*** Tudo está conectado. Nossas atitudes, não importa onde vivemos, repercutem em todo o universo. *** Pelos caminhos que ando, um dia vai ser. Só não sei quando. (Leminski). *** Verba volant, scripta manent.***
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03 outubro, 2013
DE CASTIGO NO TEMPORAL
Cada vez mais difícil viver nesse início de século. Tudo muito pesado, todo mundo armado, a grosseria grassando. Andamos na velocidade da luz. E de cara amarrada desde o amanhecer, achamos que assim nosso status de seriedade e respeitabilidade estará mantido. Fizemos da vida uma arena: é ganhar ou perder, viver ou morrer, tal como no gládio. Escravos da vida, foi nisso que nos transformamos. E nesse compasso aprendemos com maestria, a criar e alimentar o medo em nós e no coração dos nossos afetos. Medo de perder o emprego, de ser mal sucedido nos negócios, de cair em desgraça, de perder coisas. Perder é a morte. Atitudes equivocadas, a meu ver. Sandices, pois as perdas são componentes vitais de nosso crescimento pessoal. Temos que aprender a lidar com as perdas, isso sim. Acontece que nessa histeria do não perder, andamos por aí sofrendo por antecipação e por bobagens. Coisa que se tivéssemos criatividade, tiraríamos de letra. Onde se viu sofrer por bobagens, a gente tem que sofrer pelo que realmente foi trágico, pelo que fez a vida sangrar. Que pena, nessa correria insana, deixamos pelo caminho o discernimento, a serenidade, a leveza, a autenticidade, a gentileza e o sorriso espontâneo. Vestes criativas que sempre nos protegeram das intempéries da vida. Estamos nus, de castigo, no meio do temporal. Marli Soares Borges
30 setembro, 2013
O CONFRONTO
Trabalhar bastante? Sim. Ralar? Sim, afinal nada vem de graça e ninguém bate à nossa porta para pagar nossas contas. Trabalhar demais? NÃO. Me desculpem os que vivem dia e noite com a cara metida no trabalho, que vivem só para o trabalho. Para mim, isso é uma fuga. Uma desculpa que inventaram para si próprios. É medo de lidar com as necessidades mais profundas do coração, medo de encarar os desejos interiores. É mais fácil apelar para o excesso de trabalho. Ninguém vai colocar em xeque, -- afinal trabalho é trabalho --, e cai como uma luva para impedir que você confronte o que você quer da vida com o que você está vivendo no momento. Impede que você examine seus verdadeiros desejos, as coisas que mais importam para você. E você vai empurrando a vida nesse esconderijo estratégico. Mas não adie tanto o confronto, você vai se surpreender com as novidades que sua própria vida tem a dizer sobre você. Marli Soares Borges
27 setembro, 2013
DE EPIDEMIAS E PANDEMIAS
Somos seres contagiantes. Se a gente fala baixinho, as pessoas tendem a murmurar, se bocejamos, daqui a pouco todo mundo começa a bocejar. Se estamos meio down, inevitavelmente as pessoas nos acompanham nesse sentir. E fica todo mundo com cara de poucos amigos. Podemos dizer então que somos seres contagiantes e epidêmicos. A gente dissemina doenças. De vários tipos e etiologias, diriam os médicos. Mas não quero saber dessas coisas de medicina, estou pensando é nesse poder disseminador -- atávico -- que a gente tem. Que tal disseminar a 'doença' dos sorrisos, das cores, das flores, dos aromas, dos amores? Logo, logo, vai virar epidemia. Que tal uma epidemia incurável de alegria? De entusiasmo pela vida? Uma epidemia do bem? Por que não? Claro que a nossa vida não é esse mar de rosas que andam vendendo por aí nos livros disso e daquilo, as coisas às vezes saem bem erradas, a gente luta e perde, perde-se coisas, perde-se pessoas. Sofremos roubos e traições. Mergulhamos num mar de tristezas, contradições e conflitos. Mesmo assim, passado o momento de sofrimento intenso, nada nos impede de renascer e disseminar coisas boas, podemos fomentar nas pessoas que estão próximas, muitas vezes as mais turronas, o entusiasmo pela vida. É dureza, eu sei, mas pode ser que elas se contaminem e 'peguem' nas outras. E aí a 'doença' se instala e vai se alastrando. Pense nessa ideia. Não é simples, mas pode ser a salvação que irá conter essa apatia que ameaça o mundo, uma pandemia sinistra que se avizinha. Marli Soares Borges
09 janeiro, 2012
TOC, TOC
Olá turma!
Sigo em férias, não viajei ainda. Quero ficar um pouco em casa, sossegada, num dolce far niente.
Assisti ontem "Marley e eu". Sim, AMEI. Até me deu vontade de ter outro cachorro, dessa vez um labrador. Mas, snif..., já tenho muitos.
Ando me dedicando bastante aos origamis. Estou até pensando em criar uma página só para postar meus trabalhos, ou, quem sabe... um outro blog, ..., não sei ainda.
Dei uma geral no meu lap e achei um texto que recebi por email há tempos. Vou reproduzi-lo aqui e sei que muita gente vai achar de uma pieguice atroz, - paciência. É que esse texto dá uma cutucada em quem vive jogando a responsabilidade da própria vida nas costas dos outros. Vale a pena dar uma lida. E pensar. É um bom toque pra gente encarar o 2012. Acho.
Volto em breve.
Beijos a todos.
Sigo em férias, não viajei ainda. Quero ficar um pouco em casa, sossegada, num dolce far niente.
Assisti ontem "Marley e eu". Sim, AMEI. Até me deu vontade de ter outro cachorro, dessa vez um labrador. Mas, snif..., já tenho muitos.
Ando me dedicando bastante aos origamis. Estou até pensando em criar uma página só para postar meus trabalhos, ou, quem sabe... um outro blog, ..., não sei ainda.
Dei uma geral no meu lap e achei um texto que recebi por email há tempos. Vou reproduzi-lo aqui e sei que muita gente vai achar de uma pieguice atroz, - paciência. É que esse texto dá uma cutucada em quem vive jogando a responsabilidade da própria vida nas costas dos outros. Vale a pena dar uma lida. E pensar. É um bom toque pra gente encarar o 2012. Acho.
Volto em breve.
Beijos a todos.
"QUEM TE FAZ FELIZ? (autoria desconhecida)
Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: - Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade? Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro NÃO, daqueles bem redondos! - Não, o meu marido não me faz feliz! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz. E continuou: O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos. Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade."
06 dezembro, 2011
COISA SIMPLES
Olá amigos!
Pensaram que eu tinha abandonado o blog? Não mesmo. É que andei fazendo outras coisas, laborando em outras searas e ... bem, não consegui dar conta de tudo. Então resolvi dar um tempo. Mas aqui estou novamente!!! Voilá!
Minha estada fora do ar foi muito boa para mim. Até agora tenho recebido emails perguntando se estou bem e quando voltarei a postar. Confesso que essa receptividade, essa consideração me faz um bem danado. E aí, fiquei pensando que escrever emails, mostrar às pessoas, vez ou outra, que apreciamos algumas coisas que fazem, e, no meu caso particular, trazer-me à lembrança que gostam de ler os textos que escrevo, no fundo, no fundo, é coisa muito simples de se fazer. É só escrever um email. Tão simples que eu também poderia ter feito... Tantas vezes gostei de tantas coisas. É. Mas não fiz. Pensando bem, parece uma coisa simples. Não é. É um ato delicado, gentil, elegante e profundo. Um ato que sai da superfície, sai do descarte tão comum hoje em dia. É um ato de se importar com o outro. E mais ainda se eleva, porque feito por pessoas com quem não tenho a menor intimidade, que nem sequer conheço pessoalmente, mas que de certa forma se sentem impulsionadas pelos textos que escrevo. Pense comigo: tem coisa mais legal do que as pessoas manifestarem seu carinho assim, de forma tão superlativa? Taí um bom propósito para 2012, exercitar gentilezas. Ihih, será que ando com o coração mole? Okok, ando. E estou na contramão, reconheço. Enfim. Prometo que, daqui para diante, vou exercitar esses gestos tão bacanas, essas bobagens cada vez mais raras na modernidade.
