segunda-feira, junho 21, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - TEMA LIVRE

Olá,

SIMPLICIDADE, CADÊ VOCÊ?



Para mim a simplicidade está no modo de encarar a vida, no olhar que temos sobre a vida em si. Entendo por simplicidade exatamente o que diz o dicionário, sem complexidade. Só isso. O grande problema somos nós e nossa mania insana de complicar a vida. A gente complica tudo e depois quer vida simples. Entenda-se.

Já falei aqui nesse post, que somos mestres em dificultar a vida, somos formados em complexidade. A começar pelas coisas que nos rodeiam. Dê uma rápida olhadinha ao seu redor e pense comigo. No começo a gente mora num lugarzinho pequeno, legal, poucos móveis, poucas tralhas, descomplicado de viver. Aí melhora de vida e começa a comprar coisas. E não pára, até que um dia não consegue mais respirar dentro de casa. Compramos coisas desnecessárias, caras demais pra nossa bolinha, sucumbimos à midia, ao consumismo, ao ter. E, para TER transformamos nossa rotina num corre-corre, numa complicação, numa doideira só. A gente nunca está contente com aquilo que tem. Sempre quer mais e vive dando o passo maior do que as pernas. Marcamos compromissos impossíveis e vivemos correndo atrás do relógio. É aí, deseperados, começamos a sonhar... E sonhar com o quê? Com uma vida simples.

É isso, não queremos mais saber de  complicação. Misericórdia. Stop. Estamos decididos, queremos viver simplesmente, confortavelmente, alegremente, sem stress. Queremos tempo para a vida. E então? Pois é, nesse ponto só uma faxina resolve. E você sabe, faxina é faxina, é limpeza total. E, nesse caso, estrutural. Se quiser tentar, tenho aqui umas dicas bem básicas. Vamos lá?

Primeiro, a parte física. Organize seu ambiente, sua casa, seu espaço, até seu computador, e-mails, etc! Destralhe-se, sem dó nem piedade. Dê uma examinada, faça uma triagem nos seus objetos, roupas, embalagens de presente que você guarda e nem sabe porque, etc. Xô. Tire esse peso de suas costas. Faça isso aos poucos, expulse as energias paradas. Continue a fazer suas comprinhas, comprar é muito bom, mas pense duas vezes antes de entrar no vermelho porque isso sim, é um stress violento que aniquila qualquer um.  Aproveite e dê também uma examinada nos seus compromissos. É bobagem pensar que fazendo duas, três ou até quatro coisas juntas  economizamos tempo. Negativo, só ganhamos stress, gastamos energia, e estamos sempre com a sensação de que nada saiu bem-feito.

Ok.

Agora a limpeza interior. Todos nós sentimos raiva em algum momento da vida, e até acho normal. Mas pense bem, a raiva afeta a quem? Acertou. A raiva afeta apenas a quem a sente. A raiva complica, confunde, rouba nosso raciocínio. Portanto, respire melhor, mande a raiva embora. Tenha jogo de cintura. Não fique preso ao passado, nossa vida acontece no presente. Prepare-se para a simplicidade da alegria. Destralhe-se!

Na verdade, são bem poucas coisas que a gente tem que fazer, mas são profundas, são mudanças estruturais que requerem uma decisão consciente e inabalável. Ao colocar em prática, afaste qualquer zona de distração. Focalize seu objetivo. Well. Descomplicar não é mole, eu avisei. A notícia boa é que somente a fase de implantação é difícil, mas os resultados são extremamente compensadores!!!

Vida simples é outro departamento!

Beijos a todos.

Fechamento da blogagem coletiva "Vida Simples" da Milla. Tema livre. Tirei a imagem daqui.

domingo, junho 20, 2010

PAPO-CABEÇA

Olá amigos,

Bom dia, domingo de sol. Lindo dia. Frioooo!!!!
Tenho aqui pra vocês um diálogo bem legal, entre duas crianças. Recebi por email, e guardei, pois achei interessante.  Espero que gostem.  Enjoy!!


Conversa entre 2 crianças:
- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas eu nem sei quem é essa Cuca. O que eu fiz pra essa Cuca querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a nossa vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma rocinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim?
- Se a minha mãe tinha ido passear, então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me disse cantando que um dia desses pegou um pau e atirou num gato.
Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o gatinho!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gatinho. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,
paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz. Esses adultos fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? E o pior é que ela me contou isso numa boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque tem uma rua onde mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

See you later.
Beijos. Fui.

sexta-feira, junho 18, 2010

VIAGEM A PORTUGAL

Olá todo mundo.

Esse post eu não gostaria de publicar. Não mesmo. Mas enfim, são coisas da vida. 

Amigos, José Saramago morreu. Aos 87 anos ele nos deixou. E já está fazendo falta. Em sua homenagem, republico um texto que escrevi em março deste ano. Naquela ocasião, eu falei o seguinte:
José Saramago é "o cara". Vejam só o que ele escreveu no livro "Viagem a Portugal". A gente lê e pensa, ah isso eu já sabia, é assim mesmo, é isso aí. Pois saibam que essa é uma das razões pelas quais ele é um "prêmio nobel" festejado por milhares de leitores no mundo afora. Ele mesmo disse numa entrevista que sua arte consiste em tentar mostrar que não existe diferença entre o imaginário e o vivido, pois o vivido poderia ser imaginado, e vice-versa. E conseguiu. 
Pelo que sei, esse livro resultou de uma viagem que ele fez por Portugal, buscando descobrir novos caminhos, diferentes daqueles que todos já conhecem. "Não sei por onde vou, só sei que não vou por ai". Pois bem. 
Há poucos anos, andei pensando na vida como se fora uma viagem, e confesso, senti uma pontinha de inquietação. Bem que eu gostaria de ter trocado umas idéias a respeito, mas, já viram, nas férias ninguém quer saber desses assuntos. Noutro dia, lendo o dito livro, constatei que eu não estava sozinha, o grande Saramago, com sua percepção aguçada e invejável fluência verbal, já havia anunciado que a vida é uma viagem, mas com um detalhe, ele diz que é preciso recomeçar sempre essa viagem. E é aí que o bicho pega. Como (re)fletir, (re)ver, (re)começar, nessa correria, nessa doideira atroz que a gente vive, nesse salve-se quem puder? Você já notou que o caos (isso mesmo, o caos) está informatizado? É mole? E sobra o quê pra nós? Seguir caminhando e cantando numa viagem sem volta. Confesso que isso me inquieta muitíssimo. Mas descobri um remédio. Acabou de cair a ficha. É o seguinte: não tem conversa, temos que literalmente, "comprar" um tempo para nós, afinal, é óbvio que ninguém vai nos dar esse tempo. Muito simples, então a gente compra, paga, assume as consequências! Beleza, aí, poderemos alimentar nosso espírito e tomaremos coragem para (re)começar nossas viagens pelos caminhos da vida. Os nossos (re)começos. Agora sim, de alma lavada, posso concordar com Saramago, "é preciso voltar aos passos que não foram dados".
Chega de conversa. Eis o último parágrafo do livro. Delícia!
«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais o que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.»
A propósito, "Viagem a Portugal" é um abraço pra quem gosta de história e arte. Saramago passeia por castelos e ruínas, entra nos museus e nas igrejas, dá uma palhinha sobre estilos arquitetônicos, conhece , pintores, azulejistas, escultores, enfim, dá uma aula de história pra gente. Ele inicia sua viagem lá no norte do país, na fronteira com a Espanha e vem descendo em direção ao sul.

Mas o que mais me agradou, foram as opiniões que ele vai dando, as coisas que vai contando... cada coisa... show de bola! Podes crer, se um dia eu for a Portugal, com certeza o livro vai comigo, (ah, se vai!) Conto com Saramago, ele vai me fazer prestar atenção nos detalhes das coisas que, caso contrário, passariam batidas. 

