- Marli Soares Borges -
Pensando no significado das cores, percebi que, de uns tempos para cá, uma cor só não consegue mais me identificar. A cada dia, dependendo do meu amanhecer, há uma cor que colore minha existência. Se eu pudesse escolher, certamente escolheria o azul, que é o território da felicidade, do tudobem, do tudoazul. Contudo, a natureza nos presenteou com pouquíssimas coisas azuis: o céu, o mar, o nosso planeta, a arara azul, algumas flores azuis, o Pássaro Azul da Felicidade e a música do Djavan -aquela que azuleja o dia. Tem uma corrente de pensadores que afirma que a cor azul está associada à felicidade, exatamente porque há poucos azuis na natureza e, por isso, a felicidade seria muito difícil de encontrar. Mas não concordo: reconheço que a cor azul é rara, mas por outro lado, tudo de mais substancial que temos na natureza é azul.
Ops, falei demais e me perdi. Enfim, minha essência não cabe em uma única cor. Sou plural, tenho um arco-íris dentro de mim. A pluralidade de cores que me anima é meu estado mais puro de liberdade. Ela me permite mudar, evoluir e colorir os dias comuns. Às vezes me recolho no silêncio de um violeta profundo, noutras transbordo na alegria do amarelo solar e noutras me permito voar com os pássaros azuis, entre o azul do céu e do mar!
💙 💚 💛 💜
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Obrigada pelo comentário. Bom ver você por aqui! Um abraço, Marli.