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21 abril, 2010

ELOGIO DA LOUCURA

Olá! Hoje é feriado e nada melhor do que falar sobre um livro fora de série. Um baita livro. Aliás, quase incluí esse livro no post vermelho, mas iria ficar muito extenso e preferi postá-lo separadamente. Mas você vai ver, é uma loucura, própria do vermelho.


Erasmo de Rotterdam (Desidério, para os íntimos) escreveu há quase 500 anos um ensaio denominado "Elogio da Loucura". Acho que essa obra ainda hoje é superimportante para quem pretende abraçar a ousadia, lançar novos olhares sobre o mundo e fugir do saber ingênuo e "normal".

O "Elogio da Loucura" não se dirige a alguém em especial, ele focaliza a louca humanidade. Configura a loucura como energia criativa das ações humanas e sinaliza a necessidade de libertação dos indivíduos de uma possível “opressão da razão” sobre os instintos mais naturais. Claro, por favor, entendam, é a Loucura numa visão romântica e jovial, que ajuda as pessoas a suportarem a vida! É uma alavancada saudável às atitudes! Ele nos mostra de uma forma leve, divertida e espontânea que onde a loucura se instala, encontra-se também o amor, a alegria de viver, a felicidade, e os melhores delírios e emoções de nossas vidas! :)) E ainda explica, hehe: diz que isso se dá porque todos esses sentimentos são sinônimos da loucura! E costura as palavras de modo a deixar claro que aqueles que não reconhecem a necessidade da Loucura, ou seja, a maioria de nós, estaremos fadados a levar apenas uma "vidinha". Mas o mais interessante de tudo é que à medida que a gente vai lendo, nosso raciocínio vai aguçando e aí, simplesmente não tem como discordar, pois a capacidade argumentativa e literária do autor, é notável. E assim, com leveza ele vai tocando nas feridas de sua época... e da nossa também, sim senhor!!! (ou você pensava que fossem outras?). E tem mais um detalhe, aprecio muito a ousadia, o modo fascinante como ele bate de frente com a tradição religiosa da época. E, só para constar, o livro é escrito na primeira pessoa, ou seja, quem fala é a Loucura!!!
Chega. Já falei demais, pelamor!

Eis um pequeno trecho do "Elogio da Loucura"(Encomium Moriae), ensaio de autoria de Erasmo de Rotterdam (1466 — 1536).

"(...) Mas parece que, sem refletir no que sou, vou ultrapassando há bastante tempo todos os limites. Por conseguinte, se tagarelei demais e com demasiada ousadia, lembrai-vos de que sou mulher e sou a Loucura. Ao mesmo tempo, porém, não vos esqueçais deste antigo provérbio dos gregos: Muitas vezes, também o homem louco fala judiciosamente. E não ser que pretendais que, nesse provérbio, não estejam incluídas as mulheres, pois eu disse homem e não mulher. Esperais um epílogo do que vos disse até agora? Estou lendo isso em vossas fisionomias. Mas, sois verdadeiramente tolos se imaginais que eu tenha podido reter de memória toda essa mistura de palavras que vos impingi. Em lugar de um epílogo quero oferecer-vos duas sentenças. A primeira, antiquíssima, é esta: Eu jamais desejaria beber com um homem que se lembrasse de tudo. E a segunda, nova, é a seguinte: Odeio o ouvinte de memória fiel demais. E, por isso, sedes sãos, aplaudi, vivei, bebei, oh celebérrimos iniciados nos mistérios da Loucura."
Ah, esse livro é livre, você pode baixar.

09 abril, 2010

TERRA DOS HOMENS

Olá pessoal,
Muito bom dia!

Ontem surgiu um assunto, sabe aquelas coisas chatas que a gente gostaria de virar a cara e deixar passar, mas que ao mesmo tempo a gente sente que precisa e pode ser resolvido? Uma droga. Sinceramente, eu bem que gostaria de ter empurrado com a barriga e deixado para outro dia, mas meu amigo Saint Exupèry (aquele do Pequeno Príncipe, lembra?) me deu uma sacudida e me salvou. Claro que é verdade, nem pense em duvidar. Primeiro fiquei num banzo que só vendo, mas por pouco tempo, que não gosto de banzos, então, chateada e muito a contragosto, fui à luta. Tratei de botar a inteligência pra funcionar e pensar de que modo eu poderia resolver aquela m..., grrrrrr. Pois bem, entre mortos e feridos todo mundo se salvou, rsrs. O problema está resolvido. Gente tirei um peso. O infeliz já estava querendo acomodar-se nas minhas costas e, sabe como é, a cada dia que passasse se agigantaria. Claro, resolver o problema não foi assim tão fácil, tive que suar a camiseta, mas agora que passou, ih, parece que nem foi nada. Ufa! estou livre!! \o/  (Se não tivesse resolvido, no futuro iria virar um problemão!)