Bom, gente, é verdade, o livro não tem fotos. Mas pra que, se do jeito que ele escreve a gente sente até o cheiro?  Rsrsrs.

Em tempo, ainda ele: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo." 

Mais notícias aqui.
Retorno em breve. Até mais.
-Marli Soares Borges-

quarta-feira, junho 16, 2010

PINÓQUIO

Olá !!

Hoje, no "Dia da Mentira", amanheci com mais vontade ainda de falar a verdade. Por isso vou falar no Pinóquio. O verdadeiro. De vez em quando me dá umas venetas e eu fico muito séria mesmo. Primeiro: tenho medo de adaptações, de qualquer tipo. Segundo: me dá uma tristeza ver como as pessoas atravessam os textos alheios, cortam palavras, truncam o texto, enxertam, fazem colchas de retalhos. Vi umas coisas por aí que me arrepiaram. Então, para me acalmar, chamei o Pinóquio. 

Prepare-se esse é um postão!!! Rsrs. Mas se você tiver paciência e ler até o fim, você vai aproveitar. Prometo.

. . .

Não minta que seu nariz vai crescer igualzinho ao do Pinóquio!
Foi assim que me apresentaram Pinóquio, um menino que tinha um nariz grande de tanto mentir.

A história mais conhecida pode ser resumida em poucas palavras: um carpinteiro chamado Gepeto constrói um boneco de madeira, que tem vontade própria: pode falar, rir, chorar, dançar e fazer travessuras, como qualquer criança. Ele mentia e seu nariz crescia. O maior desejo dele era tornar-se um menino de verdade. E foi isso que aconteceu. Em outras palavras, Pinóquio é um boneco que se transforma em gente.

Li o livro "As Aventuras de Pinóquio" (adaptação de Disney) quando tinha 10 ou 12 anos, nem lembro mais... Só muito tempo depois tive a oportunidade de ler a tradução completa do original. Foi então que pude reconstruir as recordações e perceber como estava distorcida a história que eu havia lido na infância. Percebi que aquele boneco domesticado e infantilizado que eu havia conhecido, não era o personagem que o autor havia imaginado e construído na história original. Na verdade, do original não restou nem o nome. O que restou, foram apenas os elementos indispensáveis à formatação do perfil da história. E, ainda assim, de modo muito superficial. Na adaptação, o boneco aparece, inocente como um bebê, e sempre à mercê do Grilo que lhe ensinava o que fazer. 

verdadeito
Observe o desenho que ilustrou a adaptação de Disney:
o boneco é bem infantil.

Mas o verdadeiro Pinóquio não é um personagem infantil, nem inocente e nem tampouco carismático. Para mim, ele é um anti-herói, (veja na introdução do livro, que bem antes de ser esculpido ele já se rebelava ...) um boneco cheio de dilemas e ambiguidades, a representação concreta da falta de comprometimento, da negação da lei, e, principalmente da teimosia em buscar o prazer absoluto. Busca que sabemos, está presente em todos nós, mas tem que dar lugar ao princípio da realidade para que o processo civilizatório possa acontecer e manter-se em patamar aceitável. Melhor dizendo, a realidade exige de nós a capacidade de tolerar a frustração. Temos que entender que não podemos satisfazer nossos desejos imediatamente com ações impulsivas. Mas isso implica numa tomada de consciência, exatamente como acontecia com Pinóquio, na medida em que suas repetidas mentiras eram sempre acompanhadas de crises de consciência ao reconhecer o erro. E é bem assim que acontece com os seres humanos. Veja que por seu temperamento rebelde, o boneco sempre percorreu o caminho mais difícil para aprender a responsabilidade!

Essa confusão mental que permeia a vida de Pinóquio é que no meu pensar, fez dele um personagem fantástico, refém de seu caráter voluntarioso e rebelde. Observo ainda que o autor não se deteve no caráter transgressor da mentira, ele preferiu inseri-la num contexto muito mais amplo, como parte dos hábitos que alicerçam nossos valores sociais e afetivos. A história fez emergir não só a dificuldade do personagem em controlar seus impulsos mentirosos para evitar que o nariz crescesse, mas também a dificuldade real dos pais em educar seus filhos.

Muito, mas muito diferente do Conto de Fadas de Disney!

E, por aí vai. No meu entender, a história original além de comovente traz uma critica social muito severa em relação às questões familiares e sociais, como a pobreza, a fome e a educação. Transitou inclusive pela precariedade do funcionamento das Instituições públicas.

Agora, debruçando-me sobre a adaptação que Walt Disney nos ofertou, os recortes que fez do original, penso que, efetivamente a história foi reduzida a um singelo maniqueísmo infantil. Mas nesse caso, a adaptação ostentou um cunho pedagógico. Ele fez um livro "de ensinamento". Talvez, a sociedade da época estivesse carente de uma ferramenta que pudesse ser utilizada na educação das crianças, que ajudasse a melhorar o comportamento social. Percebendo essa carência, Disney trouxe para o livro a compreensão da mentira e a internalização das regras. E isso foi positivo, no meu entender.

Também é de ser reconhecida a visão empreendedora de Disney que "sentiu" a oportunidade de ganhar dinheiro com a história. E ganhou. E com o filme também. E não se pode negar que a adaptação também tem conteúdo suficiente para provocar inúmeras leituras.

Aqui finalizo esse post. "E foram felizes para sempre".  Mas que fugiu do original, fugiu. E eu sigo tendo medo de adaptações. (E de correções e traduções também).

Noutra oportunidade retomarei o assunto, pois sei que esse livro é muito polêmico. Não é sem razão que "PINÓQUIO" é hoje considerado um dos pilares da literatura italiana, juntamente com Decameron e A Divina Comédia. 

NOTAS:

Quando as histórias foram reunidas num livro,
o nome adotado foi
"Pinóquio"
simplesmente.

A história original, com o título "História de um Boneco",  foi escrita no formato de folhetim, entre os anos de 1881 e 1883, pelo italiano Carlo Lorenzini, cujo pseudônimo era Carlo Collodi. Os capítulos eram publicados num jornal infantil semanal de Roma — o Giornardi dei Bambini — e foram concebidos lentamente pelo autor, que interrompeu a escrita inúmeras vezes, retomando-a quando pressionado por seu público. Foram principalmente as crianças que gostaram da trama e pediram a Collodi que a prosseguisse. Quando as histórias foram reunidas num livro, o nome adotado foi "Pinóquio" simplesmente.

Imagem desenhada entre 1852 e 1910 por Enrico Mazzanti
para ser a capa da primeira edição de "Pinóquio" que saiu em 1883.

Mais tarde, em 1940, já no século XX, Walt Disney adaptou a história, criando a sua versão: "As Aventuras de Pinóquio".

Tchau, gente,
Até breve!

P.S. Eu avisei que era um postão! hehe

OK, VOCÊ VENCEU!

Olá!!

Parabéns a nós brasileiros. Se estou feliz com a vitória? Sim, mais ou menos. Dá pra entender isso? Não sei, por isso resolvi escrever esse semi-post, hehe. Pra tentar entender, talvez escrevendo eu consiga.