Beijos a todos.
P.S. Podem continuar me escrevendo emails, estou adorando.
Pensaram que eu tinha abandonado o blog? Não mesmo. É que andei fazendo outras coisas, laborando em outras searas e ... bem, não consegui dar conta de tudo. Então resolvi dar um tempo. Mas aqui estou novamente!!! Voilá!
Minha estada fora do ar foi muito boa para mim. Até agora tenho recebido emails perguntando se estou bem e quando voltarei a postar. Confesso que essa receptividade, essa consideração me faz um bem danado. E aí, fiquei pensando que escrever emails, mostrar às pessoas, vez ou outra, que apreciamos algumas coisas que fazem, e, no meu caso particular, trazer-me à lembrança que gostam de ler os textos que escrevo, no fundo, no fundo, é coisa muito simples de se fazer. É só escrever um email. Tão simples que eu também poderia ter feito... Tantas vezes gostei de tantas coisas. É. Mas não fiz. Pensando bem, parece uma coisa simples. Não é. É um ato delicado, gentil, elegante e profundo. Um ato que sai da superfície, sai do descarte tão comum hoje em dia. É um ato de se importar com o outro. E mais ainda se eleva, porque feito por pessoas com quem não tenho a menor intimidade, que nem sequer conheço pessoalmente, mas que de certa forma se sentem impulsionadas pelos textos que escrevo. Pense comigo: tem coisa mais legal do que as pessoas manifestarem seu carinho assim, de forma tão superlativa? Taí um bom propósito para 2012, exercitar gentilezas. Ihih, será que ando com o coração mole? Okok, ando. E estou na contramão, reconheço. Enfim. Prometo que, daqui para diante, vou exercitar esses gestos tão bacanas, essas bobagens cada vez mais raras na modernidade.
Beijos a todos.
P.S. Podem continuar me escrevendo emails, estou adorando.
26 maio, 2011
OURO EM PÓ
Mão-de-obra-qualificada-sem-restrição-de-idade. Eis a moderna visão de mundo, a nova realidade que está surgindo. Nessa visão de mundo, a velhice não é mais computada pela data de nascimento, mas sim, pela velhice de espírito. Já tenho visto em vários lugares pessoas sugerindo, inclusive, que paremos de chamar de idoso o pessoal da faixa dos 60, mas, bom... isso é outra conversa. Cá entre nós, velho mesmo é o sujeito preguiçoso, emburrecido, desanimado, desatualizado, tenha a idade que tiver. Não há limite de idade para se trabalhar num restaurante, num supermercado, numa loja de conveniência, numa livraria, numa loja de som, numa locadora, etc. o que define o bom funcionário é sua disposição e capacidade. Um(a) jovem na faixa dos vinte pode muito bem ser um péssimo atendente, ter má vontade para realizar um serviço e não entender nada do métier. Um velho também. Ou tudo ao contrário. Nada disso é privilégio de uma faixa etária somente. Eu, por exemplo, sou uma bola murcha, uma anciã, pra trabalhar na cozinha, lavar e passar, e se tivesse que trabalhar numa locadora, nem pensar, rsrs, mas ainda sou uma criança quando ando em busca das coisas que realmente gosto de fazer, como estudar, advogar (no terceiro setor, óbvio) ler, escrever, brincar com os netos, fazer meus origamis e, mais recentemente, blogar. ;)
Enfim, como eu ia dizendo, o mundo está mudando. Se na vida social a maturidade parece ter se transformado num valor obsoleto, na vida profissional, pelo menos na minha, a maturidade pegou bem. E não preciso me vestir como uma jovem. As instituições que atendo, são, a meu ver, uma prova concreta dessa moderna visão de mundo. \o/
Marli Soares Borges
Enfim, como eu ia dizendo, o mundo está mudando. Se na vida social a maturidade parece ter se transformado num valor obsoleto, na vida profissional, pelo menos na minha, a maturidade pegou bem. E não preciso me vestir como uma jovem. As instituições que atendo, são, a meu ver, uma prova concreta dessa moderna visão de mundo. \o/
Marli Soares Borges
12 abril, 2011
RESPEITO É BOM
Olá todo mundo!
Ontem um funcionário aqui do sítio, foi ao médico, e na volta passou na farmácia pra tentar comprar o remédio, saber o preço, essas coisas. E voltou de lá no ahé, de mãos abanando. Ninguém conseguiu entender nada do que estava escrito na receita. Taí o motivo desse post. É sobre os garranchos dos médicos nas receitas. Ah, não importa pra você? Então leia essa, que encontrei aqui:
Quer saber? De uns tempos para cá, as coisas mudaram. Ops, eu mudei. Agora exijo respeito por parte dos profissionais da saúde, mormente dos médicos. Recuso-me a aceitar receitas que ninguém entende. E tem dado certo. Quando algum médico escreve garrancho nas receitas, reclamo na mesma hora. Eles imediatamente melhoram suas letras. E tem alguns que escrevem direto no computador, o que acho ótimo. Na verdade, precisei tomar providências severas apenas uma vez. Simples, fui ao Procon. A propósito, você sabia que o médico, como qualquer outro prestador de serviços, também está sujeito às leis de defesa do consumidor?
Embora, em relação a mim, eu esteja conseguindo resolver, numa boa, essa questão, sei que, para muitas pessoas as receitas médicas ainda continuam sendo um problema. Além da doença elas ainda enfrentam dificuldades na hora de comprar os remédios pois ninguém entende o que o médico escreveu. E as mais pobres, às vezes botam seu único dinheirinho fora, no remédio errado, que o atendente da farmácia, para ajudar, apenas adivinhou..., pensou que fosse... É, gente, o caso é mais sério do que parece.
Puxa vida, porque alguns médicos não cumprem a ética e continuam a escrever garranchos ininteligíveis? E porque os consumidores aceitam pacificamente essa falta de respeito? Não, gente, chega de baixar a cabeça. Temos o direito de exigir letra legível nas receitas médicas. É Direito sim. Não é favor.
A obrigatoriedade de letra legível em receituários médicos no Brasil é bem antiga. Já em 1932, o Decreto 20.931, que regulamentou a profissão de médico, trouxe em seu artigo 15 a obrigatoriedade de escrever as receitas por extenso e bem legível. Mais tarde, em 1973, a Lei 5.991, dispondo sobre o controle sanitário de insumos farmacêuticos, em seu artigo 35 reforçou ainda mais: "somente será aviada a receita que estiver escrita por extenso e de modo legível". Em 1988 o Conselho Federal de Medicina fez publicar a Resolução n° 1246/88 que, em seu artigo 39 considera antiética a má-caligrafia, além de ser um exemplo de má-prática médica. Atualmente o novo Código de Ética Médica (CEM), em vigor desde o ano passado, estabelece que o médico deve escrever a receita de forma legível. Repito a pergunta: porque alguns médicos descumprem a lei e a ética impunemente? Resposta: porque os consumidores permitem.
Então... Procon neles! E Ministério Público também. E justiça também. E imprensa também. É hora de botar a boca no mundo.
E como fica a escola no meio disso tudo? Bom, à guisa de retratação, reconheço que a escola estava certa. Ela nos ensinou a escrever e a ler letras legíveis. Hieróglifos é com Champolion. rsrs.
Humpf! Tem umas buzinadas aqui no meu ouvido: e os atrasos nas consultas? Calma, isso é assunto para outro post. Tem muito pano pra mangas.
Beijos a todos.
