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30 maio, 2014

UM NOVO JARDIM


E disse o Senhor Deus: todas as pessoas foram feitas para serem amadas. Mas as coisas não! Elas só existem para serem usadas. No dia em que amares as coisas e usares as pessoas, certamente morrerás de tédio, tristeza e dor. E um grande caos se formará na terra e não mais veremos o céu aberto nem a música dos anjos. E não conseguiremos ver as flores, nem sentir-lhes o perfume.

E tudo funcionava muito bem, e a luz resplandecia nas trevas. Mas eis que as trevas não a compreenderam e começaram a 'trabalhar' a cabeça e o coração das pessoas! E os valores se inverteram no mundo: as pessoas passaram a usar as pessoas e a amar as coisas. Era o ter sufocando o ser.

E a maldade se multiplicou sobre a terra... e o caos se formou.

Mas nada é eterno no mundo, e esse caos também não é. Precisamos modificar tudo isso e recuperar os valores perdidos. Acredito nos adultos -alguns- que assim como eu, insistem na luz. Acredito nos amanheceres, nas crianças, no doce enlevo da música, no perfume e na beleza das flores. Acredito na nova era e represento-a em meu coração como um imenso jardim florido, cheio de encanto e magia, onde as pessoas amam somente as pessoas e as coisas servem apenas para serem usadas. E consigo ver o brilho e sentir a energia da paz.

Um beijo
Marli

P.S. Flores, flores, flores, perfumes e belezas. A proposta de espalhar a beleza das flores, veio lá do facebook, orquestrada pela Norma do Blog Pensando em familia.







21 março, 2014

UMA IMAGEM 140 CARACTERES (3)

gramado

Chega, preciso descansar um pouco.
Estou tão feliz, hoje sim consegui tocar de verdade!
Tem gente que pensa que tocar violão é fácil. Não é.

- Marli Soares Borges -

* Participando da blogagem coletiva nos blogues: Meus Devaneios Escritos e Devaneios e desvarios

16 março, 2014

VAMOS BRINCAR COM A CHICA?



A minha frase é:

- Nem tudo que falo brincando é brincadeira! -

UMA IMAGEM 140 CARACTERES (2)


Adotei exatamente a posição sugerida pelo fotógrafo. 
Preciso parecer natural. 
Meu Deus! Essa é minha chance de ouro,
será que vou conseguir?

- Marli Soares Borges -

* Participando da blogagem coletiva nos blogues: Meus Devaneios Escritos e Devaneios e desvarios

08 março, 2014

UMA IMAGEM 140 CARACTERES


Cada dia que passa os sintomas parecem se agravar. 
Agora ela tem ficado horas a fio, imóvel, 
empoleirada naquele pneu, 
olhando para o vazio.

- Marli Soares Borges -


Participando da blogagem coletiva no blog "Meus Devaneios Escritos".

12 dezembro, 2013

COMO VIRÁ O MEU NATAL?

Natal tem que ter árvore e presépio, e isso ninguém muda. No dia 10 de dezembro monto minha árvore de Natal. Por que 10 de dezembro? Não sei, é tradição, a minha tradição. Era o dia em que, na minha casa de menina, montávamos a nossa árvore para esperar o aniversário de Jesus e o Papai Noel.

Na minha infância as árvores eram vivas e os galhos eram vendidos na feira. Como éramos pobres, minha vó sempre dava um jeito de ter algum pinheirinho plantado num vaso para a gente enfeitar. Costumávamos guardar os enfeites nas caixas de Natal. Continuo guardando assim, e ainda sou ligada em abrir essas caixas. Guardados há quase um ano, sempre acabo esquecendo a cara dos enfeites. Nossa, um ano é muito tempo, e não é que esqueci como é lindo o novo presépio que ganhei ano passado? 

Eu acreditava em Papai Noel, lembro muito bem. Durante vários anos alimentei um sonho e escrevi para ele pedindo que me trouxesse uma bicicleta. Quando via a árvore montada, meus olhos brilhavam e minha esperança se acendia. É agora, eu pensava, finalmente vou ganhar minha bicicleta. O tempo passou, eu cresci, e andei passando uns trabalhos na vida. E alguns natais foram bem complicados. Lembro de um, em que morávamos numa fazenda bem longe da cidade e decorei a árvore com enfeites de papel, feitos a quatro mãos: meu marido e eu. Meus filhos eram bem pequenos nessa época, e a gente andava sem dinheiro. No ano seguinte uma folhagem num vaso, virou nossa árvore de Natal. Mesmo assim, jamais pensamos em desistir da árvore, era vital aquele aconchego natalino. A gente ali, se abraçando e brilhando junto com as luzinhas. E minhas crianças se criaram assim. 