Hoje foi a estréia do Brasil na Copa do Mundo. Dois a um contra a Coréia do Norte. Ok, você venceu, Brasil, mas cá entre nós e que ninguém nos ouça, não foi só uma vitória magra, foi uma vitória xôxa, sei lá, os gols eram desejados, esperados, queridos, mas a gente, ops, eu pelo menos, tive a sensação de que aconteceram inesperadamente. Notei que até o Galvão Bueno foi pego de surpresa e nem deu aquele berro usual. Aliás não deu nenhum berro, não vibrou. Não sei, não entendo de futebol, mas sinto que alguma coisa não vai bem, está faltando algo. Nem parecia a seleção brasileira em campo. Nossos jogadores pareciam zumbis, sem alma, sem garra. O Dunga enalteceu o time, evidente. Mas não me convenceu e acho que não convenceu ninguém. Nem a ele próprio.  O povo estava festejando, mas a gente notava a superficialidade, as pessoas não se mostravam verdadeiramente contentes com a vitória. E para completar, aquele gol dos coreanos bem no finalzinho do jogo, foi um verdadeiro chá brochante pra nós. Do jeito que as coisas estavam, já viu, né. Ta bom, em todo o caso, ganhamos. Mas foi um jogo m o r n o.

Vamos ver se na próxima partida as coisas melhoram. A próxima partida do Brasil é no domingo, às 15h30, contra Costa do Marfim, que empatou com Portugal na outra partida. Não gostei nem um pouquinho do Brasil estar na chave com Portugal. Por razões óbvias.

Beijos.

segunda-feira, junho 14, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - LUGARES




L U G A R E S

Ah, quantos lugares maravilhosos a gente conhece e tem vontade de conhecer! A propósito, não lembro bem, mas parece que já andei falando por aqui, que meu trabalho me faz viajar bastante. E isso é bom, assim tenho oportunidade de ir a lugares que seria impossível conhecer fora do trabalho. Mas não vou falar sobre isso. Nada a ver.

Meu lance é outro. É dizer a vocês o lugar onde eu gostaria de estar.

Na verdade, sem grandes aprofundamentos, o lugar onde eu gostaria de estar é aquele onde eu pudesse ver todas as pessoas que eu quero bem. Todas juntas, ao alcance do meu olhar, da minha voz e do meu abraço apertado. É onde eu gostaria de estar sempre. Sei, sei, é utopia, mas é o meu paraíso.

Voltando ao planeta.

Aqui onde moro está um gelo dos infernos. Resultado, dei de sonhar com o calor, com a praia e com o mar. Não aguento! Esse frio está me dando nos nervos, preciso sair dessa geladeira. Não que eu não goste de frio. Gosto. E gosto principalmente da atmosfera de aconchego que nos envolve nas noites de geada, quando a gente senta em volta do fogo da lareira, bate papo, come queijo, bebe um bom vinho tinto, e ouve uma música suave. Deus, é a glória! Mas tudo dentro da normalidade, inverno superfrio, mas normal. Acontece que, francamente, em 2010 parece que a temperatura enlouqueceu, o frio passou dos limites. E você sabe, a vida real não perdoa. Sem essa de lareira, no dia-a-dia a gente tem mesmo é que encarar o minuano gelando os ossos. Eu até nem posso me queixar, trabalho com o ar ligado. (Santo Deus, leva a conta de luz pra bem longe de mim! Esse condicionador sem descanso, lá nas alturas. Mamma mia, meu bolso vai doer).

Meu sonho de consumo, agora, é estar na praia. Sei, você já viu isso, um sonho com ar de déjà vu, admito, mas é a pura verdade. Mas tem que ser no Ceará, sou apaixonada por aquelas praias, foi amor à primeira vista. Desde então todos os invernos, em agosto, estamos por lá, eu e meu marido, no bem-bom, alegres, absorvendo aquela energia contagiante do mar e aquele ambiente cheio de luz. Sem lenço e sem documento, como diria Caetano.

Com licença, já é muito tarde, vou programar esse post para amanhã e ir direto pra baixo das cobertas dormir. Estamos ainda em junho. Só me resta sonhar que acordei mais cedo e que estou na beira da praia com meu amor, vendo surgirem os primeiros raios de sol.

Beijos. Fui.

Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples: lugares".


💜 💜 💜

sexta-feira, junho 11, 2010

AS APARÊNCIAS ENGANAM...OU ESSE FRANGO VOCÊ VAI ADORAR!

Olá!

Final de semana chegando, Copa do Mundo, a gente quer mais é ficar na frente da TV, numa boa, sem fazer nada, só olhando o futebol e torcendo... e torcendo muiiito!!!

Então lembrei de uma receitinha básica superfácil de fazer. Rsrs, (ops, desculpe tô muito risonha hoje, hehe). É bem fácil, leia com atenção. Fica uma delícia, mas não pode sustituir nenhum ingrediente.  Me avise se gostar, ok? Bom apetite!!! rsrs.


RECEITA DE FRANGO COM WHISKY
Ótima pra fazer nesses dias de Copa.












INGREDIENTES

•   01 garrafa de whisky - do bom claro!
•   01 frango de aproximadamente 02 quilos
•   Sal, pimenta e cheiro verde a gosto
•   350 ml de azeite de oliva extra virgem e nozes moídas


MODO DE PREPARAR

Pegue o frango.
Beba um copo de Whisky.
Envolva o frango e tempere com sal, pimenta e cheiro verde a gosto.
Massageie com azeite.
Pré-aqueça o forno por aproximadamente 10 minutos.
Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de Whisky enquanto aguarda.
Coloque o frango numa assadeira grande.
Sirva-se de mais duas doses de Whisky.
Axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns binte binutos, botar pra assassinar - digu: assar a ave.
Derrubar uma dose de whisky bedois de beia hora, formar abaertura e controlar a sssadura do frango.
Tentar zentar na gadeira, servir-se de uooootra dose sarada de whisky.
Cozer? Costurar? Cozinhar? Sei lá, dane-se o vrango.
Deixáá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas.
Tentar retirar o vrango do vorno.
Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro ... de você, é claro.
Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiva dãão deeuuuu.
Begar o vrango que gaiu no jão e enxugar o filho da puta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois, avinal, você nem gossta muito dessa bosta mesmo.
Bronto.

PS: Dexa o vrango em paz, garaio !!!

Espero que gostem..
Beijo. Fui

quinta-feira, junho 10, 2010

O FIM DA ESCURIDÃO

O fim da escuridão


- Marli Soares Borges - 

Olá!

No feriadão que passou assisti um filme. E daí? Daí que achei sensacional! Nem é preciso dizer o nome, pois você já sabe, é claro. É só dar uma olhadinha aí na imagem.

Além de ser inteligente e muito bem construído, o filme, desde o seu lançamento, já estava com sucesso garantido, pois o mesmo diretor que em outros tempos havia consagrado na TV britânica uma minisérie com esse mesmo nome, assinou também essa adaptação para o cinema.  Amei!!  Mel Gibson, ótimo como sempre.

A seguir uma palhinha sobre a TRAJETÓRIA e na sequência, o ENREDO do filme.

Em 1985 a BBC lançou uma minissérie de seis episódios que foi um sucesso, e acredito que tenha sido um dos melhores e mais influentes programas de televisão já realizados. O Fim da Escuridão (Edge of Darkness) é a adaptação em longa-metragem para o cinema, dessa série homônima. Assinando a direção está Martin Campbell (Cassino Royale, lembra, ele trouxe de volta James Bond) e, por "coincidência" Campbell é o próprio que comandava a referida mini série. Já viu, só poderia vir coisa boa daí. Agora ele traz de volta, em papel de destaque, Mel Gibson, (ausente das telas desde "Sinais" em 2003).


O ENREDO

Thomas Craven (Mel Gibson) é detetive e vê sua filha Emma, de 24 anos, ser assassinada na porta de sua casa, sem poder fazer nada por ela. Indignado, decide investigar o crime e vai em busca da verdade, pois estava convencido de que ele era o alvo. Não demora muito pra perceber que por trás daquele assassinato havia o governo e seu complexo sistema de corrupção. (Ah, o governo!) Para surpresa sua, ele constatou que Emma estava envolvida nessa rede. A coisa era tanta e havia tanto a esconder, que o governo mantinha um funcionário exclusivamente para limpar as evidências daquele crime. A partir daí, Thomas teve a certeza absoluta de que o alvo daquele tiro era mesmo sua filha. Agora, além de descobrir quem matou Emma ele queria saber quais os motivos do assassinato.

