14 fevereiro, 2011

BLOGAGEM COLETIVA - PORQUE EU GOSTO DE LER LIVROS

Olá todo mundo!

A respeito de ler, já andei falando alguma coisa por aqui. Falei sobre meu despertar para a leitura, "... tenho a impressão que nasci assim, gostando, querendo ler. Mas, racionalmente, sei que esse gostar não floresce do nada". E hoje pretendo retomar um pouquinho mais esse tema. Mas penso que, pra não fugir da proposta da Blogagem *, inicialmente devo concentrar-me na leitura dos livros. 




Livros? Adoro-os. Os livros impressos têm sido meus companheiros pela vida afora, somos íntimos, dividimos o mesmo quarto, tenho com eles uma ligação visceral. E sempre terei. Sei disso.

Mas de uns tempos para cá, talvez devido à idade (ai, ai, que fazer?, rsrs) ando apreciando demais os livros eletrônicos. Tenho-os guardados no lap, disponíveis a qualquer hora, a meu bel prazer, e aonde quer que eu esteja, pois viajo bastante a trabalho. Confesso, logo que conheci os tais e-books, não me empolguei muito pois havia em mim uma sensação clara de que, fosse qual fosse a autoria e o título do livro, não iria emplacar. Faltava algo, aquela sensação tátil, visual e olfativa que só os livros impressos têm. Mas como detesto preconceitos, fui ver de perto. E não é que gostei? Yes!! O livro eletrônico me ganhou em definitivo. Sigo lendo os impressos, mas um pouco menos, óbvio. Também não sou daquelas de ler tudo o que me cai nas mãos. Para mim, a leitura é um prazer, por isso tenho critérios, já postei a respeito. Também não tenho mais tanto tempo assim. A vida passa e tenho muitos projetos a por em prática. Mas acho importante deixar registrado aqui, que, a propósito das diferenças entre livro impresso e eletrônico, defendo que um não obscurece o outro, que há espaço para os dois. Cada um na sua hora. Acho que o e-book é uma tendência irreversível, mas isso não significará o fim do livro impresso, cujo encanto, praticidade e caráter lúdico é indiscutível.

O importante mesmo é que a gente consiga validar nossa leitura. E aqui, algo que considero crucial: nada de ler somente por obrigação, é ruim, não vale a pena. Concordo com as afirmações de Pennac, para mim também, a condição vital para que se dê a leitura válida é ela ser prazerosa. E para isso temos que fazer valer o nosso direito de leitor: o desejo. De ler, de escolher o que quer ler, de reler, de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, de não ler. “... o verbo ler não suporta o imperativo” - "Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado.". (Daniel Pennac. 1996. Como Um Romance).

Enfim, por enquanto era isso.

* Blogagem coletiva proposta por Alessandro Martins, do blog Livros e Afins:

Beijos a todos.
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