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| Fênix - origami dobrado por mim |
Aqui estou: vivendo, pensando e escrevendo; de repente você me lê e tudo muda para melhor.
G A L E R I A
sexta-feira, novembro 28, 2025
INFECÇÃO MENTAL É COISA SÉRIA
sábado, novembro 22, 2025
AUTOESTIMA
| AUTOESTIMA |
- Marli Soares Borges -
Andei passando os olhos pela web e pincei algumas coisas. Também me animei a dar uns pitacos. Mas aviso que não sou psicóloga e nem entendo nada de psicologia. Portanto quero desconto, hehe.
O que é autoestima?Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Simplificando: autoestima é quem você é para você. Se você se considera uma pessoa "de valor”, sua autoestima será alta. Do contrário, será baixa. A alta autoestima torna a vida mais leve e não prejudica ninguém, (sem exageros, por favor, rs, olha o egocentrismo, a última bolacha do pacote). A baixa autoestima, só Deus sabe.
Dizem que a baixa autoestima acontece por causa de uma mania que temos de nos valorizar somente para os outros e não para nós mesmos. E se alguém, honestamente, se valoriza, já enfrenta um preconceito: fulano tá se achando, é um egoísta, etc. Então, fazer o quê? acabamos proibindo a nós mesmos de gostar de nós. E a consequência? Baixa autoestima, desvalorização, ou seja, você não é importante para você. Segundo os entendidos, muitas situações traumáticas que acontecem no decorrer de nossa existência estão diretamente relacionadas à baixa autoestima. Encontrei milhões de exemplos a respeito. Mas trouxe só um, que envolve baixa autoestima ligada à violência, pra gente avançar um pouquinho e dar uma espiada no outro lado da moeda: a influência da nossa autoestima nos outros. (desculpe, sou libriana, preciso ver o outro lado, hehe)
- Aceite-se. Sua vida é para você.
- Comece a enxergar a si mesmo como uma pessoa ótima. Permita-se ser assim.
- Você vive com você 24 horas por dia. Tome posse de si mesmo.
- Seja tudo para você.
❤ ❤ ❤
sexta-feira, agosto 22, 2025
MUNDARÉU

- Marli Soares Borges -
É frio e chuva que não acaba mais! Tem chovido tanto e feito tanto frio por aqui, que comecei a enguiçar. Este combustível frio e úmido só está enfraquecendo meus ossos e soltando meus pinos. Estou cansada de bater o queixo e bater os pinos: vou dar um jeito nisso. Hora de apelar para minhas recordações e (re)viver as coisas boas, alimentar-me de boas lembranças, coisas quentes, perfumadas e saborosas. Voilà!
Guardo na memória as imagens e sensações do café coado naqueles coadores de pano, que a gente precisava lavar sempre depois de cada uso. Me dá água na boca, pensar nos bolinhos de chuva que minha vó fazia e saboreávamos com café, pertinho do fogão de ferro, nas tardes chuvosas e frias aqui do sul. O bolo quentinho e perfumado, recém saído do forno, as broas de milho, tudo com gostinho de quero mais.
Nasci e fui criada pelos meus avós. Morávamos no interior, bem no interior, no meio do mato. E aguçando minhas lembranças, me vem um detalhe: lá pelos meus 12 anos de idade, o café solúvel já circulava nas mesas e era tudo de bom: imagine, bastava apenas aquecer a água e pronto! Nada de lavações de coadores de café. E o gostinho do café solúvel era tudo de bom! E continua sendo. Adoro. E a modernidade foi trazendo outras maravilhas. Quando conheci o cappuccino, apaixonei-me de vez! E ainda estou nessa vibe de nescafé e capuccino.
