26 maio, 2011

OURO EM PÓ

Mão-de-obra-qualificada-sem-restrição-de-idade. Eis a moderna visão de mundo, a nova realidade que está surgindo. Nessa visão de mundo, a velhice não é mais computada pela data de nascimento, mas sim, pela velhice de espírito. Já tenho visto em vários lugares pessoas sugerindo, inclusive, que paremos de chamar de idoso o pessoal da faixa dos 60, mas, bom... isso é outra conversa. Cá  entre nós, velho mesmo é o sujeito preguiçoso, emburrecido, desanimado, desatualizado, tenha a idade que tiver. Não há limite de idade para se trabalhar num restaurante, num supermercado, numa loja de conveniência, numa livraria, numa loja de som, numa locadora, etc. o que define o bom funcionário é sua disposição e capacidade. Um(a) jovem na faixa dos vinte pode muito bem ser um péssimo atendente, ter má vontade para realizar um serviço e não entender nada do métier. Um velho também. Ou tudo ao contrário. Nada disso é privilégio de uma faixa etária somente. Eu, por exemplo, sou uma bola murcha, uma anciã, pra trabalhar na cozinha, lavar e passar, e se tivesse que trabalhar numa locadora, nem pensar, rsrs, mas ainda sou uma criança quando ando em busca das coisas que realmente gosto de fazer, como estudar, advogar (no terceiro setor, óbvio) ler, escrever, brincar com os netos, fazer meus origamis e, mais recentemente, blogar. ;)

Enfim, como eu ia dizendo, o mundo está mudando. Se na vida social a maturidade parece ter se transformado num valor obsoleto, na vida profissional, pelo menos na minha, a maturidade pegou bem. E não preciso me vestir como uma jovem. As instituições que atendo, são, a meu ver, uma prova concreta dessa moderna visão de mundo. \o/

Marli Soares Borges
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