Taí pra vocês, emprestada, (com três Vs, hein) minha tábua de salvação, ainda bem que tenho ela sempre comigo. Já disse e repito, a literatura me salva!! Ah, o nome do livro é "Terra dos Homens". Livro grandioso, faz um tempão que li, mas ele está sempre por aqui, me dando lições. Gente, esse parágrafo, todo ele é de ouro e brilhantes, mas aumentei o tamanho da letra para enfatizar o que meu amigo me diz que sempre me traz à responsabilidade e me coloca na linha, hehe!
"Construiste tua paz tapando com cimento, como fazem os cupins, todas as saídas para a luz. Ficaste enroscado em tua segurança burguesa, em tuas rotinas, nos ritos sufocantes de tua vida provinciana; ergueste essa humilde proteção contra os ventos, e as marés, e as estrelas. Não queres te inquietar com os grandes problemas e fizeste um grande esforço para esquecer a tua condição de homem. Não é o habitante de um planeta errante e não lanças perguntas sem solução: és um pequeno burguês de Toulouse. Ninguém te sacudiu pelos ombros quando ainda era tempo. Agora a argila de que és feito já secou, e endureceu, e nada mais poderá despertar em ti o músico adormecido, ou o poeta, ou o astrônomo que talvez te habitassem."

Deixo aqui link,  pra vocês lerem um pequeno resumo que acho superbem escrito, e que pensa o livro como eu.

Por enquanto era isso.
Fui. Bj.

07 abril, 2010

UM TETO TODO SEU



Olá, pessoal, tem um livro que acho excelente e que tem tudo a ver com umas discussões que despontam aqui e ali, a respeito das mulheres. Tenho observado que se alguém faz uma abordagem sobre o universo feminino, lá vem um coral cantando que o texto é feminista, etc... e infantiliza a discussão. É um preconceito velado que rotula e hostiliza qualquer coisa que se refira ao panorama feminino, quando os referidos textos tratam de direitos e obrigações, ou seja quando se fala na vida como ela é, porque no mais, a mulher é sempre "linda e maravilhosa". Tenho observado esse viés, nas entrelinhas dos comentários e dos posts que tratam de assuntos quetais. Então trouxe para vocês uma palhinha do pensamento de Wirgina Wolf, uma autora que considero fundamental justamente porque suas considerações focalizam o cerne da questão, a dificuldade da mulher impor-se como ser intelectual e de ser remunerada como tal. Já aviso que essa autora é muito polêmica: é amor ou desamor. (não é ódio, porque ódio não é o contrário de amor, rsrs!)

Trecho do livro “Um teto todo seu” de Virginia Woolf:
"Seria mil vezes lastimável se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como os homens, ou se parecessem com os homens, pois se dois sexos são bem insuficientes, considerando-se a vastidão e a variedade do mundo, como nos arranjaríamos com apenas um? Não deveria a educação revelar e fortalecer as diferenças, e não as similaridades? Pois atribuímos às semelhanças um valor exagerado;"

Claro, naquele tempo, 1928,  a literatura para ser boa tinha que ser escrita do ponto de vista masculino e a (reduzida) literatura das mulheres tinha de ser parecida com a dos homens. E isso ela nunca aceitou.

Gosto muito de "Um Teto Todo Seu", aliás o título é absolutamente irretocável. No meu entender a autora  escreveu esse texto, acima de feminismos, principalmente porque ela disse que a boa literatura está além e aquém dos gêneros, que a boa literatura deve ser escrita por uma mente despojada de preconceitos, mormente, os de gênero.

Embora não seja um texto feminista, com o decorrer da leitura a gente vai descortinando o panorama situacional das mulheres da época, no caso específico as que desejassem atuar em atividades intelectuais. É uma análise ressentida, inteligente e mordaz. Ela defende a tese de que o motivo crucial de haver um número tão insignificante de escritoras na literatura, (lembre-se estamos em 1928!) deve-se às condições precárias e à pobreza material em que as mulheres vivem. Para ela, as mulheres somente conquistarão um lugar ao sol no mundo das letras, no dia que tiverem o direito de ter sua própria renda e um teto todo seu, com chave e tudo. Essa dualidade de espaços - físico e metafórico - é primordial para que a escrita aflore, pois ninguém pode pensar e escrever livremente em meio a tantas limitações, inclusive sem acesso à educação. (Isso nos idos de 1928. Mas no meu pensar, esse assunto ainda é bem atual pois a mulher conquistou direitos --leis, etc--  mas o exercício desse direito ainda está a desejar).

