30 agosto, 2010

O RISO É CONTAGIOSO

Olá,
Que avalanche de comentários! Muito obrigada, gente, vocês são demais.

Sei, ando sumida, é a correria. Muiiiiito serviço e viagens. Pensa que é moleza? Não é não!! Tem hora que o bicho pega. Desculpa aí, vai. Logo, logo estarei de volta. Gente, fiquei tão alucinada que não consegui nem ler as blogagens.  

Ontem viajei para o Rio e o avião (Web Jet) atrasou simplesmente duas horas e meia. Pode? E eu ali, esperando... O aeroporto lotadésimo, haja paciência. Pô, domingo de tarde, ninguém merece. Lá pelas tantas, vieram os robozinhos do além com um lanchezinho rápido pra evitar reclamações. Ok, santa paz. Pessoal lanchando e a tv ligada no Faustão! Programinha infame esse, eu nem olhava, grudada no meu lap. Pensa que o pessoal se incomodou? Que nada, começaram a se matar de rir. Bom, quando ouço alguém rir, quero logo saber de que, pois quero rir também!!! Não admito perder nenhuma oportunidade de rir. Então, larguei o que estava fazendo e fui olhar o tal programa, de perto. Era um jogo no qual as pessoas caíam n'água, sei lá. Pois não é que segui olhando e comecei a rir também? Gente, pura bobajada, sem pretensão alguma. Taí a cereja do bolo, um pastelão!! hahaha!

Após acomodar-me no avião comecei a pensar nesse episódio...(essa sou eu, sempre pensando...rsrs) . Será que se eu estivesse assistindo sozinha teria rido tanto? Não sei. Talvez não achasse a menor graça. Mas aquela platéia ali, todo mundo rindo, morri de rir também. Você Já notou como o riso é contagioso? É isso aí, vamos rir! E vamos rir juntos que é bem melhor!!!

Só pra esquentar as turbinas:



No hospício o médico pergunta ao louco:

- E aí Einstein o que inventastes hoje?
- Inventei um objeto capaz de ver através da parede.
   Pergunta o médico:
- Já lhe destes o nome?
- Sim, "janela".

* * * * *

Era um feriado de ano novo, e todos no hospício estavam muito felizes. Brincando em uma piscina, que foi acabada de ser instalada. Quando chega o fim da tarde e um louco fala com o médico:

-Adorei o dia de hoje, todos estão gostando muito da piscina né doutor?
O médico responde:
-É verdade.
O louco pergunta novamente:
-Amanhã vamos poder brincar na piscina?
Mais uma vez o médico responde:
-Sim, amigo, amanhã vai estar muito melhor vamos colocar água nela.

Beijo e bom início de semana a todos.

27 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - RAIVA / ÓDIO

Olá,

* O tema é raiva/ódio.

Que chatice esse negócio de sentir ódio e raiva, não é? Fiquei pensando, pensando, lendo... nossa, que angústia tentar compreender o incompreensível. E foi então que abri um email que me seduziu. Traz uma historinha esperta, que focaliza justamente a raiva e, de quebra, ainda tem uma oração incrível pra gente entrar nos eixos. Gostei do texto e apesar da abordagem, não me senti reduzida à insignificância por ser leiga em psicologia. É prático, bem concreto. Espero que você curta bastante.

Quando terminei a leitura, fiquei pensando se o tal conselho (caaalma, você já vai saber...) não estaria a revelar um traço de comportamento ... bom deixa pra lá, chega de conversa mole.

Em troca, eu gostaria de saber tua opinião, não saia daqui sem responder. Mas responda com sinceridade. Antes porém repita o mantra: sinceridade, sinceridade, sinceridade. Após comentar, (só depois, hein) você já poderá, se quiser, exorcisar-me da blogosfera!! Rsrs.



Estavam casados há mais de 60 anos. Tinham compartilhado tudo e conversado sobre tudo. Não havia segredos, apenas uma caixa que a mulher guardava a sete chaves. Um dia ela adoeceu e o médico a desenganou. Era hora de saber o que havia na caixa. O marido abriu e encontrou duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares. Ele quis saber o significado daquilo. E ela disse: Quando casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar nem brigar por nada. E se alguma vez eu sentisse raiva de você era para ficar quieta e fazer uma boneca de crochê. Emocionado ele teve que conter as lágrimas enquanto pensava "Somente duas bonecas na caixa. Puxa vida, ela ficou com raiva de mim só duas vezes em todos esses anos." - Querida!!! - E esse dinheiro de onde veio? Ah!!! Esse é o dinheiro da venda que fiz das bonecas. Vendi-as a um dolar cada uma. Sobraram só duas.


Diante de tudo isso, resolvi fazer a seguinte oração:


Senhor, dai-me sabedoria para entender meu marido, amor para perdoá-lo e paciência para aturá-lo, porque se eu pedir força, eu bato nele até matar, pois EU NÃO SEI FAZER CROCHÊ... Amém!
E aí, curtiu? Agora é só colocar em prática aquele mantra e responder a seguinte questão: A neta acertou em seguir o conselho da avó? Porque? (Muita concentração nessa hora...rsrs)

Beijos.

* Blogagem coletiva do Blog Café com Bolo.

25 agosto, 2010

NÃO ABANDONE SEUS SONHOS

Olá!


Você sabe qual a  diferença entre sonho e fantasia?

Sonho é desejo que nos impulsiona a atingir metas, alimenta o espírito e nos dá estímulo e esperança para viver. Quem sonha tem os pés no chão e jamais será um alienado, pois aceita as limitações e reconhece que o mundo não lhe dará tratamento especial. Sonhar é usar a criatividade para tentar conseguir o que deseja. O sonhar não exclui o desistir, que é sinal de sabedoria.