Hoje em dia quando chega dezembro, fico observando o espírito natalino ir tomando conta do coração dos meus filhos, dos meus netos e das pessoas que convivem com a gente. Em silêncio, aguardo pacientemente o dia especial. Meu marido também fica quieto, esperamos que no dia 10 de dezembro nossa árvore esteja novamente conosco, carregada de significados. Acho que nesse ano de 2013, meu Natal virá exatamente assim, como tem acontecido há mais de meio século.

Tem muita gente que diz que isso é pura bobagem, que não condiz com os tempos atuais, que perdeu a graça, que isso é coisa de gente moça. E daí? Não me importo. Essas bobagens me fazem vibrar, me dão entusiasmo e força. Meu lado criança acorda, de olhos bem arregalados. E minha bicicleta? Pois é. Papai Noel nunca trouxe, mas continua me trazendo a emoção, a mesma que sinto ao ver minha árvore enfeitada. A mesma dos meus tempos de menina. Fico tão feliz que parece que um novo sonho vai se realizar. De uns tempos para cá, minha árvore de Natal tem sido meu referencial de alegria para o ano novo que vai chegar.

Marli Soares Borges, 2013

* COMO VIRÁ O MEU NATAL? - Minha participação da IV Interação de Natal promovida pela amiga Rosélia 
   

20 outubro, 2013

UMA IMAGEM, 140 CARACTERES - 23 ª EDIÇÃO





Desisto! Caderno, lápis e letrinhas caprichadas não faz a minha cabeça. Prefiro a tecnologia digital. Oh Deus, por que mamãe não me entende?


* Blogagem Coletiva - Minha participação - Blog Escritos Lisérgicos
   Participe conosco, é um projeto muito bacana!

29 setembro, 2013

UMA IMAGEM, 140 CARACTERES - 22ª EDIÇÃO




Será possível, essas crianças não param quietas! E eu que pretendia ler meu livro em paz? Só eu mesma reunir aqui as amiguinhas, eu mereço!!


* Blogagem Coletiva - Minha participação - Blog Escritos Lisérgicos
  Participe conosco, é um projeto muito bacana!

15 junho, 2011

BLOGAGEM COLETIVA - FASES DA VIDA: JUVENTUDE

Olá todo mundo!


O tema da blogagem é juventude. Hora de remexer o baú das recordações. Lá vai...

CHOCOLATE COM CERVEJA

Janeiro. Férias. Nós em Porto Alegre-RS. No money e eu doida pra sair um pouco da cidade, respirar. Foi então que um casal de amigos teve a ideia de fazer uma pescaria e meu marido disse que conhecia uma lagoa que dava muito peixe. O problema é que teríamos que viajar, pois a tal lagoa ficava pertinho da  fazenda velha, em Santa Maria, nossa terra natal. Logo, teríamos que acampar. Lembro perfeitamente que a namorada do tal amigo apressou-se em anunciar que levaria a barraca. E levou.

Éramos 8 - duas gurias e seis guris. Todos na faixa dos vinte, menos eu, com 17. Com exceção do casal de amigos, os outros eram primos e um deles, irmão do meu marido. Uma gurizada. Não lembro exatamente quem fez as compras no supermercado. Só lembro que alguém perguntou e alguém respondeu que estava tudo nos trinques.

E lá fomos nós, em dois carros. Chegamos em Santa Maria e seguimos viagem. Saindo do asfalto pegamos uma estrada de chão batido, toda esburacada, um terror. Passamos por Arroio do Só, macilenta, desértica, andamos mais alguns quilômetros e chegamos finalmente ao lugar de onde teríamos que seguir a pé até o nosso destino. O sol estava alto, mas dentro em pouco começaria a anoitecer. Fazia um calor dos infernos. Não lembro os outros, mas eu estava muito cansada e superempoeirada. Avistamos a tal lagoa, na outra margem do rio. Era um lugar muito lindo. Isso eu sabia, já passara naquelas imediações, algum tempo atrás. Pegamos nossas tralhas e atravessamos o rio, numa parte bem rasinha. O rio era transparente, não esqueço.