Impressionou-me o poder de argumentação, a luminosidade, a lucidez marcante e, acima de tudo, a coragem dela quando revelou com todas as palavras o tratamento (desfavorável) que os críticos davam a seus próprios trabalhos, (ela era acusada de ser alienada dos problemas do momento, de privilegiar as causas pacifistas, liberais e feministas, como o direito de voto para as mulheres).

E hoje, olhando o passado a gente vê que ela estava com a razão, pois a mulher teve de conquistar muitos outros direitos antes de se firmar no mundo das letras.  Sangue, suor e lágrimas.  Tivemos que  mudar mentalidades. É mole?

Gente, leiam esse livro, vocês podem até nem concordar com as idéias de La Wolf, mas verão que seus argumentos são instigantes, fortes e acima de tudo convincentes. E o cenário? 1928!!!!

Já faz algum tempo que li esse livro (na verdade, antes de ser livro, era um texto que foi escrito e apresentado por Virginia Wolf numa conferência, depois é que virou livro), e nunca esqueci. Não se parece com o "Passeio ao Farol", dela também, que é muito bom, mas é outro tipo de leitura. (talvez eu fale em outro post. Vou pensar)

(c) Marli Soares Borges, 2010

21 março, 2010

CINDERELA QUE LARGA O PRÍNCIPE E BRANCA DE NEVE QUE TOMA PROZAC


Quem não conhece a história da Cinderela e da Branca de Neve? E da Bela Adormecida?
Sei, você já está careca de saber. Eu também. Aliás, já andei lendo umas modernizações desses contos, algumas até gostei. Mas agora é diferente. Uma escritora e uma desenhista fizeram um livro pra lá de bacana. Tanto que, recém lançado, já é o mais vendido entre os espanhóis. Trata-se de “La Cenicienta que no queria comer perdices” (“A cinderela que não queria comer perdizes”, uma alusão aos finais dos contos espanhóis que sempre acabam com a frase “foram felizes e comeram perdizes”).

Imagine você que a Cinderela simplesmente se cansa e larga o príncipe, e a Branca de Neve sai da depressão e abandona o Prozac! Genial não? E olha só os detalhes: a Cinderela é vegetariana convicta e tem que cozinhar perdizes para o príncipe, que está sempre reclamando. Basta! Largou ele sem demora. Perdizes, never more!  A Branca de Neve, por sua vez, não quer mais saber de cozinhar pra sete marmanjos e abandona essa vida cruel, decide cuidar da beleza, pega um bronzeado e fica moreníssima!  E a Bela Adormecida, pasme, acordou sozinha, sem precisar de ninguém! Há ainda o reencontro de outros personagens, Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, etc., que, em nova fase, mudaram suas vidas.

Já li o livro em espanhol (baixei em pdf, disponibilizado pelas próprias autoras na rede). O livro é leve, fácil de ler, tem poucas páginas, pouco texto e várias ilustrações. Mas, alto lá, não pense que é mais uma bobagemzinha daquelas que a gente está acostumada a ver editada por aí. Não, não é mesmo, e inclusive as autoras o dedicaram "às mulheres valentes que querem mudar de vida".   A mensagem é belíssima!
Aqui um parêntese: Achei muito legal a estratégia que elas usaram para juntar dinheiro para publicação: divulgaram o livro na internet e pediram a colaboração de quem tivesse gostado. Sei que tem muita gente que é contra os livros na net, mas acho ótimo, a tecnologia veio trazer um novo modelo de negócios para esse segmento, taí um exemplo.

Voltando ao foco. Veja só como são as coisas, as autoras (a escritora Nunila Lopez Salamero e a desenhista Myriam Cameros Sierra) cansadas de oferecer a história nas editoras espanholas e não receberem nenhum pio de resposta, decidiram pedir ajuda para amigas e associações de combate à violência contra a mulher. Foi assim que juntaram dinheiro para a publicação. E na seis primeiras semanas após o lançamento, venderam a bagatela de 50 mil exemplares! (que golaço hein!) Agora elas estão com a bolinha cheia, pois além de receberem apoio de intelectuais espanhóis, uma das maiores editoras da Espanha, a Planeta, resolveu publicar a obra! (a gente já viu esse filme, rsrs).

Deixo aqui o link para quem quiser baixar o livro em espanhol, em pdf.

Marli Soares Borges

Em tempo: publicado originalmente no Blog da Marli em 21.03.2010. Na época, vi na internet que o livro seria lançado no Brasil em 2010. 