Ontem um funcionário aqui do sítio, foi ao médico, e na volta passou na farmácia pra tentar comprar o remédio, saber o preço, essas coisas. E voltou de lá no ahé, de mãos abanando. Ninguém conseguiu entender nada do que estava escrito na receita. Taí o motivo desse post. É sobre os garranchos dos médicos nas receitas. Ah, não importa pra você? Então leia essa, que encontrei aqui:
“Um médico retirou o útero de uma paciente por engano em Santa Maria de Jetibá, colocando a culpa em problemas na letra que determinava o procedimento a ser realizado naquela paciente que lhe fora encaminhada."Cada dia, mais me convenço de que há um desajuste entre o que aprendemos na escola e o que, precisamos aprender, a custa de sacrifícios e erros, na vida, porque a escola não nos ensinou. Santo Cristo, porque a escola não me ensinou a ler garranchos, letras ilegíveis? Não tenho problema para ler e assinar contratos, cheques e outros tantos documentos importantes que requeiram entendimento. Mas quando tenho que comprar remédios ou fazer exames de laboratório, aí sim começa o calvário, ou melhor, começava...
Quer saber? De uns tempos para cá, as coisas mudaram. Ops, eu mudei. Agora exijo respeito por parte dos profissionais da saúde, mormente dos médicos. Recuso-me a aceitar receitas que ninguém entende. E tem dado certo. Quando algum médico escreve garrancho nas receitas, reclamo na mesma hora. Eles imediatamente melhoram suas letras. E tem alguns que escrevem direto no computador, o que acho ótimo. Na verdade, precisei tomar providências severas apenas uma vez. Simples, fui ao Procon. A propósito, você sabia que o médico, como qualquer outro prestador de serviços, também está sujeito às leis de defesa do consumidor?
Embora, em relação a mim, eu esteja conseguindo resolver, numa boa, essa questão, sei que, para muitas pessoas as receitas médicas ainda continuam sendo um problema. Além da doença elas ainda enfrentam dificuldades na hora de comprar os remédios pois ninguém entende o que o médico escreveu. E as mais pobres, às vezes botam seu único dinheirinho fora, no remédio errado, que o atendente da farmácia, para ajudar, apenas adivinhou..., pensou que fosse... É, gente, o caso é mais sério do que parece.
Puxa vida, porque alguns médicos não cumprem a ética e continuam a escrever garranchos ininteligíveis? E porque os consumidores aceitam pacificamente essa falta de respeito? Não, gente, chega de baixar a cabeça. Temos o direito de exigir letra legível nas receitas médicas. É Direito sim. Não é favor.
A obrigatoriedade de letra legível em receituários médicos no Brasil é bem antiga. Já em 1932, o Decreto 20.931, que regulamentou a profissão de médico, trouxe em seu artigo 15 a obrigatoriedade de escrever as receitas por extenso e bem legível. Mais tarde, em 1973, a Lei 5.991, dispondo sobre o controle sanitário de insumos farmacêuticos, em seu artigo 35 reforçou ainda mais: "somente será aviada a receita que estiver escrita por extenso e de modo legível". Em 1988 o Conselho Federal de Medicina fez publicar a Resolução n° 1246/88 que, em seu artigo 39 considera antiética a má-caligrafia, além de ser um exemplo de má-prática médica. Atualmente o novo Código de Ética Médica (CEM), em vigor desde o ano passado, estabelece que o médico deve escrever a receita de forma legível. Repito a pergunta: porque alguns médicos descumprem a lei e a ética impunemente? Resposta: porque os consumidores permitem.
Então... Procon neles! E Ministério Público também. E justiça também. E imprensa também. É hora de botar a boca no mundo.
E como fica a escola no meio disso tudo? Bom, à guisa de retratação, reconheço que a escola estava certa. Ela nos ensinou a escrever e a ler letras legíveis. Hieróglifos é com Champolion. rsrs.
Humpf! Tem umas buzinadas aqui no meu ouvido: e os atrasos nas consultas? Calma, isso é assunto para outro post. Tem muito pano pra mangas.
Beijos a todos.
06 abril, 2011
UM DIA EU CONTO PRA VOCÊ
Olá, todo mundo!
Ando tão alucinada, fazendo um monte de coisas, (boas, né, me poupe, rsrs): trabalho, estudo, lazer, origami e otras cositas más. Como falei alhures, adoro blogar, então sempre acho um tempo pra dar uma chegadinha aqui, neste lugar abençoado. Nossa, a vida anda a mil e nem sei porque, estou me dando conta de que hoje é quarta-feira, dia-do-sofá! Você não sabe o que é? Não precisa humilhar, rsrs, sei que sou troglô, rsrs.
Na idade da pedra, ops, no meu tempo existia o "Dia do Sofá" e era na quarta-feira. O dia de namorar. Dia em que o namorado visitava a namorada e ficavam os dois sentadinhos no sofá. Conversando. Isso mesmo, só isso, rsrs. Acredite se quiser: sexo zero. Só depois do casamento. A ideia era preservar as donzelas a todo custo. Tudo em homenagem a moral daqueles tempos, moral de cuecas, onde ELES faziam tudo pra levar suas namoradas para a cama e depois queriam que ELAS casassem virgem. Pode? E as meninas, óbvio, deveriam sempre recuar. Só na base do indicador, pra lá e pra cá, acompanhado de um sonoro NÃO. Avemaria, não acredita, pergunte a sua mãe, ou avó. E todo mundo caladão, ninguém podia reclamar, era assim que funcionava. Misericórdia, eu era adolescente e odiava aquilo tudo, aquele fingimento social. Hoje? Ah, hoje é bem melhor! Os adolescentes de hoje podem fazer escolhas. Tenho orgulho em dizer que minha geração conquistou esse direito para eles e que eu participei ativamente nessa militância.
Mas a luta continua. Quer saber? Agora o que eu mais quero é que os adolescentes não sofram tanto por besteiras. Quero mesmo é que notem quanta coisa boa eles têm a seu dispor: direito de dizer o que pensam, de estudar, de se divertir, de trabalhar, de seguir atrás de seus sonhos. Sem falar no direito sexual. E me entristece vê-los viajando na maionese, à toa, vendo a banda passar (help, Chico). Tenho uma teoria: eles estão empanturrados de liberdade. Mamam a liberdade desde que nascem, no próprio seio materno. Liberdade é seu principal alimento e, mais tarde, sua bandeira. Uma liberdade sem limites. E de graça.
Calma, não sou débil mental a ponto de menosprezar a liberdade. Não enlouqueci, estou tentando dizer outra coisa. Tecnicamente falando, em linhas gerais, os jovens são bem educados, frequentam a escola, a academia, os psicólogos, etc, tudo muito profissional. Divertem-se, e os pais fazem o que podem para garantir-lhes esse suporte. Mas nada disso me convence, vejo-os muito inseguros, além do que seria aceitável em razão da idade. A meu ver eles não têm delineado em suas mentes a necessária correspondência entre direito e dever. Resultado: não sabem onde pisar e saem pisando em tudo e em todos. E impunemente. E aí vem o xis da questão: no íntimo eles sabem que estão errados, sentem culpa e sofrem com suas atitudes. Um complexo de culpa permanente e invisível, que desaba nisso que a gente está vendo todo dia: jovens perdidos e perversos. Com ações calcadas em valores distorcidos eles compensam a inércia de quem deveria lhes apontar o caminho. É uma liberdade excessiva, é muito querer e poder, muita coisa boa de graça... E o pior é que essa doença já virou epidemia. O pessoal só quer saber de direitos. E os deveres? Que nada. Isso é com os outros! -- Os jovens estão onipotentes e virando adultos onipotentes!
E eu com isso? Eu que nem tenho adolescentes em casa? É que gosto de dar o meu pitaco. Fui e continuo sendo a favor da liberdade. Ampla, geral e irrestrita. Mas da liberdade verdadeira, aquela que não existe sem responsabilidade. Acho que isso evitaria muitos dissabores e confrontos desnecessários entre uns e outros. E os conflitos diminuiriam. Mas é pagar pra ver. A propósito, de quem é mesmo a culpa desse oba-oba, desse excesso de liberdade que faz sofrer? Dos pais? Da escola? Do Estado?