Fantasia é o sonho que não pode se realizar porque está fora da realidade. A fantasia mina pensamentos e atitudes, enfraquece nossa percepção da vida e se transforma em fonte de sofrimento. Não corra atrás de fantasias, principalmente se você não tem suporte financeiro.

Não esqueça, o sonho e a fantasia estão separados por uma linha chamada realidade. Portanto: trate de abandonar a fantasia, mas não abandone seu sonho. E se o sonho virar fantasia? Óbvio, abandone-o, pois aí, ele já deixou de ser sonho...

Nosso simpático (e injustiçado) velhinho sempre esteve com a razão. Olha o poema lindo, lindo, lindo que ele fez. E observe as palavras que utilizou. Ele sabia das coisas. Mario Quintana.



Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!


Beijos.

23 agosto, 2010

MEUS HAICAIS

Olá todo mundo.

Hoje é segunda-feira. Ontem o sol estava claro e quente e a temperatura ótima. Tirei o casaco e me senti outra! Ai, como é bom o calor, assim, ameno.  O amanhecer de hoje também promete, mas deu na tv que terça-feira tem chuva e mais frioooo. Argh. Ninguém merece, droga, não consigo me acostumar com esse clima, sempre no over!! Mas não vou me abater. Vou Iniciar a semana ao sabor de lindas imagens, cheirosas e luminosas, acompanhadas, é claro de haicais. Quero ver se o inverno desconfia, toma um simancol e dá o fora, rsrs.
Enjoy.



Manhã de sol.
Doce perfume no ar -
Flor de laranjeira.
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Sinto o cheiro
da flor de laranjeira -
Pronto. Sou feliz!
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Manhã de verão -
Uma bela margarida
sob a luz do sol.
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Sol da manhã -
No campo a margarida
Eu aqui. Click!
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Ipê amarelo
espalha flores no chão -
Arte no campo.
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Folhas caem
iluminando o chão -
Ipê amarelo.
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Beijos e boa semana a todos.

21 agosto, 2010

ANTES DE PARTIR

Olá!

Sábado, por aqui um lindo dia de sol! Ufa, até que enfim!!!

Vamos falar de cinema? O filme é "Antes de Partir" (The Bucket List). Sei, ele foi lançado em 2007 e reconheço, estou bem atrasadinha, paciência, mas valeu a pena, é um filmaço. E me cativou tanto que resolvi trazer pra você algumas impressões. Meu filho já havia dito, vale a pena mãe, vocês vão adorar! Não deu outra.


É uma comédia dramática, com roteiro inteligente, divertido e suave, mas que nos faz refletir sobre muitas coisas que acontecem na nossa trajetória existencial. Tem risadas e emoções. Os protagonistas são Morgan Freeman e Jack Nicholson, dois atores de primeira grandeza, acho-os incomparáveis, um carisma sem igual! Cada um imprime com maestria sua marca registrada nos personagens, um é reflexivo e outro indômito. Gosto muito de filmes assim, onde os atores incorporam os personagens, refletindo neles suas próprias personalidades. Acho sinceramente que a empatia e sinergia que existe entre os dois é que dá realce à produção e a torna de alguma forma, especial.

Se você pretende assistir e não gosta de saber detalhes, não continue a ler esse post. É claro, não revelo o filme, mas é óbvio que conto algumas coisas.

O filme narra a história de dois homens de mundos diferentes, um pobre e outro rico, cujos caminhos se cruzam. (Freeman é Carter, o pobre, e Nicholson é Edward, o rico). Eles dividem o mesmo quarto hospitalar e recebem no mesmo dia a notícia que têm poucos meses de vida, em razão de um câncer em estágio terminal. 

Apesar de terem personalidades opostas, passam a apoiar-se mutuamente e... fogem do hospital! Pretendem colocar em prática uma "lista" de coisas que gostariam de fazer antes de "bater as botas". E lá se vão eles, soltos no mundo! Surge uma grande amizade e o tempo de convivência acaba transformando suas vidas, em alguns aspectos.

Achei tocante a mensagem sobre os relacionamentos familiares e o valor da vida. Carter (o pobre) diz que para valer a pena, a vida precisa de duas coisas: trazer alegria para você, e que você leve alegria às pessoas. Gostei que apesar de ter a morte como tema central, o filme é uma homenagem e celebração à vida e suas belezas, uma lição que a gente vai aprendendo aos poucos, a cada item que eles vão cumprindo (ou não), e riscando da tal lista. 


  

Só agora, ao escrever esse post, dei-me conta de uma coisa, ninguém nesse nosso mundo está preparado para as reservas do destino. A gente pensa que está. Só isso. 

Mas, mudando de assunto, que tal, tchê, a sorte do Carter, cruzar seu caminho com um milionário disposto a proporcionar-lhe a realização de sonhos que só o dinheiro pode dar: pular de paraquedas, viajar e conhecer o mundo, pilotar o carro que tanto sonhou? A sorte é assim, quem tem, tem.


CURIOSIDADES QUE ANDEI CATANDO NA INTERNET 

O nome original do filme é The Bucket List ou seja, A lista do Balde, isto porque, “chutar o balde” é a expressão que eles costumam usar para "BATER AS BOTAS". Sabia dessa? Eu não.

Pouco antes das filmagens, Nicholson precisou submeter-se a uma cirurgia que o deixou de molho por meses e alguns dizem que ao enfrentar sua própria doença, ele soube melhor qual seria o estado de espírito ideal para interpretar seu personagem no filme.

As filmagens foram quase todas rodadas em estúdio, inclusive as cenas das viagens, (e a crítica, pra variar já meteu a colher). O diretor é Rob Reiner e ele tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & SaIIy (1989), logo, segundo li, ele já estará acima da média, mas cá entre nós, isso nem tem importância, pois só juntar esses dois atores extraordinários, já fez valer. É um baita filme.