18 março, 2010

VIAGEM À PORTUGAL

Olá!











José Saramago é "o cara". Vejam só o que ele escreveu no livro "Viagem a Portugal". A gente lê e pensa, ah isso eu já sabia, é assim mesmo, é isso aí. Pois saibam que essa é uma das razões pelas quais ele é um "prêmio nobel" festejado por milhares de leitores no mundo afora. Ele mesmo disse numa entrevista que sua arte consiste em tentar mostrar que não existe diferença entre o imaginário e o vivido, pois o vivido poderia ser imaginado, e vice-versa. E conseguiu. Pelo que sei, esse livro resultou de uma viagem que ele fez por Portugal, buscando descobrir novos caminhos, diferentes daqueles que todos já conhecem. "Não sei por onde vou, só sei que não vou por ai". Pois bem. Há poucos anos, andei pensando na vida como se fora uma viagem, e confesso, senti uma pontinha de inquietação. Bem que eu gostaria de ter trocado umas idéias a respeito, mas, já viram, nas férias ninguém quer saber desses assuntos. Noutro dia, lendo o dito livro, constatei que eu não estava sozinha, o grande Saramago, com sua percepção aguçada e invejável fluência verbal, já havia anunciado que a vida é uma viagem, mas com um detalhe, ele diz que é preciso recomeçar sempre essa viagem. E é aí que o bicho pega. Céus, como (re)fletir, (re)ver, (re)começar, nessa correria, nessa doideira atroz que a gente vive, nesse salve-se quem puder? Aliás você já notou que o caos (isso mesmo, o caos) está informatizado? Sim, e muito bem, obrigada. É mole? E sobra o quê pra nós? Seguir caminhando e cantando numa viagem sem volta. Confesso que isso me inquieta muitissimo. Caracas! Mas sossegue, descobri um remédio, acabou de cair a ficha. É o seguinte: não tem conversa, temos que literalmente, "comprar" um tempo para nós, afinal, é óbvio que ninguém vai nos dar esse tempo. Muito simples, então a gente compra, paga, assume as consequências! Beleza, aí, alimentaremos nosso espírito e tomaremos coragem para (re)começar nossas viagens pelos caminhos a vida. Os nossos (re)começos. Agora sim, de alma lavada, posso concordar com Saramago, "é preciso voltar aos passos que não foram dados".

Pronto chega de conversa. Eis o último parágrafo do livro. Delícia!


«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais o que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.»


A propósito, "Viagem à Portugal" é um abraço pra quem gosta de história e arte. Saramago passeia por castelos e ruínas, entra nos museus e nas igrejas, dá uma palhinha sobre estilos arquitetônicos, conhece , pintores, azulejistas, escultores, enfim, dá uma aula de história pra gente. Ele inicia sua viagem lá no norte do país, na fronteira com a Espanha e vem descendo em direção ao sul.

Mas o que mais me agradou, foram as opiniões que ele vai dando, as coisas que vai contando... cada coisa... show de bola! Podes crer, se um dia eu for a Portugal, com certeza o livro vai comigo, (ah, se vai!) Conto com Saramago, ele vai me fazer prestar atenção nos detalhes das coisas que, caso contrário, passariam batidas.

Bom, gente, até aqui tudo beleza, mas sinto dizer que nada é perfeito: o livro não tem fotos. Como? É, tem razão, acho que estou querendo demais, rsrsrs!

Em tempo, ainda ele: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo."
Tchau. Beijos.

28 novembro, 2009

LOUCOS E SANTOS

Olá.
Hoje resolvi postar um texto de Oscar Wilde.  Espero que gostem.  É um texto brilhante e verdadeiro.

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.  Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.  Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.  Deles não quero resposta, quero meu avesso.  Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.  Para isso, só sendo louco.  Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.  Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.  Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.  Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.  Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.  Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 

Não quero amigos adultos nem chatos.  Quero-os metade infância e outra metade velhice!  Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.  Tenho amigos para saber quem eu sou.  Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. (Oscar Wilde)

Era isso. Fui. Até breve!

26 novembro, 2009

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Olá,

Gente, leiam esse diálogo, escrito há muuuito tempo atrás.


"O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui? Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde, retrucou a menina. Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato."
Reconheceram?  Pois é.... Foi escrito por Lewis Carroll, em 1865. E agora vai virar filme, claro com algumas adaptações. Bem, mas isso é papo pra outra ocasião.

De volta ao presente, pergunto, você realmente sabe o que quer? Aonde quer chegar?
Certamente você dirá que o mundo mudou. É verdade, concordo,  mas os conflitos não. Eles continuam exatamente os mesmos. Pelo menos é o que venho observando.

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Tchau. Até mais.