Marli Soares Borges © 2011
Beijos a todos.
Ando tão alucinada, fazendo um monte de coisas, (boas, né, me poupe, rsrs): trabalho, estudo, lazer, origami e otras cositas más. Como falei alhures, adoro blogar, então sempre acho um tempo pra dar uma chegadinha aqui, neste lugar abençoado. Nossa, a vida anda a mil e nem sei porque, estou me dando conta de que hoje é quarta-feira, dia-do-sofá! Você não sabe o que é? Não precisa humilhar, rsrs, sei que sou troglô, rsrs.
EMPANTURRADOS DE LIBERDADE
Mas a luta continua. Quer saber? Agora o que eu mais quero é que os adolescentes não sofram tanto por besteiras. Quero mesmo é que notem quanta coisa boa eles têm a seu dispor: direito de dizer o que pensam, de estudar, de se divertir, de trabalhar, de seguir atrás de seus sonhos. Sem falar no direito sexual. E me entristece vê-los viajando na maionese, à toa, vendo a banda passar (help, Chico). Tenho uma teoria: eles estão empanturrados de liberdade. Mamam a liberdade desde que nascem, no próprio seio materno. Liberdade é seu principal alimento e, mais tarde, sua bandeira. Uma liberdade sem limites. E de graça.
Calma, não sou débil mental a ponto de menosprezar a liberdade. Não enlouqueci, estou tentando dizer outra coisa. Tecnicamente falando, em linhas gerais, os jovens são bem educados, frequentam a escola, a academia, os psicólogos, etc, tudo muito profissional. Divertem-se, e os pais fazem o que podem para garantir-lhes esse suporte. Mas nada disso me convence, vejo-os muito inseguros, além do que seria aceitável em razão da idade. A meu ver eles não têm delineado em suas mentes a necessária correspondência entre direito e dever. Resultado: não sabem onde pisar e saem pisando em tudo e em todos. E impunemente. E aí vem o xis da questão: no íntimo eles sabem que estão errados, sentem culpa e sofrem com suas atitudes. Um complexo de culpa permanente e invisível, que desaba nisso que a gente está vendo todo dia: jovens perdidos e perversos. Com ações calcadas em valores distorcidos eles compensam a inércia de quem deveria lhes apontar o caminho. É uma liberdade excessiva, é muito querer e poder, muita coisa boa de graça... E o pior é que essa doença já virou epidemia. O pessoal só quer saber de direitos. E os deveres? Que nada. Isso é com os outros! -- Os jovens estão onipotentes e virando adultos onipotentes!
E eu com isso? Eu que nem tenho adolescentes em casa? É que gosto de dar o meu pitaco. Fui e continuo sendo a favor da liberdade. Ampla, geral e irrestrita. Mas da liberdade verdadeira, aquela que não existe sem responsabilidade. Acho que isso evitaria muitos dissabores e confrontos desnecessários entre uns e outros. E os conflitos diminuiriam. Mas é pagar pra ver. A propósito, de quem é mesmo a culpa desse oba-oba, desse excesso de liberdade que faz sofrer? Dos pais? Da escola? Do Estado?
Marli Soares Borges © 2011
Beijos a todos.
09 março, 2011
A PROPÓSITO...
Olá terráqueos!
Fiquei sabendo que hoje é quarta-feira de cinzas e começa o ano por aí.
Feliz 2011!!!
- o -
Enjoy.
Espero que gostem.
Beijos a todos.
Fiquei sabendo que hoje é quarta-feira de cinzas e começa o ano por aí.
Feliz 2011!!!
- o -
Gosto muito desse discurso -- bem antiguinho -- do publicitário Nizan Guanaes, como paraninfo de uma turma de formandos em Administração de Empresas na Bahia, parece que foi em 2003, não sei bem. É um texto longo, mas vale cada palavra. (Ele ainda segue falando, mas não coloquei porque são questões pontuais dirigidas diretamente aos afilhados).
Enjoy.
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu também não, meu filho".Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassú. Que era ficção, mas hoje é realidade(...)Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.Tendo consciência de que, cada homem foi feito, para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar (...)"
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.E isso se chama sucesso.
(...)
Beijos a todos.
29 novembro, 2010
UM POUCO DA VIDA
Sorry, ando out line, atrapalhada, sem tempo, muito trabalho. Dei um ligeirão e fiz um post light. Impossível deixar você sem um babadinho! Rsrs.
Ao post.
Não lembro se li ou se ouvi dizer que, numa certa idade, nós mulheres nos fazemos invisíveis, inexistentes, pois vivemos num universo que cultua a juventude eterna. Eu, como sempre, transportei isso tudo pra minha vida, pois, afinal é o que conheço melhor. Enfim, andei pensando...
É bem possível que eu tenha me tornado invisível para o mundo, que minha atuação no teatro da vida tenha diminuído. Mas por outro lado, nunca me senti tão protagonista e nunca desfrutei cada momento da minha existência como agora. Nunca tive tanta consciência de que existo, como agora. Descobri que sou sensível e forte ao mesmo tempo, descobri em mim misérias e grandezas.
Estou de alma lavada, percebi que sou um ser humano, apenas. Quer saber? Posso me dar ao luxo da imperfeição!! Posso ter fraquezas, enganar-me e até mesmo não corresponder ao que os outros esperam de mim. E daí? Decididamente não sou uma princesa de contos de fada! Mas sabe qual foi a maior descoberta? É que posso ter um montão de defeitos e assim mesmo gostar de mim. \o/
Ao espelho. Ops! Rsrs.
O espelho reflete minha imagem agora. Sorrio. Já não me procuro mais na juventude, no passado. Vou apenas caminhando. Saúdo à jovem que fui, mas deixo-a de lado, ela agora me atrapalha. Seus sonhos e fantasias já não me interessam. É tão bom curtir a vida sem ter que correr atrás de tantos sonhos!! Viajo em muitas sensações. Uma delas é a alegria. Alegro-me do caminho que percorri, assumo meus conflitos e contradições. Hoje é o meu dia, me permito acreditar. Amanhã? Bom, rsrs, amanhã só saberei amanhã. Rsrs. Acho mais divertido viver assim.
Beijos e bom início de semana.
Imagem: aqui
Ao post.
Não lembro se li ou se ouvi dizer que, numa certa idade, nós mulheres nos fazemos invisíveis, inexistentes, pois vivemos num universo que cultua a juventude eterna. Eu, como sempre, transportei isso tudo pra minha vida, pois, afinal é o que conheço melhor. Enfim, andei pensando...
É bem possível que eu tenha me tornado invisível para o mundo, que minha atuação no teatro da vida tenha diminuído. Mas por outro lado, nunca me senti tão protagonista e nunca desfrutei cada momento da minha existência como agora. Nunca tive tanta consciência de que existo, como agora. Descobri que sou sensível e forte ao mesmo tempo, descobri em mim misérias e grandezas.
Estou de alma lavada, percebi que sou um ser humano, apenas. Quer saber? Posso me dar ao luxo da imperfeição!! Posso ter fraquezas, enganar-me e até mesmo não corresponder ao que os outros esperam de mim. E daí? Decididamente não sou uma princesa de contos de fada! Mas sabe qual foi a maior descoberta? É que posso ter um montão de defeitos e assim mesmo gostar de mim. \o/
Ao espelho. Ops! Rsrs.
O espelho reflete minha imagem agora. Sorrio. Já não me procuro mais na juventude, no passado. Vou apenas caminhando. Saúdo à jovem que fui, mas deixo-a de lado, ela agora me atrapalha. Seus sonhos e fantasias já não me interessam. É tão bom curtir a vida sem ter que correr atrás de tantos sonhos!! Viajo em muitas sensações. Uma delas é a alegria. Alegro-me do caminho que percorri, assumo meus conflitos e contradições. Hoje é o meu dia, me permito acreditar. Amanhã? Bom, rsrs, amanhã só saberei amanhã. Rsrs. Acho mais divertido viver assim.