É um filmaço, quem tiver oportunidade assista, vale a pena!
Era isso. Beijos. Fui.


💚💚💚

quarta-feira, junho 09, 2010

HAICAIS DE INVERNO

Olá, todo mundo.

Estou morrendo de frioooo!! Pra dar uma aquecida resolvi fazer uns haicais, até  me inspirei. Espero que gostem. Achei lindas essas imagens. São daqui, do interior do Rio Grande do Sul, dos nossos pampas. Fico tiritando só de lembrar, naquele inverno (2008), a gente quase virou picolé!!! Mas o pior de tudo é que agora o 2010 também tá prometendo.  Aposto que hoje à noite vai gear, pois o frio (brrr, brrr), está congelante. Pelo visto, esse ano o inverno vem com tudo, não está pra brincadeiras. Caracas, de uns tempos para cá, a gente tá sempre vivendo no over!!! My God, misericórdia.



MSBd6

Manhã de geada -
Na estrada e no campo
apenas o sol.



MSBd5

Depois da geada -
O sol brilha nos campos
ao amanhecer.



MSBd4

Manhã de geada -
Dois cavalos lá fora
pastando na bruma.


Eis os links das imagens: 1 e 2 .
Mil  beijos. Fui.

segunda-feira, junho 07, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - AMIGOS

Olá!!


Falar de amigos, amizade e simplicidade é coisa muito boa, a gente sempre tem liberdade de escolha e muitas coisas pra contar.

Pode-se viajar pra dentro da nossa alma e reviver bons momentos que passamos com amigos, e isso, ó Deus, isso é a glória, um toque de concretude e transcendência. Adoro relembrar coisas boas que passei com amigos. As ruins, xô, nem quero saber, graças a Deus que passaram. Importam-me apenas as boas.

Pode-se também filosofar sobre a amizade, e até contar uns segredinhos. Mas quero mesmo é falar das minhas novas amizades "bloguísticas" e do meu modo de sentir a respeito.

Para início de conversa, encaro a amizade na blogosfera como um sentimento. Um sentir simples e natural, que navega na mesma bússola que norteia nossa existência: lealdade, respeito e consideração.




Depois que comecei a blogar (não tem um ano ainda), fiz novos amigos. E aprendi que esses amigos blogueiros são chamados de "virtuais" que, obviamente se contrapõe aos "reais". Gente, estou a-do-ran-do! É uma nova proposta de amizade até então desconhecida para mim. Interessante, a gente não fala olho-no-olho, mas lendo o que escrevem, o que lhes brota do coração, conhecemos suas almas! Sei perfeitamente quem são meus afetos na blogosfera, consigo encontrar minhas afinidades. Isso não é incrível? E venho observando que a diferença entre uns e outros é que os amigos virtuais a gente não os vê fisicamente. Contudo a gente conhece seus sentimentos mais profundos e reais. E eis que surge a amizade: simples e natural. É assim que sinto. São amizades virtuais sim! Mas SÃO AMIZADES, e, para mim, é isso que importa. E os valores que prezo nas amizades "virtuais" são os mesmos fios condutores das amizades "reais", a tal bússola que referi anteriormente.
"Gosto de você, não apenas pelo que você é,
mas pelo que sou quando estou com você."
Nesse retrato tão bem descrito, vejo que a amizade (real e virtual) emerge com nitidez surpreendente, que não necessita explicações. O que é preciso dizer, está dito. Assino embaixo. Não sei de quem são esses dizeres, achei na web, copiei e colei. Mas bem que poderiam ser meus!! Rsrs.

Em resumo, amizade rima com simplicidade. E virtual rima com real.

Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples: amigos".

Um grande beijo.
Fui.

domingo, junho 06, 2010

VOCÊ CONHECE O TSURU?

Olá pessoal.

Tem alguém aí? Todo mundo dormindo, queria o quê. Estou escrevendo, agora, porque prometi essa postagem ao meu querido amigo Hamilton do Blog "Profundo Pensar". Prometi, há algum tempo e, morro de vergonha, esqueci!! Também é tanta coisa...

Vocês sabem, gosto muito, muito mesmo de origami, já disse isso. Esse que vou mostrar tem tudo a ver com uma postagem que o Hamilton fez e que eu, no decorrer da leitura, lembrei direto. Explico. Ele contou uma história muito comovente e eu lembrei de outra que igualmente me comoveu. Ambas ligadas ao tsuru.

Leiam meu post e visitem em seguida o "Profundo Pensar" para conferir aquela  postagem do Hamilton. Mas leiam também as outras, tem cada coisa mais linda, que só vendo e, garanto, aquele é um blog bem mais animado que o meu. Estou sempre por lá. Certeza, vale a visita!!!

VOCÊ CONHECE O TSURU?

saúde


Tsuru (grou) é o origami mais perfeito que existe. Suas dobraduras iniciais são básicas e permitem que qualquer outra forma seja feita. É uma das criações mais importantes do origami. As crianças japonesas aprendem a dobrá-lo desde pequenas.

Tsuru - a garça - é a mais antiga ave na Terra. Tem longas pernas, longo bico, longas asas, longo pescoço e longa vida. Por isso, transformou-se no símbolo da imortalidade, longevidade e renascimento cíclico, portanto: felicidade. É costume dobrar tsurus e enviar a pessoas doentes. A pessoa doente e seus familiares saberão que você realmente rezou. Segundo uma lenda japonesa, se você dobrar mil tsurus, com fé e concentração, seu pedido se realizará... no milésimo origami! Yes! Tem que dobrar mil tsurus!

Então, se as pessoas se combinarem e cada uma dobrar alguns e mandar para o doente, é possivel chegar-se ao número necessário. União, esforço e fé. A propósito, acho tão interessante esse pensamento oriental que condiciona o pedido primeiro ao trabalho. Bem diferente de nós por aqui.

Hoje em dia o tsuru de papel transformou-se em símbolo de paz e reconciliação e tanto no Japão como no ocidente, milhares de crianças e adultos fazem uma "dobragem coletiva" de mil tsurus para enviar ao Parque da Paz em Hiroshima como prova de solidariedade e defesa da Paz no Mundo. No monumento está inscrito o desejo das crianças:

saúde, prosperidade

Este é o nosso Grito
Esta é a nossa Prece
Paz no Mundo.

Pois é gente. E agora a história que o post do Hamilton me fez lembrar. Vou fazer um resumo bem apertado.

S a d a k o     S a s a k i

Quando lançaram a bomba atômica em Hiroshima, Sadako Sasaki estava para completar dois anos. Aparentemente ilesa, escapou com a mãe e o irmão mais velho. Até os doze anos, aparentava ser uma menina saudável. Certa manhã, sentiu-se mal. E, no hospital veio o diagnóstico: leucemia, câncer no sangue, a "doença da bomba atômica".

Outras crianças de Hiroshima começaram a ter os mesmos sintomas e quase todas morriam.

Sadako não queria morrer. Sua melhor amiga contou-lhe a lenda dos mil tsurus. Sadako resolveu encarar. Ia lentamente dobrando e dizendo: "Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”. Enfraquecida, ela não teve forças para dobrar os mil pássaros, e em 25 de outubro de 1955, rodeada por sua família, dobrou seu último tsuru. Seus colegas de classe dobraram os que faltavam para que fossem enterrados com ela.

Sua determinação e paciência é um referencial mundialmente reconhecido. E, em sua memória e de todas as crianças feridas ou mortas pelo efeito da bomba, foi construido em Hiroshima o monumento da Paz. Nesse monunemto há vários conjuntos de mil tsurus vindos de todas as partes do Japão. São feitos por alunos de escolas, associações, enfim por grupos de pessoas que se uniram para pedir uma coisa: paz.


