16 março, 2010

O QUE NÃO TEM REMÉDIO...

Olá!


Aponte o dedo quem nunca ouviu dizer que "o que não tem remédio, remediado está". Acho que dá pra contar nos dedos quem não conhece essa máxima. Uns de um jeito, outros de outro. Recordo que nos meus tempos de criança (ih, a long time ago, rsrs) acontecia qualquer muvuca, e lá estava minha vó com o verbo na ponta da língua. Guardei na memória e fui utilizando na minha vida, serviu até para apaziguar as crises existenciais dos meus filhos quando eram adolescentes. E é claro, sempre funcionou. Sigo utilizando, pois contém uma verdade, e como disse meu amigo Churchill, a verdade é absolutamente irrespondível. Well. O tempo passou, ou melhor, voou, hehe. Pois não é que agora encasquetei em saber a origem desse ditado? (eita, a idade nos apronta cada uma... rsrs) Procura daqui, procura dali e então, sabem quem é o pai da criança? Shakespeare, isso mesmo. Gente, minha vó era mesmo muito esperta, vai ver ela andou trocando umas telepatias com Shakespeare. Só pode. O quê, tá me achando maldosa? Nada! Tô é feliz, ou você também não ficaria, se sua avó aprendesse umas e outras com aquele figurão? Só tenho a agradecer. Pois é, fiz todo esse discurso para apresentar a vocês uma poesia, ops, A poesia. Porque nunca vi versos tão exatos. Maravilha total. Aproveitem.

"Quando não há mais remédio,
terminam os males que as esperanças alimentavam.
Lamentar um sofrimento do passado
é dar um passo no sentido de atrair um novo mal.
Quando o destino leva algo que não podemos preservar,
o melhor é deixar que a paciência zombe do infortúnio.
O sorriso de quem é roubado rouba algo ao ladrão;
aquele que dá margem a mágoas inúteis
rouba-se a si próprio."
(Shakespeare)

Era isso. Fui. Até breve.
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