Beijos e bom início de semana.
Imagem: aqui
16 novembro, 2010
A BOLA É DO PEDESTRE
ô gente, muito obrigada, muito mesmo. Vocês são de fé, estão aqui comigo, lendo e comentando. É isso o que me impulsiona a não abandonar para sempre a internet. Olha, é um tal de entra e sai de técnicos e ninguém resolve nada. Mas agora parece que há possibilidade de colocar internet a rádio. Diz que é beemm melhor! Por enquanto, continuarei sumida, postando "de favor" rsrs, na casa do meu filho. Tsc, tsc.
Ao post.
Impossível passar batido, tenho que pensar em voz alta e com você. A gente vive às voltas: infrações de trânsito, penalidades, multas, guinchos, sei lá, um amontoado de leis para corrigir a postura dos motoristas. Tudo em favor da vida. Mas acontece que os pedestres também podem causar acidentes e, por isso, a lei é para motoristas e pedestres, embora eu suponha que isso não esteja sendo bem entendido em relação aos pedestres. Falei entendido, mas não é bem essa a palavra. Esclarecido, é isso. É que nem a fiscalização, nem a mídia têm dado a atenção que o assunto requer. O alvo é sempre o motorista. Caracas. Daí resulta que o pedestre, desavisado, transita despreocupadamente, razão porque, inúmeras vezes, ele próprio, têm sido o causador do acidente que o vitimou. Nunca vi pedestre ser fiscalizado, advertido e, muito menos, multado por descumprir as leis de trânsito.
Pronto, já coloquei os considerandos. Agora vou contar pra você um fato supersimples, mas que, para mim, foi motivo de surpresa. Aconteceu há pouco, quando eu retornava do aeroporto. Sabe aquele cruzamento perigoso, sem semáforo, em que você é o motorista e quer entrar à esquerda, numa avenida ultramovimentada? Você pára, olha os dois lados e só então arranca, atravessa e dobra? Beleza. O problema é aquele pedestre que surge nesse momento e, em vias de provocar um acidente, atravessa à rua, na maior calma, bem ali na sua frente! Bom, aí você pede pra morrer. Pois enfrentei isso hoje, e sabe o que a pedestre fez? Antes de atravessar, parou na esquina da calçada, olhou para todos os lados, viu a avenida, meu pisca-pisca, sentiu o problema e... fez sinal para que eu arrancasse!! Isso mesmo. Gente, que satisfação! Era uma jovem comum, sem requintes. Mas esclarecida. Ganhei o dia. Uau. Isso, merece um post!! Pena eu não saber o nome dela. Mas fica aqui o registro. E homenagem.
E você tem algum motivo pra elogiar um pedestre? Conta, vai.
Beijos e uma boa semana a todos. Aproveitaram o feriadão?
11 outubro, 2010
SUCESSO: A LÓGICA DO ABSURDO
Olá! Tenho recebido e-mails pedindo pra eu escrever sobre trabalho e sucesso. Ok. Acabo de lembrar um episódio que vem a calhar nessa empreitada.
Seguinte. Acompanhei uma amiga no velório de um parente dela. Sim, faz tempo. O falecido aparentava uns 40, 50 anos de idade. A viúva e os filhos estavam tristes, mas, curioso, era uma tristeza capenga. Não me olhe assim, não sei explicar, era como se aquela morte fosse um acontecimento banal. Parecia não ser essa a primeira vez que o cara morria. Tá bom, esquece, é sandice minha. Mas foi a impressão que tive. Que coisa, uma família morna...
O morto? Sofrera um enfarte fulminante. Era um homem notável: muito trabalhador, ótima saúde, bem de vida. Um sucesso. Mas digo a você que tantos elogios, aliados ao enfarte, não me cheiraram muito bem. Pô, um cara saudável, com tantos predicados, e tanta vida pela frente, morrer assim, de enfarte, sem mais nem menos? Aí tem.
Quero ver o outro lado da moeda.
Gente! O de cujus era obcecado pelo trabalho e pelo sucesso!! Férias? Nem pensar. Não estava nem aí para a família. A mulher, coitada, acabara se resignando em levar a vida, só com os filhos, sem a presença do marido. Em algum momento da vida ele transformara-se num workaholic! Pobre homem de sucesso, pobre família infeliz!!
Acredito que no coração da mulher e dos filhos, ele já estivesse morto, bem antes de deixar o mundo dos vivos. Daí a tristeza capenga a que me referi. O excesso de trabalho o impedira de ser presença na família. Ele sucumbiu ao frenesi do sucesso e abandonou todos os seus afetos. E a família para não desmoronar, tratou de jogá-lo pra escanteio. E ninguém lhe deu atenção. Ao sentir que perdera o amor da família, por óbvio, seu coração não suportou.
Mas, e daí se ele foi um homem de sucesso? Felicidade? Quem se importa?
Caramba, não consigo entender essa lógica do sucesso. Acho que o problema é que a sociedade desaprova bêbados e drogados, mas aprova e até admira quem trabalha demais, mesmo que o trabalho seja um vício e acabe desintegrando a família. Isso pra mim é a lógica do absurdo! Completamente sem sentido. É burrice, avareza, ambição, doença, o escambau! Tenho verdadeiro horror a essa mania insana que a sociedade tem de enfiar na cabeça das pessoas, que devem se matar trabalhando e ganhar bastante dinheiro para, então sim, alcançarem o sucesso! Como se esse tal sucesso fosse o passaporte pra felicidade. Mas não! É uma imposição que adoece a humanidade, na medida em que impede as pessoas de tomarem atitudes, que segundo seus próprios critérios, se mostrem mais adequadas para suas vidas.
Por Deus, pra mim, sucesso é outra coisa. Tem a ver com trabalho, dedicação, fé e lazer. Inclui o equilíbrio nas ações. Reconheço que algumas vezes o trabalho exige de nós uma atenção bem maior. Mas nada que nos impeça de equilibrar e até compensar o outro lado com momentos de qualidade. Um remanejamento de prioridades. É assim a vida. São apenas trocas. Mas genuínas e sinceras, de momentos e emoções, boas e ruins, alegres e tristes. O dinheiro é superimportante também, aliás, sobre isso já falei aqui. O dinheiro é a mola mestra do mundo. Adoro trabalhar e ganhar dinheiro. Mas dinheiro ganho trabalhando e não se matando de trabalhar, afinal, "nem só de pão vive o homem".
E assim vou terminando minhas brevíssimas considerações sobre sucesso e trabalho. Se restou parecendo que não ligo para o trabalho, nada disso, ao contrário, sou plenamente a favor do trabalho, mas se as pessoas à sua volta reclamarem demais a sua presença, sugiro um stop, uma avaliação sincera. O trabalho é gratificante, mas não pode ser a única razão de viver.
Beijos e bom início de semana.
Seguinte. Acompanhei uma amiga no velório de um parente dela. Sim, faz tempo. O falecido aparentava uns 40, 50 anos de idade. A viúva e os filhos estavam tristes, mas, curioso, era uma tristeza capenga. Não me olhe assim, não sei explicar, era como se aquela morte fosse um acontecimento banal. Parecia não ser essa a primeira vez que o cara morria. Tá bom, esquece, é sandice minha. Mas foi a impressão que tive. Que coisa, uma família morna...
O morto? Sofrera um enfarte fulminante. Era um homem notável: muito trabalhador, ótima saúde, bem de vida. Um sucesso. Mas digo a você que tantos elogios, aliados ao enfarte, não me cheiraram muito bem. Pô, um cara saudável, com tantos predicados, e tanta vida pela frente, morrer assim, de enfarte, sem mais nem menos? Aí tem.
