27 setembro, 2013

DE EPIDEMIAS E PANDEMIAS


Somos seres contagiantes. Se a gente fala baixinho, as pessoas tendem a murmurar, se bocejamos, daqui a pouco todo mundo começa a bocejar. Se estamos meio down, inevitavelmente as pessoas nos acompanham nesse sentir. E fica todo mundo com cara de poucos amigos. Podemos dizer então que somos seres contagiantes e epidêmicos. A gente dissemina doenças. De vários tipos e etiologias, diriam os médicos. Mas não quero saber dessas coisas de medicina, estou pensando é nesse poder disseminador -- atávico -- que a gente tem. Que tal disseminar a 'doença' dos sorrisos, das cores, das flores, dos aromas, dos amores? Logo, logo, vai virar epidemia. Que tal uma epidemia incurável de alegria? De entusiasmo pela vida? Uma epidemia do bem? Por que não? Claro que a nossa vida não é esse mar de rosas que andam vendendo por aí nos livros disso e daquilo, as coisas às vezes saem bem erradas, a gente luta e perde, perde-se coisas, perde-se pessoas. Sofremos roubos e traições. Mergulhamos num mar de tristezas, contradições e conflitos. Mesmo assim, passado o momento de sofrimento intenso, nada nos impede de renascer e disseminar coisas boas, podemos fomentar nas pessoas que estão próximas, muitas vezes as mais turronas, o entusiasmo pela vida. É dureza, eu sei, mas pode ser que elas se contaminem e 'peguem' nas outras. E aí a 'doença' se instala e vai se alastrando. Pense nessa ideia. Não é simples, mas pode ser a salvação que irá conter essa apatia que ameaça o mundo, uma pandemia sinistra que se avizinha. Marli Soares Borges
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