É verdade, para dobrar mil tsurus é preciso união, esforço e fé de muitas pessoas, formando-se assim uma corrente de pensamento positivo.  Nessa foto aí, a menina Sadako estava com 12 anos de idade.

Pronto, foi esse acontecimento que lembrei quando li a postagem do Hamilton.
Agora, vamos dobrar tsurus?


Espero que gostem.
Beijos e bom domingo.

sexta-feira, junho 04, 2010

ENTUSIASMO NÃO É UTOPIA

Olá, amigos.

Pense comigo, compramos uma digital e saímos por aí fotografando a mil. Depois de algum tempo voltamos a agir como antes. Não é assim? Acontece com móveis, utensílios e até com uma idéia nova. Se não a colocarmos logo em prática, já era. Não é que a gente perca o interesse. Acho que a gente perde é o entusiasmo. E é uma pena, pois o entusiasmo é que faz a diferença, ele anda de braços dados com a alegria. O entusiasmo é a força motriz das nossas ações diárias. Entusiasmo é poder!!!



Portanto, é hora de atacar de vez e modificar essa organização psíquica que nos rouba o entusiasmo. Não, não é utopia. A gente pode, é só mudar o ponto de vista, outro olhar, outras possibilidades. Temos que ter entusiasmo até nas adversidades da vida, pois é precisamente nesses momentos que a gente precisa de forças. Mas temos que fazer a nossa parte. Temos que "chamar" o entusiasmo e recebê-lo de braços abertos. Lembre-se, o entusiasmo é interno. Eu sei, é complicado quando a gente está triste, mas não tem jeito mesmo, temos que empenhar todas as nossas forças e ser só entusiasmo!!  \o/

Ah, mais uma coisinha... Por favor gente, vamos ensinar nossas crianças a não abandonarem tão rapidamente aquele brinquedo que tanto desejaram. Temos que ajudá-las, desde pequenas, (claro, quando já estiverem mais crescidinhas), a verem naquele brinquedo, outras possibilidades de brincar, ajudá-las a manter o entusiasmo, estimulando ao mesmo tempo, o pensamento diversificado e criativo. Como já falei alhures, um novo olhar. Considero isso um ato de amor e até mesmo de caridade com os baixinhos, nossos semelhantes e companheiros nesse planeta azul -- que às vezes fica tão acinzentado, hehe!!!

Era isso. Fui. Até breve.

quarta-feira, junho 02, 2010

O DECLÍNIO COGNITIVO

Olá, pessoal!

Beleza, zilhões de comentários, avalanches de carinho!  Obrigada gente, ainda bem que tenho vocês, que são tão legais. Muitos beijos e abraços. Fiquem com Deus.

Andei dando uma olhadinha nos meus guardados e olhaí o que achei! Um "Teste Para Avaliar o Declínio Cognitivo de Todos Nós" (In Longevidade do Cérebro: um programa médico revolucionário que aprimora a mente e a memória. - Dharma Singh Khalsa e Cameron Stauth, RJ. 2005, p 26.) 

Bom, "todos nós", alguém até pode achar uma expressão exagerada, mas na falta de outra melhor vale essa mesmo. Pretendo com esse post chamar a atenção para o cuidado que devemos ter com a memória, afinal é ela a única responsável pela nitidez dos retratos de nossa vida.  

Ouvi não sei onde, que uma pessoa sem memória é como um relógio que se derrete, colocação que acho perfeita, ainda mais quando a gente observa essa imagem forte, que sinceramente, não conheço nenhuma outra que transmita com tanta presteza a devastação que assola o ser humano, quando a memória se vai. Chama-se "A Persistência da Memória", (Persistance de la mémoire, 1931) de autoria do pintor catalão Salvador Dalí.




Através dos relógios moles e dependurados, ele mostra o tempo e a memória: o tempo é mutável e relativo e na memória, o passado e o presente se fundem. Dizem os entendidos, que esse quadro nasceu de um sonho que o pintor teve com um camembert escorrendo. Gente, olhem só a genialidade dele: pintou o tempo, que come e também se come.

Esse assunto é muito sério e nós também, não é? Mas, vamos dar uma relaxada que ninguém é de ferro, depois a gente engrena de novo, ok?  Se você não quiser ler, pode pular essa parte, não me importo.
Três senhoras muito velhinhas se reúnem para o chá da tarde. 
– Puxa, acho que estou ficando esclerosada – comenta uma delas.
– Ontem eu me peguei com a vassoura na mão e não me lembrava se já havia ou não varrido a casa. 
– Isso não é nada – diz a outra. – Outro dia eu me vi de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou se estava me preparando para dormir. 
– Cruzes! – fez a terceira. 
– Deus me livre de ficar assim! Isola! – e deu três batidinhas na mesa: “toc-toc-toc.” 
Olhou para as outras e emendou: 
– Esperem um pouco que eu já volto! Tem gente batendo na porta!

Voltando...

Carreguem as baterias e... vamos ao teste!

1.   De vez em quando esqueço qual é o dia da semana 
2.   Às vezes, quando estou procurando alguma coisa, esqueço o que estou procurando. 
3.   Meus amigos e minha família acham que estou mais esquecido(a) agora do que costumava ser. 
4.   Às vezes, esqueço o nome de meus amigos. 
5.   É difícil somar números de dois dígitos sem escrevê-los. 
6.   Frequentemente não atendo aos compromissos por esquecê-los. 
7.   Raramente sinto-me animado(a). 
8.   Agora, os pequenos problemas me aborrecem mais do que antes. 
9.   É difícil me concentrar por mais de uma hora. 
10. Sempre esqueço as chaves, e quando as acho, nunca me lembro de as ter colocado ali. 
11. Estou ficando repetitivo(a). 
12. Ás vezes, me perco, mesmo quando estou dirigindo em algum lugar onde já estive. 
13. Com frequência esqueço o argumento que eu estava tentando expor. 
14. Para me sentir mentalmente atento(a), dependo da cafeína. 
15. Agora levo mais tempo pra aprender do que antes. 


RESULTADO: Acima de 9: você pode estar com debilitação da memória associada à idade. Acima de 12: você está com sérias dificuldades. Deve estar nos primeiros estágios do Mal de Alzheimer, e precisará de um teste mais completo e assistência de um médico.

CUIDADO!
Vamos evitar que os arqui-inimigos (o AL e o ZHEIMER) se encontrem na nossa "casa". Se eles se encontrarem a gente dança. Desconfiou da memória? Corre pro médico! 

A memória é a mente. Por isso, os desmemoriados são denominados sem mente. A alma vivifica o corpo; o ânimo exerce a vontade; Quando o conhecimento existe, é mente; Quando recorda, é memória; quando julga o reto, é razão; Quando espira, é espírito; quando sente, é sentido.” Isidoro de Sevilha (c. 560-636), Etimologias, XI, 1, 13.
“E tomou um pão, deu graças, partiu e distribuiu-o a eles, dizendo:‘Isto é o meu corpo que é dado a vós. Fazei isto em minha memória.’” (Lucas, 22, 19).
Até breve!
Marli

segunda-feira, maio 31, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES NO LAR

Olá!


Para mim, vida simples no lar inclui uma diversidade de coisas e momentos que a gente vivencia no dia-a-dia, em nossa casa. Quero mostrar a vocês um momento extremamente simples de minha vida, mas que considero um luxo. Imagine só, em pleno agito dos dias, ainda temos a chance de achar um tempo para sentar e matear tranquilamente, de bobeira, em paz, sem culpa nenhuma.