Quero ver o outro lado da moeda.
Gente! O de cujus era obcecado pelo trabalho e pelo sucesso!! Férias? Nem pensar. Não estava nem aí para a família. A mulher, coitada, acabara se resignando em levar a vida, só com os filhos, sem a presença do marido. Em algum momento da vida ele transformara-se num workaholic! Pobre homem de sucesso, pobre família infeliz!!
Acredito que no coração da mulher e dos filhos, ele já estivesse morto, bem antes de deixar o mundo dos vivos. Daí a tristeza capenga a que me referi. O excesso de trabalho o impedira de ser presença na família. Ele sucumbiu ao frenesi do sucesso e abandonou todos os seus afetos. E a família para não desmoronar, tratou de jogá-lo pra escanteio. E ninguém lhe deu atenção. Ao sentir que perdera o amor da família, por óbvio, seu coração não suportou.
Mas, e daí se ele foi um homem de sucesso? Felicidade? Quem se importa?
Caramba, não consigo entender essa lógica do sucesso. Acho que o problema é que a sociedade desaprova bêbados e drogados, mas aprova e até admira quem trabalha demais, mesmo que o trabalho seja um vício e acabe desintegrando a família. Isso pra mim é a lógica do absurdo! Completamente sem sentido. É burrice, avareza, ambição, doença, o escambau! Tenho verdadeiro horror a essa mania insana que a sociedade tem de enfiar na cabeça das pessoas, que devem se matar trabalhando e ganhar bastante dinheiro para, então sim, alcançarem o sucesso! Como se esse tal sucesso fosse o passaporte pra felicidade. Mas não! É uma imposição que adoece a humanidade, na medida em que impede as pessoas de tomarem atitudes, que segundo seus próprios critérios, se mostrem mais adequadas para suas vidas.
Por Deus, pra mim, sucesso é outra coisa. Tem a ver com trabalho, dedicação, fé e lazer. Inclui o equilíbrio nas ações. Reconheço que algumas vezes o trabalho exige de nós uma atenção bem maior. Mas nada que nos impeça de equilibrar e até compensar o outro lado com momentos de qualidade. Um remanejamento de prioridades. É assim a vida. São apenas trocas. Mas genuínas e sinceras, de momentos e emoções, boas e ruins, alegres e tristes. O dinheiro é superimportante também, aliás, sobre isso já falei aqui. O dinheiro é a mola mestra do mundo. Adoro trabalhar e ganhar dinheiro. Mas dinheiro ganho trabalhando e não se matando de trabalhar, afinal, "nem só de pão vive o homem".
E assim vou terminando minhas brevíssimas considerações sobre sucesso e trabalho. Se restou parecendo que não ligo para o trabalho, nada disso, ao contrário, sou plenamente a favor do trabalho, mas se as pessoas à sua volta reclamarem demais a sua presença, sugiro um stop, uma avaliação sincera. O trabalho é gratificante, mas não pode ser a única razão de viver.
Beijos e bom início de semana.
01 setembro, 2010
VOCÊ GOSTA DE PIPOCA?
Olá!
Ao lado do meu lap tem uma xícara de café e uma tigela de pipocas que fiz agorinha mesmo no microondas. Sou ligada nessa dupla. Café com pipoca. Glup, glup, croc, croc. Delícia! Cheguei louca por uma pipoca quentinha. É que ontem amarguei --de novo-- um plantão no aeroporto, dessa vez, no Rio, e ouvi uns papos que não gostei nadinha. Mas, sinceridade? Acho que é pura boataria. Não acredito mesmo. Em todo o caso, vou repassar aqui pra você.
Ouvi dizer que tem gente querendo terminar com as pipocas no cinema. Aí pensei, será que vão proibir? Ó, céus. Uma coisa tão boa... um hábito tão, digamos...atávico, que mexe com tantas recordações! Lembrei então, que há tempos atrás uma rede de cinemas da Inglaterra já havia proibido o consumo de pipocas em suas salas, por causa do cheiro e, principalmente do barulho. Mas não deu certo e acabaram liberando de novo. Nem lembro mais o nome da tal rede, só sei que o assunto chamou minha atenção, na época, pelo inusitado.
E agora essa sandice aqui no Brasil? Ah, mas que bobagem, tem gente muito implicante mesmo. Mas se é pra implicar, que tal o barulho dos papéis das balas e bombons? Ora, ora, deixem a pipoca em paz. E as balas e os bombons também. Esqueçam os barulhinhos. Pôxa, ninguém pode mais ter lazer nessa vida? Tem sempre a turma do contra pra incomodar? Eu realmente não me importo, nem com o cheiro e nem com os barulhos normais do desenrolar das balas e bombons. Para mim, não atrapalha em nada, não me impede de assistir o filme e nem de me divertir. Acho que é pura pegação no pé.
É óbvio que costumo comer pipoca no cinema, hehe. Nossa, estou com saudades, desde março desse ano que não pego um cineminha. E tem passado cada filme legal!! Glup, glup, croc, croc. Mais café, mais pipoca. Rsrs.
Beijão.
Ao lado do meu lap tem uma xícara de café e uma tigela de pipocas que fiz agorinha mesmo no microondas. Sou ligada nessa dupla. Café com pipoca. Glup, glup, croc, croc. Delícia! Cheguei louca por uma pipoca quentinha. É que ontem amarguei --de novo-- um plantão no aeroporto, dessa vez, no Rio, e ouvi uns papos que não gostei nadinha. Mas, sinceridade? Acho que é pura boataria. Não acredito mesmo. Em todo o caso, vou repassar aqui pra você.
Ouvi dizer que tem gente querendo terminar com as pipocas no cinema. Aí pensei, será que vão proibir? Ó, céus. Uma coisa tão boa... um hábito tão, digamos...atávico, que mexe com tantas recordações! Lembrei então, que há tempos atrás uma rede de cinemas da Inglaterra já havia proibido o consumo de pipocas em suas salas, por causa do cheiro e, principalmente do barulho. Mas não deu certo e acabaram liberando de novo. Nem lembro mais o nome da tal rede, só sei que o assunto chamou minha atenção, na época, pelo inusitado.
E agora essa sandice aqui no Brasil? Ah, mas que bobagem, tem gente muito implicante mesmo. Mas se é pra implicar, que tal o barulho dos papéis das balas e bombons? Ora, ora, deixem a pipoca em paz. E as balas e os bombons também. Esqueçam os barulhinhos. Pôxa, ninguém pode mais ter lazer nessa vida? Tem sempre a turma do contra pra incomodar? Eu realmente não me importo, nem com o cheiro e nem com os barulhos normais do desenrolar das balas e bombons. Para mim, não atrapalha em nada, não me impede de assistir o filme e nem de me divertir. Acho que é pura pegação no pé.
É óbvio que costumo comer pipoca no cinema, hehe. Nossa, estou com saudades, desde março desse ano que não pego um cineminha. E tem passado cada filme legal!! Glup, glup, croc, croc. Mais café, mais pipoca. Rsrs.
Beijão.
22 julho, 2010
VEGETANDO...
Olá!
Virou cult dizer que odeia a TV, que a TV emburrece e blablabla. E o ibope cada vez mais alto, mas como, se ninguém gosta..., tá bom, deleta. Diga aí quem nunca espiou um programinha global, quem nunca espiou uma novelinha, não importa o motivo, aliás, se você perguntar a cada um da turma do "odeia", eles têm na ponta da língua vários motivos-cabeça, capazes não só de desagravar, mas até de justificar o tempo que ficam, amiúde, embasbacados na frente da TV olhando programas que eles próprios odeiam..., (paradoxal, hein?). Não é o meu caso.
Se tiver que escolher entre tv e outras mídias, eu prefiro livro, lap, e-book, escrever, blogar, ou simplesmente zapear na internet. Ok. Mas também gosto das novelas e gosto dos programas televisivos, eventualmente, em doses homeopáticas.