Putz, me perdi. Ah, sim. Hora de armar a barraca. Então a primeira surpresa: uma mini barraquinha, daquelas que só cabiam dois! Mas como? A gente estava tão confiante. Okok. Todo mundo achou tudo muito engraçado e ficou resolvido que as gurias se instalariam na barraca. E os guris? Na cerveja e na pesca, oras!  À noite, sob a luz do lampião, tudo era motivo de riso, farra mesmo. E a cerveja corria solta.

Lá pelas tantas bateu a fome. E veio então a segunda surpresa: tinha água, erva-mate, condimentos, cervejas, material de higiene, repelente de insetos, etc. e... zero comida. Santo Cristo, e agora? Aos peixes. Nossa barriga roncava alto. Alguém pescou um peixinho, grelhamos e dividimos irmãmente. A noite avançou e nada de peixes, só uma cobra dágua. Lá pelas tantas começou a esfriar. Um frio ducaralho, como diria meu filho. Roupas quentes? Nada. Quem suspeitaria daquele frio? E a fome pegando pesado. Então lembrei do chocolate que eu havia trazido. Era uma barra grande, sou louca por chocolate! Dividi com a turma. E foi esse o nosso único alimento.

Na madrugada, todo mundo mais pra lá do que pra cá, de tanta cerveja e tanta fome. E congelados. Ninguém queria mais saber de peixe nem do fogo de chão. Dois de cada vez, por um tempo "x", entravam na mini-barraca pra se aquecer. Naquela noite, literalmente, comemos o pão que o diabo amassou. Mas apesar de tudo, nem por um instante pintou a discórdia entre nós. Aguentamos firme.

Na manhã seguinte um dos guris resolveu dar uma rápida explorada no território em volta. E a surpresa final: bem ali, a poucos passos de nós, havia um galpão, e mais adiante a morada do caseiro, gente boa, conhecida de nós. Uau. Se a gente adivinhasse, eu estaria hoje, contando outra história.

Retornamos para casa, nosso paraíso, descobrimos.

Nunca mais esqueci aquele episódio. Nem a fome, nem o frio, nem o cansaço tiraram a magia daquela noite e a beleza daquele lugar. Agora, se a tal lagoa dá peixe, isso pra mim é história de pescador. Em todo o caso, o saldo até que foi positivo: um peixinho e uma cobra dágua. Tsc, tsc. Quer saber? O saldo foi pra lá de positivo! Solidariedade: dez; companheirismo: idem. E hoje em dia, rende um bom ibope: os amigos nossos, dos nossos filhos, etc, todo mundo adora quando conto esse causo. Óbvio, ao vivo e a cores, trago os detalhes que omiti pra não alongar esse post. E a gente ri muito. Nossos primos também já passaram adiante a história. O casal de amigos? Separaram-se e eu nunca mais tive notícias.

De resto, a juventude foi palco dessa (in)experiência fantástica, desse episódio que em si, foi o festival dos horrores, rsrs, mas, sem dúvida, um baita up grade na preparação para a vida que cada um de nós teria a partir dali.

Beijos a todos.

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Cheguei agorinha do hospital. Amanhã cedo será a cirurgia do meu marido. Contei tudo no post anterior. Demorou, porque precisava antes estabilizar a pressão. Deus nos abençoe.

Sorry, fiz esse post, rapidinho, nem revisei.

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Esta postagem é minha participação na Blogagem coletiva  proposta pelas amigas:
Rosélia do http://espiritual-idade.blogspot.com/
Gina do http://nacozinhabrasil-gina.blogspot.com/
Rute do http://publicarparapartilhar.blogspot.com/

14 março, 2011

BLOGAGEM COLETIVA - DIA DA POESIA

Olá turma,


Hoje é o Dia da Poesia e é simplesmente impossível deixar de prestar homenagem à minha poeta do coração: Cora Coralina. Grande poeta, dispensa apresentações.


Cora Coralina, você é muito dez!



E você, leitor, tenho certeza que concorda comigo.

Já falei sobre ela em outras oportunidades, e postei alguns de seus poemas. Você pode ler aqui e aqui.

