é mais um logro da velhice? Então. Vocês já sabem que somos um casal solidário, deusdocéu, até nas mazelas... ROMEU e JULIETA, hahahaha, um dia eu conto outra pra vocês.
Continuando. Fomos parar no otorrino. Diagnóstico: entupimento da tuba auditiva, a tal trompa de Eustáquio, em virtude do resfriado. Coisa pouca, sem complicações, disse o médico. Tá bom, tá bom, se fosse com ele eu queria ver! Voltamos pra casa com uma receitinha básica: um spray no nariz para desentupir os ouvidos e nada mais. Pode? Meio desconfiada segui a prescrição. Pois não é que deu certo? (conhecimento é tudo). Santo remédio! Tratamos de melhorar e já estamos sarando. Aleluia!
Também, esse tempo aqui no sul não ajuda nada. A Primavera faz de tudo para ficar, mas o Inverno, sem noção, se aboletou no assento e não quer sair. Nem com reza forte. Frio, chuva e umidade é lugar comum por aqui. Quando o sol consegue dar as caras é uma alegria. A gente olha pra fora e o dia está lindo com cara de quem está quente, óbvio, estamos na primavera, daí a gente se anima e pensa, bora abandonar esse monte de roupa! Xô! mas experimente tirar os agasalhos pra ver o que te acontece, o frio não desiste e joga você direto no buraco. Sem novidades, a gente sabe que é assim, sempre foi assim desde o início dos tempos e por isso nos resfriamos. Mas a gente não aprende. E a não bastar, temos ainda uma boa parcela de juventude acumulada que não deixa nada barato para nós. Tanto é que um único dia ensolarado fez esse estrago que acabei de contar.
A vida ensina, mas a gente, cabeça dura, não aprende.
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