Vou dizer o porquê.
Às vezes fico vegetando numa ou outra novela global. Adoro a beleza dos cenários, a luz perfeita, gente bonita, tudo bonito, uma aura de sonho. Isso me distrai e me afasta um pouco da realidade. É que fico meio murcha de ver todos os dias as ruas sujas, mal cuidadas, as pixações que não foi ninguém, a desordem do trânsito, os mendigos, as crianças nos semáforos, os cavalos nas carroças, escravizados e mal tratados, a falta de respeito com os animais, com a vida em si, a degradação ambiental, a corrupção dos políticos, o judiciário cada dia mais desacreditado, as mentiras deslavadas dos governantes, as notícias tristes e verdadeiras, e por aí vai...
Quando esse estado de coisas me entristece além do que posso suportar, dá-lhe novela! Na verdade, as novelas acabam sendo uma válvula de escape. Encho meus olhos e então, minha mente aproveita pra vagabundear um pouco... e acaba aliviando a tensão.
Mas vou só até aí, depois aterrisso e continuo no embalo, um grão de areia na praia, mas que, com minhas palavras e atitudes, tento mudar o mundo, ah, isso eu tento! Rsrs. E começo em casa, hehe, com meus netos, hehe.
See you later.
Beijos.
Virou cult dizer que odeia a TV, que a TV emburrece e blablabla. E o ibope cada vez mais alto, mas como, se ninguém gosta..., tá bom, deleta. Diga aí quem nunca espiou um programinha global, quem nunca espiou uma novelinha, não importa o motivo, aliás, se você perguntar a cada um da turma do "odeia", eles têm na ponta da língua vários motivos-cabeça, capazes não só de desagravar, mas até de justificar o tempo que ficam, amiúde, embasbacados na frente da TV olhando programas que eles próprios odeiam..., (paradoxal, hein?). Não é o meu caso.
Se tiver que escolher entre tv e outras mídias, eu prefiro livro, lap, e-book, escrever, blogar, ou simplesmente zapear na internet. Ok. Mas também gosto das novelas e gosto dos programas televisivos, eventualmente, em doses homeopáticas.
Vou dizer o porquê.
Às vezes fico vegetando numa ou outra novela global. Adoro a beleza dos cenários, a luz perfeita, gente bonita, tudo bonito, uma aura de sonho. Isso me distrai e me afasta um pouco da realidade. É que fico meio murcha de ver todos os dias as ruas sujas, mal cuidadas, as pixações que não foi ninguém, a desordem do trânsito, os mendigos, as crianças nos semáforos, os cavalos nas carroças, escravizados e mal tratados, a falta de respeito com os animais, com a vida em si, a degradação ambiental, a corrupção dos políticos, o judiciário cada dia mais desacreditado, as mentiras deslavadas dos governantes, as notícias tristes e verdadeiras, e por aí vai...
Quando esse estado de coisas me entristece além do que posso suportar, dá-lhe novela! Na verdade, as novelas acabam sendo uma válvula de escape. Encho meus olhos e então, minha mente aproveita pra vagabundear um pouco... e acaba aliviando a tensão.
Mas vou só até aí, depois aterrisso e continuo no embalo, um grão de areia na praia, mas que, com minhas palavras e atitudes, tento mudar o mundo, ah, isso eu tento! Rsrs. E começo em casa, hehe, com meus netos, hehe.
See you later.
Beijos.
12 julho, 2010
O OUTRO LADO DA MOEDA
Olá!
Não tem coisa pior do que esperar. Ressalvando-se a gravidez, todas as esperas são terríveis. Era assim que eu pensava, e na minha juventude, sempre odiei o verbo esperar. Mas veja você como são as coisas. Pois não é que fui casar justo com um homem que tem uma profissão que o obriga a viajar? (Quando casei não era assim, mas ele terminou a faculdade e então... grrrr). Bom, das duas uma, ou eu aprendia a esperar ou me ferrava.
Fazer o quê, preferi aprender. Posso dizer que conheço o verbo esperar em todas as suas nuances e declinações. Espero no frio e no calor. Espero de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Sou Phd em esperar. O aeroporto é minha segunda casa. Sei tudo sobre saída e chegada de aviões. É lá que me instalo, eu e meu arsenal variável: às vezes livros, palavras cruzadas, lap, revistas... E, de quebra, instalo também o meu olhar panorâmico! Gosto de observar o ir e vir das pessoas e suas atitudes. Tenho histórias para contar.
Toda semana estou no aeroporto esperando meu príncipe (des)encantado, rsrs! E sei que ele chegará saudoso, louco pra ir pra casa e retomar a convivência comigo, nossos filhos e nossos netos. (E nossos cachorros também!). Assim que ele chega, tem beijo e um baita abraço e a gente segue até o carro. Agora falta pouco. Logo, logo estaremos novamente em nossa casa. É sempre assim, essas coisas ninguém muda, hehe.
Se gosto desse modus vivendi? Gosto. Aprendi a tirar de minhas circunstâncias o que de melhor elas têm pra me oferecer.
A convivência nesses moldes está muito longe de ser um castigo. Tenho tempo livre para alimentar meu espírito, para trabalhar, ler, pensar, planejar, enfim fazer tudo o que me der na telha. E não posso negar que essa separação forçada traz mais saudades e estimula nossos reencontros. E, decididamente deixamos de lado as mazelas diárias, preferimos aproveitar ao máximo o tempo que temos para ficar juntos e conviver com nossos afetos. É a velha história: a vida é uma só, hehe. (O portão eletrônico estragou, o micro deu pau? Isso a gente fala e resolve depois, durante a semana, por msn, telefone, sei lá. Os problemas vão surgindo e a gente vai resolvendo. Easy. Mas por favor, sábado e domingo, definitivamente não!!)
O chato de viver assim, (boa parte do tempo um lá e outro cá), é que muitas vezes a gente deixa de compartilhar aniversários, aquele filme especial, etc, coisas banais que compõem a vida de um casal. Mas tudo tem um preço. Licença, vou ter que parar, o príncipe tá chegando, tchau!!!
E você, já passou por alguma experiência semelhante? Que acha?
Beijos.
Não tem coisa pior do que esperar. Ressalvando-se a gravidez, todas as esperas são terríveis. Era assim que eu pensava, e na minha juventude, sempre odiei o verbo esperar. Mas veja você como são as coisas. Pois não é que fui casar justo com um homem que tem uma profissão que o obriga a viajar? (Quando casei não era assim, mas ele terminou a faculdade e então... grrrr). Bom, das duas uma, ou eu aprendia a esperar ou me ferrava.
Fazer o quê, preferi aprender. Posso dizer que conheço o verbo esperar em todas as suas nuances e declinações. Espero no frio e no calor. Espero de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Sou Phd em esperar. O aeroporto é minha segunda casa. Sei tudo sobre saída e chegada de aviões. É lá que me instalo, eu e meu arsenal variável: às vezes livros, palavras cruzadas, lap, revistas... E, de quebra, instalo também o meu olhar panorâmico! Gosto de observar o ir e vir das pessoas e suas atitudes. Tenho histórias para contar.
Toda semana estou no aeroporto esperando meu príncipe (des)encantado, rsrs! E sei que ele chegará saudoso, louco pra ir pra casa e retomar a convivência comigo, nossos filhos e nossos netos. (E nossos cachorros também!). Assim que ele chega, tem beijo e um baita abraço e a gente segue até o carro. Agora falta pouco. Logo, logo estaremos novamente em nossa casa. É sempre assim, essas coisas ninguém muda, hehe.
Se gosto desse modus vivendi? Gosto. Aprendi a tirar de minhas circunstâncias o que de melhor elas têm pra me oferecer.