P.S. Não sei onde ando com a cabeça, ultimamente tenho escrito uns posts gigantes!! Não fuja, não. Prometo dar uma melhorada!!! Longe de mim, cansar você!
Beijos e bom final de semana.
Enjoy. Fui

20 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - AUTOESTIMA

Olá,

Na blogagem coletiva de hoje o tema é autoestima. Andei passando os olhos pela web e pincei algumas coisas. Também me animei a dar uns pitacos. Mas aviso que não sou psicóloga e nem entendo nada de psicologia. Portanto quero desconto, hehe.



O que é autoestima?

Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Simplificando. Autoestima significa quem você é para você. O lance é o seguinte: se você se considera uma pessoa de “valor”, sua autoestima será alta. Do contrário, será baixa. Em resumo: alta autoestima  não prejudica ninguém, ao contrário, torna a vida mais leve, (sem exageros, por favor, rsrs, olha o egocentrismo, a última bolacha do pacote!). Baixa autoestima, só Deus sabe... (cuidado com a manipulação, o pessoal pode se aproveitar de você!)

Pelo que li, todo mundo tem dificuldades com a autoestima.

Dizem que é por causa de uma mania insana que temos de nos valorizar para os outros e não para nós mesmos. Mas também pudera, quando alguém, honestamente, se valoriza, olha o que acontece: de cara já enfrenta um preconceito infame: fulano tá se achando, é um egoísta, etc. Então, fazer o que, acabamos proibindo a nós mesmos de gostar de nós. E a consequência? Baixa autoestima, o vetor da desvalorização, ou seja, você não é importante para você.

E segundo os entendidos, muitas situações traumáticas que acontecem no decorrer de nossa existência estão diretamente relacionadas à baixa autoestima. Encontrei milhões de exemplos a respeito. Mas trouxe só um, que envolve baixa autoestima ligada à violência, pra gente avançar um pouquinho e dar uma espiada no outro lado da moeda: a influência da nossa autoestima nos outros. (Sorry, sou libriana, preciso ver o outro lado, hehe)
Compensação versus falta de amor-próprio

Dizem que esse é um caso típico, ultracomum. Funciona assim: para compensar a baixa autoestima e consertar a falta de amor-próprio, você faz tudo para os outros, tudo o que eles querem. E o faz porque tem medo de romper com o outro, tem medo de ficar só. Então você se anula e sofre com isso. Aí começa o calvário dos que lhe rodeiam, porque você mete os pés pelas mãos e faz besteiras a torto e a direito. Violência, inclusive, desde a verbal até a física. O que apoia a tese de que a baixa autoestima favorece a criminalidade.
E esse lado da moeda é bem interessante na medida em que vem atrelado ao seguinte raciocínio: a pessoa é violenta porque, de alguma forma, está ferida e frustrada, pois acredita que não conseguirá obter o que deseja. Então se vira contra os outros, --geralmente os indefesos--, e os agride gratuitamente. Ahã. Pois saiba que esse tipo de argumentação, tem isentado os criminosos de pagarem pelos seus crimes. Argh. Gosto de argumentos simples, mas não simplistas.

Conversa tosca essa minha, tchê. Transformei um papo banal numa coisa séria. Pô, sexta-feira, de manhã, dá licença, rsrs!!! Mas é que ao ler sobre a baixa autoestima, me deu a sensação de que a violência está logo ali. Socorro, estou ficando paranóica. Chega, madame, stop. Pra que fui enveredar por este lado? Rá!

Voltemos logo à querida, bela autoestima, pura e simples. Dê uma olhadinha:
  • Por que você se desprestigia?
  • Por que você vive contra você?
  • Por que você não pode errar?
Dicas:
  • Aceite-se. Sua vida é para você.
  • Comece a enxergar a si mesmo como uma pessoa ótima. Permita-se ser assim.
  • Você vive com você vinte e quatro horas por dia. Tome posse de si mesmo.
  • Seja tudo para você.
Blogagem Coletiva do Blog Café com Bolo, da Glorinha.
Se you later.
Beijos

19 agosto, 2010

PARABÉNS INTERNACIONAL!

Olá todo mundo.

Meu coração é vermelho, não é segredo pra ninguém. Sou colorada.
Meu time é bi-campeão da Libertadores da América! Hegemonia de títulos no futebol gaúcho. Parabéns Internacional!

COLORADO DAS GLÓRIAS, ORGULHO DO BRASIL!




18/08/2010 - O Internacional é o novo campeão da Libertadores da América! O time cobrado venceu o Chivas Guadalajara, de virada, por 3 a 2, na noite desta quarta, no Beira-Rio, e conquistou pela segunda vez o principal título do continente. Sobis, Leandro Damião e Giuliano marcaram os gols do time cobrado para o delírio dos mais de 50 mil torcedores presentes no Gigante. É a sina do Campeão de Tudo, vencer, vencer e vencer!!! Leia mais!



Beijos.

17 agosto, 2010

BLOG E DNA

Olá todo mundo.



Você já sabe, faz pouco tempo, não tem um ano ainda, que sou blogueira. Estou engatinhando nessa arte virtual.  Blogar é uma arte sim, com certeza, e acho que é ciência também, já que tenho encontrado altos estudos e manuais ensinando o bê-a-blog.

No meu caso, muita calma, vou aprendendo aos poucos e aviso que estou achando muito divertido esse mundo da blogagem. A cada dia descubro uma coisa nova. Estou a-man-do.