Eu pensava que devido às mudanças do mundo, meus filhos (e netos) não teriam muito o que lembrar no futuro, mas com o passar do tempo, pude ver que eu estava enganada. É óbvio que eles não tem o mesmo tipo de lembrança que eu tenho, porque quando eles nasceram a vida já havia mudado. Eu trabalhava o dia inteiro e estudava à noite. Bolinhos de chuva, só os comprados na padaria. E nada de broas, nem cheirinho de bolo quente perfumando a casa. Nunca tive tempo nem jeito para esses quitutes, no máximo saía um mingauzinho de aveia, (que faço até hoje, rs). E meus filhos nunca reclamaram. Eles nasceram noutro tempo e têm outra visão de mundo, outras lembranças, e fico feliz porque são ótimas lembranças! Eles lembram de coisas que eu nem imaginava que seriam tão importantes para eles e que comporiam mais tarde, seu acervo de boas lembranças. E já os vi, sorridentes com os amigos, falando e vibrando com o que viveram no passado. E sentindo saudades do passado deles, da infância e dos acontecidos. Do mesmo jeito que eu sinto saudades do meu passado.
É a roda da vida.
Hoje em dia, graças ao aumento da longevidade, há milhares de avós e bisavós no mundo e há milhares de memórias que nos falam de sabores e perfumes de bolos, broas e cafés. E comidinhas especiais daqueles tempos.
Há milhares de avós e bisavós que graças à tecnologia, podem ler belos textos sobre o passado e reviver os fascínios da infância. E ainda podem dar-se ao luxo de obter novos aprendizados, testar novas receitas e novos sabores. Que me desculpem os saudosistas, mas a modernidade também tem seu valor.
E há milhares de filhos tornando-se pais e avós, e saudosos, contando ao mundo os encantamentos de suas infâncias provindas de um passado recente.
Na verdade, penso que a saudade que sentimos ao relembrar o passado, não é "das coisas" do passado. As coisas são partes do cenário de cada época. A saudade que sentimos é de nós, de nós mesmos, da idade que tínhamos no passado, do nosso eu, das nossas ilusões, dos nossos milhares de horizontes, do mundaréu de vida que tínhamos pela frente.
❤❤❤❤❤
quarta-feira, maio 14, 2025
A POÇÃO MÁGICA DA FELICIDADE
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| A poção mágica da felicidade |
- Marli Soares Borges -
Quando adolescente li na escola um livro intitulado "Poemas para Rezar" de autoria de Michel Quoist. Na época não me empolguei, eu estava noutra. Mas veja como são as coisas, pois não é que agora dei de lembrar do tal livro? Lembro da cara do livro, de como ele chegou até mim e do pouco caso que fiz quando minha professora nos convocou para a leitura. Do conteúdo não lembro nada, apenas do título de um poema: “Senhor, Liberta-me de Mim”. Encasquetei com o livro. Parei tudo e fui procurar na internet. E lá está ele. E lá está o poema: uma oração onde o autor, sentindo-se prisioneiro de si mesmo, pede a Deus que o ajude a sair de si, que o liberte da prisão de amar apenas a si próprio. O poema tem outras implicações, nada a ver com o que me fez escrever esse texto. Fixei-me apenas no título e agora sei o porquê: é que sempre desejei voltar-me generosamente para os outros, mas na época não entendia direito com “funcionava” o mandamento do Mestre: “ama teu próximo como a ti mesmo”.
Continuo não entendendo muita coisa, mas aprendi que amar verdadeiramente o próximo não é fácil, é preciso sair de si, libertar-se, ir além do próprio umbigo e abandonar definitivamente a armadilha do egoísmo, que faz aflorar em nós os piores sentimentos e desprezar valores, ideais e princípios verdadeiros. O egoísmo é uma doença instalada nas entranhas da alma. O egoísmo impede a empatia. Para os egoístas, o relativismo parece ser a única atitude à altura dos tempos atuais. Eles fazem milhares de julgamentos usando como critério apenas o “achismo” do próprio eu. Nesse contexto, o certo e o errado passam a ser definidos segundo interesses próprios: o bandido vira vítima; o malandro vira herói; o vício vira virtude e a liberdade vira opressão. A espiritualidade fica relegada à categoria de "ignorância" e o amor ao próximo vira vetor para a indiferença, que é um lugar confortável onde os conceitos de amor e desamor são relativos e dependem do pensamento de cada um. Hoje em dia, entendo que amar o próximo é um sinal de evolução espiritual e material que nos faz falta desde a aurora da terra. É um apelo a cada dia mais necessário e que não se dilui com a passagem do tempo.
