13 março, 2010

ESCREVER É ESQUECER

Olá, pessoal,


Sim é ele mesmo, Fernando Pessoa. Considero Fernando Pessoa um poeta vulcânico. Com sua escrita escorreita e objetiva ele transmite uma explosão de sentimentos que não deixa ninguém indiferente. Acho ele sensacional, tudo o que ele escreve adquire vida própria e nos convida a pensar, refletir e raciocinar. Taí um exemplo.


No texto abaixo, ele escreveu sobre a relação vida-literatura e fez uma abordagem que considero inédita. Mas prestando bem atenção, ele não disse novidade, não disse nadinha que a gente não soubesse de antemão, e vem daí o meu fascínio, pois o plus de tudo isso é que, alinhando palavras simples (ah, os poetas!) ele revelou-nos o prazer de escrever na sua forma mais genuína, exatamente no ponto em que deixamos explodir nossas emoções através da escrita.


Ora, é de clareza solar que simulamos a vida ao escrever, (quem não sabe?), aliás, transformamos a vida como bem queremos, não damos a mínima, e olhaí, ignoramos a vida! Pois é, todo mundo sabe disso, mas ele nos faz sentir essa verdade, nos mostra o valor dessa verdade em toda sua extensão.


Gente, fico impressionada, o poeta ousou (quem pode, pode, rsrs) traduzir em palavras uma constatação, uma constatação corriqueira, mas acontece que ele escreve tão bem, mas tão bem mesmo, que a gente fica literalmente de queixo caído. Eu fico. Já reli esse texto umas trocentas vezes e não me canso. Sua palavras são de uma simplicidade de doer. Sente só!


Gente, vamos combinar, sem literatura, nossa vida seria em preto e branco. Bem, pelo menos a minha... já falei isso aqui no blog, mas repito.

Volto em breve.
Fui

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