Além de escrever, a gente também vai lendo os blogs que cintilam na rede. Nossa, tem um aprendizado em cada esquina! Idéias mil, poesias, contos, recordações, crônicas, fotos, enfim, tem de tudo. E é isso que me encanta, essa diversidade sem censura, essa peculiaridade pontual que faz conviverem tão bem o individual e o social. Gente, juro, eu jamais imaginei. Cada blog é um pedacinho de uma vida, um universo pessoal, único no mundo. E não se engane, nenhum blog consegue ser igual ao outro, é que o DNA dos blogs é coisa muito séria, ninguém copia, nem pode travestir.

Ah, e tem outra coisa nota mil, é o feedback, interação da melhor qualidade. É gratificante as pessoas escreverem comentários no teu post, darem opiniões, concordarem, discordarem, argumentarem, enfim, exporem suas idéias, suas impressões digitais. Claro, tudo em alto nível, senão vira uma bagunça e você nem vai querer, né.

Beleza.

Que bom que ganhei esse blog. Já contei aqui a história pra você. Só fico pensando, porque diabos não me animei, eu mesma a criar um blog?  Sei lá.  Ora blogs, sou jurássica, do século passado, viu?  Eu tinha um medo que dava dó, um medo, nem sei de quê.

Era isso. Fui. Beijos.

16 agosto, 2010

SAKINEH, UMA MULHER COMO NÓS

Olá!

Juro que eu não queria iniciar a semana falando sobre esse assunto. Aliás não queria ter que falar sobre isso, queria que as pessoas estivessem noutro patamar de evolução e que as atrocidades já estivessem apagadas da memória do mundo, retiradas dos dicionários. Queria, eu queria. Mas com tristeza vejo que não é assim. Então eu preciso falar, não posso evitar, está para além das minhas forças.



Semana passada estava eu rascunhando um texto sobre Sakineh, quando, quarta-feira, por acaso, pego o Jornal Zero Hora e dou de cara com uma crônica certeira, com a relevância que o assunto requer. Fui lendo e, ... meu Deus, é assim que penso, é isso que eu quero dizer! Exatamente isso, sem tirar nem pôr. E você vai ver, a escritora diz o que tem que ser dito, com maestria, pois ela é uma deusa com as palavras. Então é óbvio que desisti de escrever o tal texto. Deixo você em melhor companhia, com a fantástica Martha Medeiros. Gaúcha, tchê, e das buenas. Veja o que ela diz.

SAKINEH, UMA MULHER COMO NÓS
Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamuroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadiz Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.
Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens - e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, apois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?
Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a brutalidade. É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.
O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.
Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito em creme antirugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada. www.liberdadeparasakineh.com.br
Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele.
Martha Medeiros
Fonte: Jornal Zero Hora dia 11 de agosto de 2010.
Imagem aqui
Beijos e bom início de semana.

* * * * * * * * * * * * * * * * *

U P    D A T E :

Gente, reproduzo aqui, parte das palavras de minha amiga Fernanda, do Blog "Na Casa do Rau", em seu comentário aqui no post.  Vejam só...
"Eu vi na TV e deixo aqui parte do que poderá ler no link abaixo. "Ela foi agredida violentamente e torturada até aceitar aparecer diante das câmeras", afirmou Hutan Kian, em uma entrevista publicada pelo diário The Guardian. Kian assumiu a defesa de Sakineh depois que o primeiro advogado dela fugiu do país. Informado das circunstâncias que cercaram a entrevista ao tentar obter notícias sobre como estava sua cliente, ele disse ainda temer que o governo iraniano execute Sakineh, que já teve a pena transformada em morte por enforcamento no mês passado. Na semana passada, um alto funcionário judicial iraniano, Mossadegh Kahnemui, afirmou que Sakineh "além de duplo adultério, também foi considerada culpada de complô para matar o marido". http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/advogado-afirma-que-sakineh-foi-torturada-antes-de-confessar-crime-na-tv

13 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - INVEJA

Olá,

Nessa postagem o sentimento é Inveja.

Vamos lá.

Inveja: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Invejoso: aquele que tem inveja. Pesquisei no Aurélio.
Nessa semana andei ocupadíssima, estudando. Até fiz um pós. Queria saber de perto o que diz o mundo acadêmico sobre a inveja. Pois bem. Taí pra você, em primeira mão, saindo do forno, meus conhecimentos ultra, super, hiper, científicos.

Inveja é uma doença, um vírus, uma disfunção cerebral. Completamente diferente do ciúme que é querer manter o que se tem. Também não é igual à cobiça que é querer o que não se tem. Inveja é não querer que o outro tenha. É um sentimento perigoso e forte que ataca o coração e destrói a vida do invejoso. É mais ou menos como o feitiço virando contra o feiticeiro. Aí, pensei, bom, menos mal, só prejudica o invejoso, ufa! Mas tornei a pensar e vi que não era bem por aí. Olha só. O carinha invejoso adquire uma bela depressão, vai para o SUS, cai no hospital e dê-lhe remédio... E você nem imagina quem paga essa conta, não é? Conclusão: inveja é um sentimento malcriado, imbecil e dispendioso, que deveria ser banido da face da terra.

Gente, a inveja é um problema social, uma questão de saúde pública! Está na hora de criarem uma lei para acabar com a inveja. Não, não ria, é sério!! (Afinal, vivemos num país que faz leis a torto e a direito, e, diga-se de passagem, mais torto do que direito, portanto...rsrs!).

Aprendi também que o tal vírus estava aprisionado na maçã, inativo, lá no paraíso. Aí o casalzinho inventou de meter o nariz, --ou melhor os dentes-- onde não devia, e deu no que deu. E veio a comparação: fulano é mais bonito, é melhor do que eu. Abriram-se as comportas e a inveja, calmamente, entrou e instalou-se no coração das pessoas. E dizem que mora lá, na tocaia. Já viu, né, acho bom então, já que a gente não pode expulsá-la de lá, pelo menos dar uma boa sufocada nela, tirar-lhe as forças, antes que mostre suas garras e nos torne reféns de seus caprichos.

