08 fevereiro, 2015

GENTE CHATA E BURRA


Contextualizar as coisas... para quê? Acho que as pessoas têm preguiça de ler textos com mais de 140 caracteres e por isso, acabam deixando de consultar as fontes do assunto que pretendem postar e quando resolvem tomar pé do referido assunto, não sabem interpretar os textos. Identificar ironias? Nem pensar, elas não conseguem. Não me surpreende que achem tão fácil pinçar frases soltas e afirmar verdades absolutas. E seguem assim, falando mal, desconstruindo pessoas respeitadas e desprezando sólidos referenciais. E isso, lamentavelmente, tem sido uma prática constante na rede. Veja o que fizeram com o papa Francisco, que em uma fala sobre educação e limites, foi transformado em defensor da violência contra crianças! Óbvio que o contexto que gerou essa fala colocaria tudo em pratos limpos, mas está tão distante do entendimento do "escritor", quanto sua capacidade de interpretar textos. Assim é que essas incoerências vão se se repetindo aqui e ali, nos mais variados assuntos. E o que mais impressiona é que todos eles, acreditam-se detentores do monopólio da verdade e cada um torce o pepino para onde bem entende, ou mesmo, para onde não entende bulhufas. Gente chata e burra.

Marli Soares Borges

01 fevereiro, 2015

OS MONSTROS


... e no final das contas, eles nem precisariam ter se assustado dos monstros. Não havia monstros, como puderam comprovar ao acenderem a luz. Foi então que eles se deram conta de que os monstros que haviam visto nas noites em que ali estiveram, eram as próprias pessoas que, durante o dia, eles conheciam muito bem. Conheciam mesmo?... e a ficha caiu: eles pensavam que conheciam! Acontece que ninguém conhece verdadeiramente alguém, porque ninguém é absolutamente transparente. Ninguém se dá a conhecer totalmente. Nem para si próprio. Somos todos uns ilustres desconhecidos de nós mesmos. Essa transparência tão alardeada e desejada, é uma coisa midiática, apenas um ideal. Outra utopia posta na nossa mesa para nos confundir. 


Marli Soares Borges