Beleza? Pois é exatamente isso que eu e meu marido costumamos fazer aos domingos de manhã bem cedinho:  sentamos na varanda e ficamos observando a vista esplendorosa da natureza, enquanto tomamos nosso chimarrão gaúcho. Momentos de silêncio e troca de idéias. Papos descompromissados. Intensa desconexão com o mundo lá fora. Nossa, como isso é bom pra gente se energizar!

E então, não é um luxo? Bom, pelo menos eu acho. E é bem simples.

Well. Agora é hora de dar uma olhadinha na foto.


Seguinte. Ontem de manhã ao levantar, enquanto observava meu marido aprontando o chimarrão pra nós, me deu um estalo e lembrei da Blogagem coletiva. Taí! É com esse que eu vou!! Corri, peguei a câmera e, discretamente, click! Tinha que ser essa foto, nenhuma outra. Estou plenamente convencida, tem certas coisas que simplesmente não dá pra dizer em palavras. Nem vale a pena tentar.

Imagine, eram 7h da manhã, um friozinho gostoso, chuvinha leve. Aí vejo essa cena. Ora, tudo que eu mais queria naquele momento era sentir o gostinho amargo e quente do chimarrão! Humm, my God, delícia! (Me dá água-na-boca só de escrever, não é segredo, sou louca por chimarrão). E lá fomos nós, aproveitar muito bem aquele horário que antecede à chegada dos filhos, netos, parentes, telefones, e-mails, visitas, etc., afinal, domingo, sabe como é.  Moramos no meio do mato, mas a civilização fica logo ali. E, além do mais, a gente não pode deixar em segundo plano o que realmente importa na vida: a convivência harmoniosa, o olho no olho, a calmaria e a arte de estar a dois.

Um momento de vida simples no lar. Um momento casual mas ao mesmo tempo requintado, uma mistura que não deixa ninguém na mão.

Beijos. Fui.
Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples no Lar".

domingo, maio 30, 2010

VIRANDO O JOGO

Olá pessoal!

Li anteontem uma crônica que Luiz Fernando Veríssimo escreveu sobre George Clooney.

Sou fã de carteirinha do Veríssimo, mas a dita crônica me tirou do sério, (hahahaha) onde já se viu caluniar aquele gato maravilhoso, deixa ele, não mexe com ele. A gente só olha, acha lindo e segue tocando nossa vida. Paciência homens, entendam que ele é bonito e pronto, isso ninguém muda. Nada de calúnias contra Clooney. Quem tem que levar umas e outras são essas mulheres lindas que vivem nas revistas.

Essas sim deixam a gente sem defesa, pois os homens além de olhar, conseguem ficar embasbacados, numa pasmaceira só, de boca aberta. -- Essas engraçadinhas, tudo no lugar, sem uma gordurinha, pele de cetim, olhos maravilhosos, braços, pernas, grrr! -- E nós, só no aé. Quem se habilita a caluniar?

Não, não é por aí, pensando melhor o problema não são elas, são ELES que vivem em permanente estado de adoração. Insanidade até. Elas estão apenas trabalhando, eles é que não. Mas você sabia que é possível acabar com esse festerê?

Conheço duas saídas: a primeira dá mais trabalho, mas diz que é definitiva. Trata-se de convencê-los de que correm sério perigo, que as fotos são radioativas, etc, vale até incursões pela nanotecnologia, e que se andarem olhando, já era, serão atingidos, tóin!!! A partir daí a única coisa que poderão mesmo fazer será somente olhar!

Crie, invente, dê tratos à bola. Que tal uma tese atemorizante, algo tipo "Sequelas Sexuais Causadas em Homens que Idolatram as Mulheres das Revistas." Sei lá, um título qualquer, bem sugestivo. Espalhe na internet e mande o arquivo no email particular dele. Dá até pra ilustrar com fotomontagens dos sequelados (hehe), afinal, o photoshop tá aí pra quê?

Dizem que é tiro-e-queda, que eles abandonam definitivamente esse hábito insuportável de idolatrar mulheres nas revistas. Aí você terá a chance de ser a única, para todo o sempre, amém.

O outro método é bem mais fácil, porém, (ah, sempre tem um porém...) precisa ser reforçado de tempos em tempos. Esse método é superconhecido e aposto que você até já ouviu falar. É o famoso "Jogo-bruto". Como? Não, esse é bem simples: corpo-a-corpo e baixaria. Sim, funciona. Testei aqui em casa, show de bola, rsrs! Provas? Pergunte ao meu marido se ele acha a Angelina Jolie bonita.\o/

Bem, por enquanto é só.
Tchau, beijos.

sexta-feira, maio 28, 2010

FORA DE MODA

Olá!

Desconfio que a naturalidade esteja fora de moda. Não tenho mais coragem de dizer que a cor da cortina daquela sala poderia ser mais clara, que ficaria melhor assim ou assado.


Tenho medo de rir fora-de-hora, de falar abertamente sobre problemas comuns que uma simples troca de idéias poderia amenizar, de fazer um cumprimento, um elogio simples ou uma crítica construtiva. Posso ser mal interpretada, rotulada, posso ferir suscetibilidades. Os politicamente corretos, donos-da-verdade, chatos de galocha, estão sempre de plantão, com seus livros especializados em tudo, frases feitas e opiniões formadas. Está proibida a comunicação espontânea, os gestos devem ser contidos, a escrita deve observar um rígido formalismo (piegas e obsoleto) e os ambientes devem ser impecáveis... e frios. Ah, e para inspirar respeito, a cara-amarrada-estressada não pode faltar! Deus! Estou fora!!! Adoro falar bobagem, adoro rir, adoro aprender e não me importo de errar. Decididamente essa moda não me interessa, quero distância dela.

Era isso. Até breve. Fui.

quarta-feira, maio 26, 2010

O TEMPO

Olá!

Pode falar? Ok, amanhã eu ligo. Caracas, ninguém tem tempo. Acertou, é sobre o tempo que pretendo falar..., tá bom, esquece essa parte, vou postar um pequeno trecho de um texto poético, uma linda poesia, mas não é qualquer uma, é a poesia, e já vou dizendo que acho fantástica, portanto prepare-se, o que você vai ler é inesquecível, diferente do que anda rolando por aí. É isso que acho, mas entenda, sou suspeita pra falar porque fui cativada pela delicadeza desse poema e agora, sempre que volto à leitura, me emociono e me empolgo! É que esse autor é, digamos, ímpar, e, nesse poema ele impregnou as palavras de uma verdadeira energia vital, ele trouxe para dentro do texto a magia poética, mas com a real possibilidade de concretizar-se no aqui e agora. Nossa! Agora me superei!!!! Mas é isso mesmo que você ouviu. Ele nos apresenta o tempo numa ótica que enaltece as passagens verdadeiramente importantes da nossa vida numa simbiose com a própria linha do tempo, que, sabemos, é inexorável. Gente, chamo a atenção, isso é só uma palhinha do que esse autor escreve. Já li dois livros dele, sem respirar! Aproveitem. Com vocês, Raduan Nassar, em O TEMPO.



O     T E M P O

O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor.
Embora, inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento.
Sem medida que eu conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza. 
Não tem começo, não tem fim.
Rico não é o homem que coleciona e se pesa num amontoado de moedas, 
nem aquele devasso que estende as mãos e braços em terras largas.
Rico só é o homem que aprendeu piedoso e humilde a conviver com o tempo, 
aproximando-se dele com ternura. 
Não se rebelando contra o seu curso. 
Brindando antes com sabedoria para receber dele os favores e não sua ira.
O equilíbrio da vida está essencialmente neste bem supremo. 
E quem souber com acerto a quantidade de vagar com a de espera que deve pôr nas coisas, 
não corre nunca o risco de buscar por elas e defrontar-se com o que não é. 
Pois só a justa medida do tempo, dá a justa 'natureza' das coisas.