É triste, mas as vítimas da inveja simplesmente não conseguem suportar o sucesso do outro e por conta desse sintoma, acabam virando umas fingidas. E, cá pra nós, usam artimanhas tão babacas... Tem aquele que finge que não sabe que o outro é doutor, e sempre que o apresenta a alguém, o faz omitindo o devido título. Tem outro que finge que detesta viajar, só pra desestruturar seu colega que fez uma viagem legal. E outro que finge que dorme na palestra do amigo. Caracas. E por aí vai. Tem uma penca de exemplos. E nem vem com essa de inveja boa, inveja branca e tals. Negativo. Inveja é um câncer. Xô.

Bom gente, foi isso que aprendi no pós. Espero ter ajudado, rsrs.

Veja agora a historinha que achei na internet. É uma lenda sobre a inveja, e ilustra bem a minha conclusão sobre o tal feitiço virar contra o feiticeiro.
A Inveja e a Ganância passeavam de mãos dadas. De repente apareceu um gênio e disse: Peçam o que quiserem e lhes darei. Mas antes, respondam: quem nasceu primeiro a Inveja ou a Ganância? A Inveja pulou: Fui eu. Ok, disse o gênio, então, tudo o que você pedir, eu darei em dobro para a Ganância. A Inveja pensou, pensou e pediu: Fure um olho meu!
Mamma mia, sacou? E aí, quem mais sofre, não é o invejoso? A Bíblia tem toda a razão: "A inveja é a podridão dos ossos". (Pv 14:30).

Agora veja essa de São Basílio, o Grande:
“Não há vício mais pernicioso do que a inveja implantada no coração humano. (...) É um prejuízo para a pessoa invejosa, mas não causa danos aos outros.(...) A inveja é a dor causada pela prosperidade do próximo. Por conseguinte, uma pessoa invejosa sempre possui um motivo para tristeza e desânimo.(...) A pior característica dessa dor, no entanto, é que a vítima não pode revelá-la a ninguém”.
Boa São Basílio! Você acertou em cheio. Ô gente, pega leve, tem que dar um desconto, São Basílio era o Grande, mas não sabia do SUS!

Ops, não tinha SUS naquele tempo, amore, hehe.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva do Blog Café com Bolo.
Beijos a todos.

11 agosto, 2010

O PESO DE NOSSAS DECISÕES - OU A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER

Bom Dia!

Hoje, lindo dia mesmo. Ensolarado, mas frio, de montão. E um vento...! E eu a fim de jogar pra amanhã um trabalho meio chato --um Parecer Jurídico sobre um decreto-- que me programei pra fazer hoje. É só decidir: livre, leve e solto. Então: faço outro trabalho menos complexo e deixo esse pra amanhã, ou me atiro de cabeça e faço logo esse tal parecer?

Uma simples decisão. Coisa leve. Que tal? Licença, só umas filosofias, hehe.

No meu pensar não há decisões simples nem leves. Nossa vida caminha na direção de nossas decisões. Vou alumiar a vereda com um livro bem conhecido. Chama-se "A Insustentável Leveza do Ser". O autor? Milan Kundera. Aí você enche o peito e diz: grande coisa! Esse livro já era, todo mundo leu, qualé.  Melhor, é mais fácil pra mim. Posso até poupar o verbo, rsrs!  Não, não vou fazer resenha. Apenas uma rápida pincelada no ponto que interessa. 


Kundera olhou o mundo de forma revolucionária. E eu gostei. Tanto que reli algumas vezes, pois acho interessante a dialética que ele propõe. E o que me trouxe agora à lembrança foi precisamente uma abordagem que ele faz sobre nossas escolhas, nossas decisões.

Diz ele, e eu concordo plenamente, que todos nós pagamos um preço na vida pelas decisões que tomamos, levando-se em consideração, que não sabemos as consequências ou implicações que haveriam se tivéssemos tomado decisão oposta. Os caminhos da vida não são lineares, “a vida não anda em linha reta, mas em círculos, ou até em espiral”, diz Kundera. E enfatiza o peso das decisões, afirmando com todas as letras, que nós só podemos tomar a mesma decisão uma única vez. Isso porque, diz ele, "na vida não há ensaios" (lembrou alguém? isso mesmo, Chaplin). Caramba, isso é absolutamente verdadeiro. De fato, a vida não volta atrás. E lembro que no mesmo sentido, Heraclito também dizia: “nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio”.  Nesse contexto é fácil perceber que as decisões não têm a leveza que a gente teima em emprestar. Por mais simples que possam parecer. Pois é. E mesmo assim costumamos dizer: ora, isso é muito simples: decida-se!

Kundera encerra o raciocínio falando sobre a dicotomia entre o peso e a leveza das decisões. E eu, sinceramente penso --assim como ele-- que essa dicotomia é de extrema importância e de grande responsabilidade para nós, pois embora surja a oportunidade de refazermos nossas vidas, com outras decisões, as circunstâncias adjacentes nunca mais serão as mesmas. E após a decisão, a vida sempre acontece, de um jeito ou de outro. Portanto o mínimo que podemos fazer é: pensar, refletir e só então decidir. A essa altura, já começamos a pagar o preço.