Acha difícil? Toque aqui, eu também acho. Às vezes fico pensando que a convivência com a diversidade seria tão boa se não fosse essa tendência infeliz de achar que somos mais merecedores que o outro, melhores que o outro, sabemos mais que o outro, somos os tais. Maldita sensação de superioridade que não nos leva a lugar nenhum. Maldito ego gigante.
“Senhor, liberta-me de mim.”
Penso que é natural em alguns momentos da vida, - sem prejudicar ninguém -, as pessoas agirem pensando apenas em si mesmas. Mas só em alguns momentos, porque, se estamos nesse planeta, certamente temos uma missão -individual- a cumprir e às vezes pode ser necessário agirmos de forma pouco altruísta a fim de fazer valer nossa individualidade e melhor cumprir nosso próprio dever. Mas como falei, só em alguns momentos, porque tudo fica melhor sem egoísmo, a começar pelo nosso discernimento: passaremos a conduzir nossas ações com total liberdade, pois os princípios e critérios serão sempre valores não perecíveis, que não podem ser objeto de negociação. O que é verdadeiro será sempre verdadeiro e o que é falso será sempre falso. E poderemos assumir as virtudes naturais da evolução: a humildade, a compaixão, a generosidade e a empatia. Amar ao próximo é oferecer a sua mão, o seu olhar e a sua atenção. Amor ao próximo é um sentimento pró-ativo, singular, original e especial. É um sentimento libertador que traz à tona a melhor parte de nós.
Quem diria que o título de um poema que vi num livro há mais de cinquenta anos, -- e nem liguei --, seria hoje minha inspiração para escrever esse texto?
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sexta-feira, outubro 29, 2021
ESTOU EM PAZ COM A MINHA GUERRA
terça-feira, outubro 07, 2014
A CHAVE DE OURO
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| Autoestima |
A lição de Sócrates é clara, a gente precisa se autoconhecer para não se perder. Não há outro caminho, principalmente se levarmos em consideração essa correria insana em que vivemos. A era é dos excessos: é excesso de tudo, é uma anestesia geral que rouba os nossos sentidos e atira pelos ares a essência da nossa vida. E longe da essência, restamos aprisionados na superfície das coisas. Nossa, e como é fácil a gente se perder no meio das coisas! E você já se deu conta que são apenas coisas?
Quando adolescente li, fascinada, um conto que falava sobre a existência de uma chave mágica que abria o portal da alegria, da compreensão, da clareza e do equilíbrio da vida. Uma chave todinha de ouro! É mas na minha euforia, a princípio não me dei conta de um detalhe: não era possível manuseá-la de fora para dentro. Ela só funcionava de dentro para fora. Bom, quando entendi o senão, pulei do fascínio para a tristeza, que droga de chave era aquela, que a gente não podia usar para ajudar as pessoas a serem felizes?
Só bem mais tarde é que fui descobrir que a tal "Chave de Ouro" existe e que nada mais é, do que o autoconhecimento. Que só quando sabemos realmente quem somos, temos condições reais de buscar em nós a nossa própria essência vital. Óbvio que atingir esse objetivo não é nada fácil. Tocar a essência de nosso ser, saber quem somos, exige de nós uma parcela significativa de decisão e força de vontade. E exige ainda que abandonemos a órbita superficial em que estamos acostumados a viver nosso dia a dia. Se vale a pena? Evidente que sim. A luz é tudo de bom.
O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa e dinâmica, mas não é uma panaceia, -- aliás, não acredito em panaceias -- acredito que podemos tocar nossas vidas com uma certa leveza sem ter que viver refém de sensações de desvalia latentes.
Para mim, o pensamento socrático não poderia estar mais certo, conhece-te a ti mesmo para não te perderes e para saber como modificar a tua relação contigo, com os outros e com o mundo.
segunda-feira, novembro 29, 2010
UM POUCO DA VIDA
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| Pablo Picasso "Mulher com espelho" |