Agora, nessa blogagem trago um poema que no meu sentir, é pura fascinação. Na verdade, sinto esse poema como uma confissão, uma confissão inteira, de corpo e alma, a própria confissão de Aninha. E amo esse despreendimento, esse jeito sereno que Cora sinaliza sua trajetória no mundo. No início, ela se apresenta: "// Sou a planta humilde dos quintais pequenos // e das lavouras pobres.//". Mas, quando brota o verso final – “Sou o milho!”, ela é puro esplendor. A grandeza na humildade! De modo suave, somos levados a refletir sobre muitas coisas que acontecem na nossa caminhada existencial. Cora transparece, revela-se. Quem não lembra as palavras dela no poema Minha Cidade, que termina assim: “Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa./Eu sou Aninha.”. Sorry, não posso deixar de fazer essa relação.

ORAÇÃO DO MILHO


Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos
e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste, e, se me ajudardes, Senhor,
mesmo planta de acaso, solitária,
dou espigas e devolvo em muitos grãos
o grão perdido inicial, salvo por milagre,
que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo,
de mim não se faz o pão alvo universal.
O justo não me consagrou Pão de Vida
nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial
dos que trabalham a terra,
alimento de rústicos e animais de jugo.
Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques,
coroados de rosas e de espigas,
e os hebreus iam em longas caravanas
buscar na terra do Egito o trigo dos faraós,
quando Rute respigava cantando nas searas de Booz
e Jesus abençoava os trigais maduros,
eu era apenas o bró nativo das tabas ameríndias.
Fui o angu pesado e constante do escravo
na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante.
Sou a farinha econômica do proprietário, sou a polenta
do imigrante e a amiga dos que começam a vida
em terra estranha.
Alimento de porcos e do triste mu de carga,
o que me planta não levanta comércio,
nem avantaja dinheiro.
Sou apenas a fartura generosa
e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.
Sou o canto festivo dos galos
na glória do dia que amanhece.
Sou o cacarejo alegre das poedeiras
à volta dos ninhos.
Sou a pobreza vegetal agradecida a vós,
Senhor,
que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho!


Bem, por enquanto vou ficando por aqui. Espero que gostem.
Beijos a todos.


Blogagem coletiva proposta pelas amigas:
Lu, do Blog  "Lichia Doce"
Glorinha do Blog "Café com Bolo"

25 fevereiro, 2011

BLOGAGEM COLETIVA - MEU PERSONAGEM FAVORITO DE LIVRO

Olá!

Qual o meu personagem favorito de livro? Ixi, é complicado. Gosto de tantos que nomear apenas um, me dá uma sensação de injustiça... , mas enfim, faz parte da blogagem*. Ah, antes que eu esqueça, esse post é programado pra sexta-feira, dia 25.02.2011, às 08h. Tomara que o Blogger colabore.

Parece mentira, mas é a primeira vez na vida que respondo essa pergunta. Sempre perguntei, sempre tive curiosidade de saber as preferências dos amigos, saber mais sobre eles, mas eu mesma, nunca havia respondido, nunca havia parado pra pensar. Pra mim então, essa resposta é como se fosse uma experiência cool, um tipo diferente de exposição, mais incisiva, intimista.

Pensando bem, se eu tivesse que listar os personagens que marcaram minha vida, certamente ela estaria lá, ela e o respectivo livro, encabeçando a lista. Aliás, falando um pouquinho no livro, nem sei como descrever direito o que sinto, mas até parece que sou abduzida pra dentro dele, cada vez que o leio. Verdade. A personagem? Avemaria, ela é mega incrível! Gosto demais. Além de vir muito bem contextualizada no livro, suas características são pra lá de marcantes, o que, a meu ver, faz toda a diferença e corrobora pra torná-la uma personagem fora do comum. Seu nome: Clara. O Livro? "A Casa dos Espíritos" de Isabel Allende. Ano passado fiz uma postagem a respeito e acho sinceramente que, se você ainda não conhece a Clara, vale a pena dar um clique e ir lá conhecê-la. Aposto que você vai se amarrar na prévia que fiz sobre seus encantos e a mágica história que a envolve. A bem da verdade, cada uma das personagens do livro é mais encantadora que a outra.

Ai meu Deus, como eu estava dizendo, me dá uma sensação de injustiça...

Beijos.

*Blogagem coletiva proposta por Alessandro, do Blog Livros e Afins.