Conclusão. Veja você, a sutileza. O título do livro diz tudo: é insustentável a leveza do ser. Em nossa existência enquanto seres que somos, temos de arcar todos os dias com o peso das nossas decisões. A vida não é leve. Não somos leves. Se não tivéssemos o fardo das decisões a carregar, aí sim, seriamos mais leves do que o ar, voaríamos. Mas seriamos semi-reais e ficaríamos distanciados da terra, do ser terrestre. E nossos movimentos seriam tão livres e leves quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza? Novamente a decisão.

Ufa, acabo de decidir: vou fazer agora o tal Parecer. Não adianta, eu sou assim. Sessentona e talvez um pouco, digamos, certinha, hehe.

Beijos.

09 agosto, 2010

MAIS HAICAIS

Olá todo mundo,

Estou com vontade de escrever haicai. É que encontrei essas imagens tão lindas... e daí... me deu uma saudade...
Bom, não pude e nem quis evitar.  Espero que gostem.
Enjoy.


MSBd7

Sinto o perfume
da flor lilás da lavanda -
Ah! minha infância.



MSBd11

Gosto do gosto
do chá de camomila -
Saudades da avó.

Beijos e uma semana ótima.

08 agosto, 2010

PAIÊÊÊ...! É HOJE...! ELES ESTÃO COM A CORDA TODA!!!!

Olá papais!


Hoje é dia dos pais. Registro aqui minha homenagem aos papais blogueiros e aos não blogueiros que por aqui passarem. Feliz Dia dos Pais para os meus amigos. Feliz Dia dos Pais especialmente para meu marido, meus irmãos e meu genro. Parabéns a vocês, papais. Sem vocês o mundo seria muito triste.


Mas a homenagem especial vai para meu pai. Seu nome?
Eurides Pahim Soares.


Taí ele. 85. Isso mesmo, você ouviu bem.


Ele é um cara muito alegre, internauta dos bons, chegado num joguinho de damas, e joga muiiito bemm! Vive jogando na net e batendo papo com amigos no msn. Esse é ele. Meu pai. O cara.

Que Deus o conserve assim, forte e saudável, lúcido e com essa alegria tão sua, que nos contagia. Estou feliz alinhando essas palavras, mas, confesso, bastante emocionada. Caracas. Você nem imagina quanto. Laço familiar não é mole!

Meu pai canta e toca violão e cavaquinho. E compõe. Me emociono ao vê-lo e ouvi-lo cantar e tocar. Seus olhos brilham. Ele é louco por música. Sei que ele nasceu para enfeitar a vida. Tem uma música bem antiga que eu adoro e quando chego lá na casa deles, e ele está com o violão, ele toca, dedilhado, bem baixinho, enquanto converso com minha mãe. Eu sei que é para mim. Obrigada, por isso, pai.

Seu lema pode ser resumido na música que ele compôs há bastante tempo, e que trago um trechinho da letra para fazer a homenagem. O nome da música é SORRIR.

Sorrir, vamos sorrir
Chorar, pra que chorar
Tristezas não pagam dívidas
Vamos sorrir e cantar!

Por enquanto era isso. Ops, ia esquecendo meu filho. É que ele ainda não é pai, mas como foi o único neto que puxou ao avô, vai também minha homenagem. Meu filho é produtor musical, tem um estúdio de gravação. Toca bateria, guitarra, violão, sei lá uma penca de instrumentos. Veja só a vida como ela é.

Beijos e bom domingo a todos.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

UP DATE: O pessoal do Blog "007ConeXãoBlogs" teve uma idéia genial. Eles resolveram divulgar os blogs que estão homenageando os pais no dia de hoje.  Passe lá e dê uma olhadinha, tem um monte de coisas interessantes pra gente ler. Clique aqui.

06 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - DESEJO

Olá, todo o mundo!

Nessa postagem o sentimento é Desejo. Ótimo, vou direto para um livro que fazia um tempão que eu queria falar, mas simplesmente ia passando, nem sei porque, pois é um livro que amo de paixão. (Legal, essa blogagem me fez lembrar). Chama-se "A Árvore dos Desejos" e foi escrito por William Faulkner (1897-1962).

É um livro que EU quero ler (e reler) para meus netos. Assim como um dia desejei para meus filhos (e consegui \o/), quero que meus netos não somente leiam, mas que desenvolvam bom gosto para a leitura. Por isso, Faulkner é obrigatório. Daqui a alguns anos, quando eu me for, eles, já adultos, saberão por seus pais, que sua avó costumava ler para eles "A Arvore dos Desejos" de Faulkner. Que não é pouca coisa! Acho que esse é o tipo de livro que foi feito pra ser lido em voz alta, e aposto que o autor também o leu para seus filhos. Bom, chega de conversa fiada, lá vai uma palhinha.
"Ela ainda estava dormindo, mas podia sentir-se emergindo do sono, tal e qual um balão: era como se fosse um peixinho dourado em uma redoma de sono, subindo e subindo pelas águas quentes do sono para a superfície. E então acordaria."
Assim começa "A Árvore dos Desejos".

A história começa no dia do aniversário de Dulcie. E no dia do aniversário de Dulcie tudo é diferente. Ela acorda no meio da noite e dá de cara com Maurice, um menino ruivo, de rosto feio, mirrado e cabelo vermelho reluzente, carregando uma enorme sacola na mão. Ele está ali ao pé de sua cama, para convidá-la a uma aventura: encontrar a Árvore dos Desejos.

Juntam-se a eles o irmãozinho de Dulcie, Dicky, sua babá, Alice, o amigo George e um velhinho, que diz saber muito bem o caminho para chegar à tal árvore.

As crianças seguem numa jornada cheia de aventuras. Andam em charretes e pôneis de brinquedo que se tornam reais. Os personagens esticam e encolhem ("querida encolhi as crianças", lembra?) E tudo sai de dentro da sacola de Maurice! Tem lerofantes (sim, uma espécie de elefante), tem um rio correndo na vertical... Enfim, tem uma penca de coisas fantásticas. E eis que o grupo encontra uma árvore mágica — de folhas brancas, mas que mudam de cor! E o melhor de tudo é que essa árvore realiza os sonhos das crianças: basta pedir e pronto!