Legal, não? Se não gostou, tudo bem, aceito, mas nem me fale, você já sabe minha opinião... (rsrsrsrs)
Bem, por enquanto, era isso. Fui. Até breve.

terça-feira, maio 25, 2010

QUANDO EU NÃO ESTIVER MAIS POR AQUI

Olá!

Gente, há pouco estive visitando blogs de amigos. Vida de blogueiro(a), sabe como é. Ok.  Mas acho que acabei sendo teleguiada pelas forças do "blogus" e dei de cara com uma poesia, tão linda, mas tão linda, que quase desabei!!!  Verdade. Ah, não deu outra, já pedi autorização e estou publicando ela aqui pra vocês lerem.  Os versos são tocantes e comoventes. O nome do autor é James Pizarro.  Ele tem um blog recheado de coisas interessantes e articuladas. Vale a visita.















QUANDO EU NÃO ESTIVER MAIS POR AQUI...

A ilha é linda.
A ilha é mágica.
Mas nestes dias sem sol a gente fica soturno.
Sombrio por dentro.
Bate uma saudade do meu pai morto.
Que se faz mais vivo do que nunca.
Bate uma saudade dos barrancos da Silva Jardim.
Onde fui guri.
E sonhei ser desenhista.
E clarinetista de banda de jazz.
E acabei fazendo tudo pelo avesso.
Embora tenha me realizado na plenitude como professor.
Não saberia fazer melhor outra coisa do que falar.
Passar adiante conhecimentos.
Mas bate uma saudade dos meus tempos de guri mesmo.
Quando eu acreditava em bruxas.
E pensava que meu pai era imortal.
Hoje - perplexo diante da velhice -
Sinto o tempo encurtar.
E bate até uma saudade de tudo que me cerca hoje.
E uma inveja do tempo futuro.
Quando não estarei mais por aqui...


Créditos:
AUTOR : James Pizarro - Link para o post aqui

Enjoy
Beijos. Fui.

segunda-feira, maio 24, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - MINHA COR PREDILETA

Olá!!!

"Abou!" (repete meu netinho quando digo que acabou o chocolate, rsrs). Todo mundo pensava que as postagens das cores haviam acabado na semana passada, mas, não! Ainda tem a "rapa-do-tacho", como se diz por aqui, nos pagos do sul. E hoje a gente escolhe uma cor e manda ver!!!

Meu problema é que, de uns tempos para cá, (suponho que seja a idade, hehe) ando gostando muito de todas as cores. Uma cor única já não me satisfaz. E também não me contento só com as cores. Quero cores, cheiros e sabores, tudo. Ih, lá vem você me olhando desse jeito, rsrs, take it easy!  Com essa tela que estou postando, nem precisaria dizer mais nada. Tire um minutinho só e observe, vale a pena. É de Cézanne, um pintor incrivel que dispensa apresentações. Ele acredita que a cor responde por inúmeras sensações, que ela dá vigor e solidez na composição. E assim pensando, abriu a mais revolucionária possibilidade de exploração artística do século XX, a Arte Moderna! E então?

Veja como é bacana utilizar a cor nessa amplitude, repare no resultado. Não há sequer a preocupação com a perspectiva, my God!! Só as cores transmitem as sensações: o ambiente, as formas, a beleza, o aconchego, os cheiros e os sabores, humm, delícia...

Okay, stop. Apresentei as cores. Agora chegou a vez de apresentar OS MEUS HAIKAIS! Leiam, prestigiem, espero que gostem. :))


Still Life With a Basket (Kitchen Table)
1890-95 - Musée d'Orsay - Paris

Frutas na mesa -
Festival de sabores,
aromas e cores!

Frutas na mesa -
Aromas em profusão
em todos os tons.

Frutas na mesa -
Dispostas sutilmente,
delicadamente.






Equilibrio -
Cores que se completam
em harmonia.


Impossível não postar esse símbolo. Você já sabe o meu pensar.
Por enquanto era isso.
Beijos. Fui.

sábado, maio 22, 2010

E, DAÍ, QUAL É O PROBLEMA?

Olá todo mundo!

Espero que vocês gostem. Gente, sigam meu conselho. É dos bons, hehe!!! Tem gente que diz que se conselho fosse bom ninguém dava. Vendia. Mas não me importo. Eu dou.  :))


Se você amanhecer, com saudade não-sei-de-quê,
Acredite é vontade, de abraçar o bem-querer.  
De jogar conversa fora, e ficar sem fazer nada.
De parar por uns instantes, não calcular a jogada.  
Tudo bem podem pensar, que isso é pura bobagem.
Mas esses adejos nos dão, muita energia e coragem. 
É tão bom de vez em quando, ficar na vagabundagem!
E daí, qual é o problema, desligar só um pouquinho? 
Dar risadas, se alegrar, em casa ou num barzinho? 
Se você acordar assim, querendo um kara-o-que,
Desligue seu corre-corre, e cai no sambalelê! ;))


A propósito, você gosta das pinturas de Renoir? Eu adoro. Principalmente porque ele tinha uma mania (aliás, ótima, rsrs) de retratar o que é bonito e agradável.

La colazzione dei canottieri


La Moulin de la Galette

Ele levava para o mundo das artes, apenas o que lhe fazia bem aos olhos e a alma e deixava os problemas e as coisas feias para o universo do mundo real.  Uma vez ele disse que nunca havia pensado em retratar a realidade, mas que retratava apenas a impressão (ele era impressionista, lembra?) que essa realidade lhe causava num determinado instante. Lindo não?

"A dor passa, mas a beleza permanece" - Pierre Auguste Renoir (França - 1841-1919)

Enjoy.
Beijos e bom final de semana.

sexta-feira, maio 21, 2010

É DIFÍCIL MUDAR

Olá!

Gente, leiam essa fábula e depois me digam se não tenho razão. Penso que, um pouco, é por isso que as coisas estão do jeito que estão. Também não sei..., já nem sei mais nada, hehe. Então proponho pensarmos juntos. Eis aí pra você "A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS", que recebi por email em 2008. Gostei e guardei, veio sem autoria, se alguém souber, por gentileza, me avise. A mensagem é muiiito legal.
"Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque e alguns porcos morreram assados. Os homens da região, experimentaram carne assada e acharam deliciosa. Desde então, quando queriam comer porco assado, incendiavam um bosque.
O novo SISTEMA de comer porco se propagou, mas muita coisa precisava ser aperfeiçoada. Ora os porcos fugiam das chamas, ora ficavam apenas tostados. Havia necessidade de se aprimorar a assadura de porcos, bem como a formação de bosques para serem incendiados.

O Governo passou a formar especialistas: Cursos de Porcologia. Congressos anuais com apresentação de trabalhos sobre o assunto. Surgiram mestres em Piroporcotecnia. Seminários sobre como colocar os porcos em pontos estratégicos dentro dos bosques, antes de se atear fogo. As escolas criaram a especialidade para incendiadores de bosques de assar porcos. Foi incentivada a anemometecnia, com a formação de anemometécnicos, especialistas na aferição da velocidade e direção dos ventos. Pois dependendo de onde eles vinham os porcos poderiam sair dos bosques crus ou mal passados. Eram milhares de pessoas empregadas na preparação dos bosques que logo seriam incendiados.

Formou-se um Ministério para estudo de formação de bosques com árvores próprias para a queima necessária. Deveriam crescer rapidamente, não ter folhas, nem frutos e de fácil reposição. Era problemática a colocação dos porcos antes de serem queimados nos bosques. Precisaram-se de professores especializados nessas construções.