Bom, daí em diante, tudo que o grupo desejava acontecia, tanto de bom quanto de ruim. Se um dissesse: “Quero um doce”, surgia um doce na sua mão. Ou: “Eu quero uma espingarda”, aparecia a espingarda na mão de quem a desejou. Num dado momento, o menino George deseja que um leão saia de trás de uma árvore. Uau. Imediatamente o leão aparece. Ele então se desespera. E agora?

Aí vem o melhor.

Acontece que para desfazer o desejo, ou seja, fazer o leão dar o fora, somente George poderia "desdesejar" o que havia desejado... (Veja só, muitas vezes não prestamos atenção às palavras que saem da nossa boca!) Nem precisa dizer que é uma metáfora. Você já sacou né?

A história segue cada vez mais interessante. Mas, não vou contar. Fico por aqui mesmo.

O livro é bem fininho e a gente lê sem respirar. Ainda mais esse, que alterna o fantástico e o real. E vou dizer mais, acho sinceramente que essa é uma daquelas leituras indispensáveis para a geração que vai governar nosso planeta. Eles irão precisar de magia e encantamento. Certeza, toque aqui!!!


MEU PITACO

É impossível ler essa história sem transpor para a vida real. Durante a leitura, a gente se dá conta de que, na verdade, a Árvore dos Desejos é a nossa mente. E que tudo aquilo que pensarmos, mais cedo ou mais tarde, se realizará. Às vezes demora bastante e a gente até esquece que, um dia, de alguma maneira, (mesmo sem prestar atenção), desejamos o que aconteceu na nossa vida. Alto lá, cuidado com os pensamentos!!

Mas, se fizermos um exame de consciência verdadeiro, sem enganações, iremos perceber claramente que são os nossos pensamentos, desejos, medos e receios que desenham as nossas vidas. Nosso pensamento cria nosso céu e inferno, tristeza e alegria.

Aos Desejos \o/, touché!!!

Blogagem Coletiva do Blog "Café com Bolo".
Beijos.

05 agosto, 2010

CHORAMINGAR

Bom Dia, pessoal,
Chuva que não pára e muuiiito friooo em Porto Alegre, br-br-br, mas insisto, Bom dia!

Tenho acompanhado alguns textos em blogs, sites, jornais impressos, etc, onde o pessoal põe a boca-no-mundo, traz a público as mazelas, os desmandos, enfim a corrupção que grassa pelo país.

É muito bom e concordo com tudo. O povo tem que saber o que está acontecendo nos bastidores. Tem que saber que nossos governantes só pensam no seu próprio umbigo, que o país está jogado às traças e que as pessoas que, com seu trabalho, realmente sustentam a nação, estão abandonadas, sofrendo..., assoberbadas de impostos. E que é urgente fazer alguma coisa para conter esse estado de coisas.

Mas fazer o quê?

Pense comigo. Fazer uma reclamação geral? Outra? E mais outra? Ora, isso todo mundo faz. Aliás é só o que fazem. E adianta alguma coisa? E já adiantou? Onde? Estou falando de resultados, de concretude. 

E trago aqui essas questões porque percebo que nós (o povo), estamos de mãos atadas, reclamamos ao vento. Não podemos contar com ninguém, pois os poderes que, teoricamente, deveriam "olhar" para o nosso Direito, ficam só no teoricamente.

E mais, se algum contribuinte litiga contra os poderes públicos e depois de muito lutar, obtém uma vitória no judiciário, pode saber, no outro dia, sai uma lei em cima daquela decisão, e derruba qualquer possibilidade de outros contribuintes, porventura na mesma situação, terem seus direitos reconhecidos em juízo. Isso não é segredo. Está estampado na jurisprudência de nossos tribunais. É só ler. É o nosso direito que está em jogo. Nossa cidadania.

Misericórdia.

Inobstante, continua escrito no artigo primeiro da Lei Maior que "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito..."  E os poderosos torcem o nariz: a lei, ora a lei!

Forçoso concluir que o povo já era. Nossas palavras não têm qualquer valor. Temos sido muito ingênuos. Fiscalizar o quê? Exigir o quê? Como? Com que ferramentas? O povo invisível vai fazer o quê? Só choramingar. É isso que temos feito. 

Aí você pula e diz, ah, temos o voto. E eu pergunto, onde está a força do voto, se em nosso pais, a maioria dos votantes, em algum momento de sua vida já passou até fome? Sequer entende o que lê? E se contenta com uma torneira e uma única lâmpada pra iluminar sua moradia miserável? E vive ganhando presentinhos?

Você viu. Eu não tenho respostas, só perguntas. Mas, apesar de tudo sou a favor dos choramingos. Mas tem que ser muiiito alto. Mesmo. Temos que continuar, não podemos desistir. Talvez um dia, temendo ficar surdo, alguém nos ouça.

Registro aqui minha posição, pois não quero ir para o inferno. Rsrs.
"O inferno reserva lugar para aqueles que, mesmo nos momentos de profunda amargura, permanecem na neutralidade, sem denúncia e sem louvor"  Dante Alighieri "A Divina Comédia" Ato III.

Ô gente, isso foi só um desabafo, hehe.
Até amanhã, na blogagem coletiva.

Beijos.

03 agosto, 2010

LICENÇA PARA MENTIR

Olá, todo mundo.

Li uma reportagem sobre as mentiras que os pais contam aos filhos. Em síntese: o que pode e o que não pode mentir. Fiquei pensando, pensando e registrei aqui algumas impressões. Confesso que para mim, que sou de outro tempo, algumas coisas a gente mentia mesmo e pronto. Ninguém ficava com crises de consciência, nem inquietudes, sabíamos muito bem o motivo daquelas mentiras.

Acontece que os tempos mudaram, e nesses "tempos bicudos", como diria Quintana, para o lado que a gente se vira, encontra um manual teorizando sobre a criação de filhos. Lógico, tudo nos trinques, escrito por profissionais, --geralmente sem filhos--. Nada a ver, eu sei, mas em todo o caso, é um dado que julgo oportuno referir. Ah, ia me esquecendo..., e tem ainda as leis, com suas hermenêuticas. 

E o que sobra para os pais, nessa avalanche de teorias e normatizações? Sobra, que eles vêm há bastante tempo sentindo-se inseguros e desautorizados em suas atitudes pedagógicas, --sentimento que, aliás, considero absolutamente normal--, levando-se em consideração que, profissional e legalmente, aquilo que hoje é certo, amanhã pode não ser. Nesse compasso, concluo que os pais perderam o norte e deixaram a peteca cair. E os valores caíram juntos, abraçadinhos. Yes! E e o que temos agora? Uma pizza gigante com váaarios sabores: falta de respeito, violência, grosserias gratuitas, adolescência quase eterna, egoísmo, superficialidade, traição. Tudo de pernas para o ar! Uma juventude enfraquecida, com o pensamento truncado, facilmente manipulável. Em futuro próximo uma nação ideal, para propósitos nem sempre ideais, a gente sabe. Óbvio, pais inseguros, sem autoridade, formando cidadãos, queria o quê.

Easy.

Nem tudo está perdido. Tô postando essa reportagem aí embaixo, (um trecho) pra você dar uma olhadinha. Claro gente, é uma reportagem ultrasuperficial, mas é um começo. Pelo que tenho lido atualmente, parece que os profissionais estão revendo suas posições. Anote aí, agora os pais já podem mentir um pouquinho para os filhos! Rsrs. (Ops, não ria, madame, o caso é sério!)

Bom, agora deixo você na companhia dos profissionais. Mas já vou avisando que não concordo com tudo o que está dito. Concordo apenas em parte.

Eis as perguntas que os anjinhos fazem e as respostas que os pais podem dar:



Pai, alguma vez tomaste drogas?

“Se a minha filha me perguntasse se já fumei um charro, eu dizia que não.” A psicóloga Annie Romantini não tem dúvidas: este é um dos poucos casos em que os pais podem mentir com todos os dentes sem se sentirem mal por causa disso. É importante manter o respeito, para mais tarde poderem dizer: “Isto é errado, não podes fazê-lo.”


Porque é que agora nunca vais trabalhar?

As crianças têm uma grande capacidade intuitiva e percebem quando os pais não estão bem. Mas preocupá-las com coisas que não são para a sua idade pode assustá-las e tirar-lhes a tranquilidade. No caso de uma situação temporária, os pais devem esconder a verdade e dar a ideia de que está tudo bem.


Se tu e o pai são amigos, porque nunca saem juntos?

A resposta é simples: “Eu e o teu pai adoramos-te, queremos o melhor para ti.” Os pais devem fazer os filhos entender que podem não ser os melhores amigos, mas que se respeitam e que o conceito de amizade dos adultos é diferente do das crianças, reforça Mário Cordeiro.


Ouvi a mãe dizer que não temos dinheiro para pagar a casa. É verdade?

“A omissão é positiva”, afirma a pedopsiquiatra Isadora Pereira. Os problemas financeiros são do mundo dos adultos e os filhos não devem nem precisam de saber de todos os problemas dos pais. “Temos dinheiro para te dar tudo aquilo de que precisas"é uma resposta possível.


Na escola tiravas muitas negativas?

Poucos pais foram alunos perfeitos, mas quase todos gostariam que os filhos o fossem. A solução não é mentir, mas adoçar a verdade ou contornar a pergunta: “Não importa se tirei ou não negativas. Isso não te dá o direito de as tirar também.” Outra hipótese: “Que diferença é que isso faz?”, sugere Annie Romantini.


O tio está no hospital. Vai morrer?

Pode explicar que o tio está doente, sem entrar em pormenores sobre o problema de saúde e contornando a questão da morte: “Todos esperamos que se cure”, por exemplo. “Há que sublinhar que as crianças apenas pretendem resposta para aquilo que perguntam e não mais que isso”, explica o pediatra Mário Cordeiro.


Quantas bebedeiras já apanhaste?

“O meu filho começou a fazer este tipo de perguntas quando passou a ver telenovelas”, conta Adelaide Calvo, mãe do João, de 14 anos. A psicóloga Annie Romantini explica que aqui a mentira é benéfica. Mais uma vez, é importante dar o exemplo. O faz o que eu digo e não o que eu faço raramente resulta.


És tu a fada dos dentes?

Manter algumas “mentirinhas” que todos sabem o que são, mas que correspondem a fantasias infantis, como a Fada dos Dentes e o Pai Natal, é positivo. “Todas as crianças têm o direito de ter fantasias, e isso é bonito e é importante”, afirma Annie Romantini. Até quando? Até descobrirem a verdade por elas próprias.


Fumar é bom?

Apesar dos muitos problemas que pode trazer, por alguma razão tantos fumadores insistem em fazê-lo: sabe bem. O melhor para um pai fumador é reforçar os pontos negativos e evitar que o filho tenha curiosidade de experimentar. Mário Cordeiro aconselha-os a explicar que as pessoas não são perfeitas, mas que talvez um dia, com a ajuda do filho, consigam deixar o vício.

Até mais.
Beijos.