Surgiram Movimentos Sociais para que se desse à população pobre um pedaço de terra para formação de bosques para assar porcos. Mas pouco adiantaria o atendimento. Eles não teriam porcos para assar. As universidades criaram cadeiras sobre a matéria. Nos Encontros anuais os Porcólogos sugeriam, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo, depois de determinada velocidade do vento, posicionando enormes ventiladores em direção oposta para guiar o fogo sobre os porcos.

Um dia, um Conselheiro, que fora Phd em incêndio, chamado João Bom Senso, pediu uma audiência pessoal com o Rei. Disse ao Monarca que os problemas poderiam ser facilmente resolvidos. Bastava simplesmente: Matar, limpar e colocar o porco numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor (e não as chamas) assasse a carne.

O Rei ficou indignado com a sugestão.
Você está doido? Eu quero solução. Não problema. O que vou fazer com os anemometécnicos? Onde vou empregar o conhecimento dos especialistas acendedores? E os tecnocratas em sementes? E com as árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadoras de ar? Milhões de bosques plantados? E o Programa de Reforma e Melhoramentos do Sistema que vai ser implantado pelo Ministério dos Bosques? Onde vou colocar os engenheiros formados em Piroporcotecnia? Temos que melhorar o sistema. Não transformá-lo radicalmente. Você é um maluco, para não dizer aloprado.
João não disse mais nada. Saiu de fininho. E daí em diante Bom Senso nunca mais participou de qualquer reunião da Monarquia. E quando alguém perguntava ao Rei sobre o João Bom Senso. Ele dizia:
─ Aquele pirado? Não sei. Nem quero saber.
─ Assar porco na brasa? Olha o cara... meu!!! 
Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos do SISTEMA: Que falta faz o bom senso!
Beijos, até a próxima.

segunda-feira, maio 17, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR BRANCA

Bom dia, pessoal. Por aqui, dia lindo ensolarado, temperatura ótima!! Hoje é o encerramento das blogagens coloridas. Foi ótimo, amei, amei, amei.

Trago então, algumas palavras sobre uma flor maravilhosa, cujos significados muito me sensibilizam, e que eu amo de paixão.

Abram alas, com vocês a flor da liberdade!!!
Maravilhosa, subversiva,
majestosa,
iluminada e guerreira:
A camélia branca!


A    B E L E Z A

A folhagem é brilhante. A flor é linda, esplendorosa! Seu nome? Camélia. Tem várias cores, mas sou louca pela camélia branca. Ela embeleza o jardim e quando colhida, enfeita nossa casa. E como faz bem ao coração!!! É a primeira a florir depois do inverno, anunciando a chegada da estação das flores. Cheguei!!!

O     E L A N

Já disse, sou louca pela camélia branca, e depois que fiquei sabendo de suas passagens maravilhosas pela história do Brasil, então nem se fala! É tudo junto, é a beleza da flor aliada à sensibilidade, inteligência e articulação de pessoas conectadas no mundo, que souberam transformá-la num símbolo magnífico, num verdadeiro elan para a vida de quem tanto sofria nos tempos de antigamente. Confesso que às vezes me bate uma nostalgia, um não sei que, ao ver, hoje em dia, pessoas tão desligadas dos problemas do mundo, que parecem viver noutro planeta. Deixa pra lá, taí a idéia pra uma crônica.

Mas o que importa dizer é que a camélia branca simbolizou no passado um movimento libertador, um movimento underground, subterrâneo e subversivo. Você sabia? Sim, no final do séc. XIX ela esteve superenvolvida no Movimento Abolicionista, tanto que hoje é o símbolo oficial da Abolição.

Olha só como foi. Na época da escravatura a Lei não permitia que ninguém desse abrigo aos escravos fugitivos e quem os ajudasse pagava pesadas multas. Evidente que os abolicionistas tinham que andar de boca fechada e guardar segredo sobre os esconderijos (quilombos) dos escravos que conseguiam fugir. E o que fazer para se identificarem?

Adivinhou. Usavam na lapela, uma camélia branca. A camélia então era o "logo" dos abolicionistas, a senha que os identificava. Ter uma camélia branca na lapela era sinal de ajuda e compromisso com a causa. Não é maravilhoso?  A propósito, será que a moda da flor na lapela não surgiu daí?


Cada vez me apaixono mais, acho ela mais linda ainda!!!!

E tem aquela da Princesa Isabel. Quando o imperador Dom Pedro II foi pra Europa, ela promoveu o "Baile das Flores". Seu vestido? Todinho aplicado com camélias brancas! Nem é preciso dizer que os conservadores ficaram p... da vida! Viram? Os abolicionistas tinham o aval, não só de Rui Barbosa, como também da Princesa Isabel.  E todo mundo de bico calado!!!

Que coisa, quantos segredos contidos na camélia branca, e ninguém nunca nos contou. Fiquei sabendo que se não fosse o discurso de um tal de Silva Jardim (desculpe, era um figurão da época, não sei  nada dele..., hehe.) que registrou esse episódio e algumas pistas garimpadas pelo historiador Eduardo Silva, (Instituto da Casa de Rui Barbosa) e a gente não saberia nadinha. Vamos aplaudi-los, é só o que podemos fazer agora!!! Clap,clap,clap!!! Boa gurizada!!!

Bom, agora deixa eu contar pra vocês outras coisinhas interessantes.

Quem ainda não viu Chanel com sua bela camélia branca sobre a lapela negra?
Isso mesmo, ela escolheu a camélia para ser o símbolo de sua grife porque sentiu que estaria muito bem representada, uma vez que integrava o contingente de mulheres que conseguiram  escolher outro lugar no mundo, fugindo das convenções. Aliás, escolha bem adequada, penso eu, já que na França a camélia era o símbolo das prostitutas, artistas, atrizes, cantoras e dançarinas de cabaret, ou seja, simbolo de gente nada convencional.


Nossa(!) tem zilhões de coisas envolvendo essa flor.  Ela é muiiito famosa! Só o fato de Alexandre Dumas Filho (1824-1895) ter escrito sua peça "A Dama das Camélias", já bastaria para a fama, mas uma coisa puxa outra e a referida peça teatral acabou inspirando Verdi a escrever a aplaudidíssima ópera "La Traviatta". É mole?

E como não poderia deixar de ser, "A Dama das Camélias" também virou um filme com o mesmo nome, que foi protagonizado pela belissima Greta Garbo (1905-1990). Gente, eu vi esse filme. É tri. E..., vou ficando por aqui. Ops, até rimou, rsrs!

Mas ao encerrar esse post, não posso deixar de lado o contraponto, característica básica da cor branca. E qual é esse contraponto? A cor preta. Branco e preto, preto e branco, Yin e Yang, antiga representação chinesa do dualismo. O Yin é o feminino, o Yang é o masculino. Esse antigo símbolo mostra que um só faz sentido ao lado do outro, um só existe porque o outro também existe. Há necessidade de integração das duas forças.


Yin atrai Yang que atrai Yin e assim infinitamente.
Não há conflito ou disputa entre preto e branco, feminino e masculino, mas sim a complementação de um pelo outro.  Mulheres e homens, homens e mulheres, companheiros de jornada.

Espero que gostem do post.
Saiba mais: link
Beijos. Fui.

domingo, maio 16, 2010

O RON RON DO GATINHO

Olá!

Hoje é domingo e eu trouxe pra vocês um poema supermimoso, pelo menos eu acho. Foi escrito por um poeta maranhense, um gatófilo muito especial, iluminado, que, não sei como, ainda não tem em seu currículo um prêmio nobel de literatura. Mas estou aqui torcendo, um dia é um dia. 

Que tal essa frase "A arte existe porque a vida por si só, não basta"?  É dele. Precisa mais apresentações?  Seu nome: Ferreira Gullar. Nome do poema: "O RON RON DO GATINHO".

Na foto, minha nora Michelle e Hoe.

 

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.



Beijos e bom domingo.