A convivência nesses moldes está muito longe de ser um castigo. Tenho tempo livre para alimentar meu espírito, para trabalhar, ler, pensar, planejar, enfim fazer tudo o que me der na telha. E não posso negar que essa separação forçada traz mais saudades e estimula nossos reencontros. E, decididamente deixamos de lado as mazelas diárias, preferimos aproveitar ao máximo o tempo que temos para ficar juntos e conviver com nossos afetos. É a velha história: a vida é uma só, hehe. (O portão eletrônico estragou, o micro deu pau? Isso a gente fala e resolve depois, durante a semana, por msn, telefone, sei lá. Os problemas vão surgindo e a gente vai resolvendo. Easy. Mas por favor, sábado e domingo, definitivamente não!!)
O chato de viver assim, (boa parte do tempo um lá e outro cá), é que muitas vezes a gente deixa de compartilhar aniversários, aquele filme especial, etc, coisas banais que compõem a vida de um casal. Mas tudo tem um preço. Licença, vou ter que parar, o príncipe tá chegando, tchau!!!
E você, já passou por alguma experiência semelhante? Que acha?
Beijos.
04 julho, 2010
NOS EMBALOS DA CARA FEIA
Olá!
Nesse mundo não há mais lugar para os mandões, arrogantes, prepotentes e presunçosos. Está na hora das pessoas se darem conta e serem mais cordiais e solidárias umas com as outras, pois nunca precisamos tanto dos nossos semelhantes, como nos tempos atuais, em que tudo-muda-todo-o-dia, e a segurança fugiu de nós. E além do mais, temos de conviver com os acasos, os infortúnios, que não acontecem só com os outros, eles podem atingir você, eu, todo mundo e mostrar que no final das contas, ninguém está em condições de recusar algum tipo de ajuda. O mais poderoso socialmente pode muito bem precisar daquele que não tem nenhum poder e vice-e-versa.
Num dia de temporal, da varanda de minha casa vi a fúria do vento e a chuvarada cair. Confesso que senti um medo maior que o mundo, mas também confesso que naqueles poucos instantes em que a ventania impiedosa devastava o sonho de tanta gente, meu pensamento fixou-se na nossa impotência e pequenez diante da natureza agigantada e enfurecida. Naquela hora, a gente só podia... rezar.
Numa outra ocasião também, meu avião não pôde decolar devido ao terrível, abominável temporal. E fomos obrigados a aguardar dentro da aeronave, de portas fechadas, mais de hora, até que o tempo permitisse a decolagem. Só eu sei, naquela noite, o quanto desejei estar perto de minha família, meu marido, meus filhos, netos, minha casa, enfim, de todos os meus afetos. Tão longe e inacessíveis de mim.
Nem os reis e presidentes, nem os juízes e os doutores poderiam modificar nenhuma daquelas situações. Estávamos todos reduzidos a nossa humanidade, reféns de nossa insignificância. O acaso ali estava, bem no meio do caminho, sujeitando a todos nós, independente de nossas diferenças sociais e econômicas.
Uma coisa que venho notando é que na hora do sufoco todo mundo é igual, somos todos irmãos! Ahã. Mas quando a vida volta ao normal, volta também o embalo insalubre da cara feia, do mau humor, da presunção e da arrogância. Socializa-se a desgraça e capitaliza-se a alegria. Que coisa mais angustiante é esse tipo de vida. Fico pensando no que essas pessoas sentem, no que as leva a viverem assim, se achando. Sei lá, parece-me que jazem envoltas numa fantasia de onipotência, parecem anestesiadas.
Avemaria, tá na hora de acordar! É hora de reconhecer que efetivamente ninguém é igual a ninguém, somos todos diferentes. Mas é preciso aceitar o fato de que nossas diferenças não podem servir de motivo para que uns se julguem maiores e melhores que os outros, e os tratem com desdém, numa relação inexplicável de arrogância e presunção. É urgente um remanejo de atitudes.
Quer saber? Nesse mundo cujo dinamismo, por vezes, apresenta-se tão exacerbado e tão complicado, a cordialidade não é favor, é necessidade. E a solidariedade também. Se houve um tempo em que a sociedade tolerou atitudes hostis, hoje em dia ninguém mais está com paciência para ser espezinhado. Ao que tudo indica, o saco encheu.
Valeu gente. Fui.
Beijos.
Imagem aqui.
SOMOS TODOS DIFERENTES
Num dia de temporal, da varanda de minha casa vi a fúria do vento e a chuvarada cair. Confesso que senti um medo maior que o mundo, mas também confesso que naqueles poucos instantes em que a ventania impiedosa devastava o sonho de tanta gente, meu pensamento fixou-se na nossa impotência e pequenez diante da natureza agigantada e enfurecida. Naquela hora, a gente só podia... rezar.
Numa outra ocasião também, meu avião não pôde decolar devido ao terrível, abominável temporal. E fomos obrigados a aguardar dentro da aeronave, de portas fechadas, mais de hora, até que o tempo permitisse a decolagem. Só eu sei, naquela noite, o quanto desejei estar perto de minha família, meu marido, meus filhos, netos, minha casa, enfim, de todos os meus afetos. Tão longe e inacessíveis de mim.
Nem os reis e presidentes, nem os juízes e os doutores poderiam modificar nenhuma daquelas situações. Estávamos todos reduzidos a nossa humanidade, reféns de nossa insignificância. O acaso ali estava, bem no meio do caminho, sujeitando a todos nós, independente de nossas diferenças sociais e econômicas.
Uma coisa que venho notando é que na hora do sufoco todo mundo é igual, somos todos irmãos! Ahã. Mas quando a vida volta ao normal, volta também o embalo insalubre da cara feia, do mau humor, da presunção e da arrogância. Socializa-se a desgraça e capitaliza-se a alegria. Que coisa mais angustiante é esse tipo de vida. Fico pensando no que essas pessoas sentem, no que as leva a viverem assim, se achando. Sei lá, parece-me que jazem envoltas numa fantasia de onipotência, parecem anestesiadas.
Avemaria, tá na hora de acordar! É hora de reconhecer que efetivamente ninguém é igual a ninguém, somos todos diferentes. Mas é preciso aceitar o fato de que nossas diferenças não podem servir de motivo para que uns se julguem maiores e melhores que os outros, e os tratem com desdém, numa relação inexplicável de arrogância e presunção. É urgente um remanejo de atitudes.
Quer saber? Nesse mundo cujo dinamismo, por vezes, apresenta-se tão exacerbado e tão complicado, a cordialidade não é favor, é necessidade. E a solidariedade também. Se houve um tempo em que a sociedade tolerou atitudes hostis, hoje em dia ninguém mais está com paciência para ser espezinhado. Ao que tudo indica, o saco encheu.
Valeu gente. Fui.
Beijos.
Imagem aqui.
29 junho, 2010
LER É FASHION!
Olá.
Uau, quantos comentários em meus posts!! Muito obrigada, gente, vocês são demais! Gente finíssima. Comentários da melhor qualidade. Estou amando a companhia de vocês!!
* * *
Li não sei onde que a moda agora é ler, que ler é fashion, etc e muito etc. Isso me deixou nas alturas, imagine, eu fashion! Aí, uma coisa puxa outra e comecei a pensar de onde teria surgido esse gosto pela leitura que me acompanha desde priscas eras. E olhando para trás, não consigo vislumbrar nada, tenho a impressão que nasci assim, gostando, querendo ler. Mas, racionalmente, sei que esse gostar não floresce do nada. (A não ser que seja coisa de DNA, e isso é outro papo). Das duas uma, ou a gente tem o exemplo em casa ou num belo dia cai em nossas mãos um livro que a gente adora e pronto, não tem mais remédio, a gente já é um(a) leitor(a).
Então lembrei de duas coisas. Primeiro, meus avós. Nas recordações que tenho da infância, lá está minha avó com um livro na mão! Ela adorava ler e sempre tinha novidades pra contar. Meu avô era diferente, eu quase não o via ler, mas ele vivia me contando histórias incríveis e quando eu perguntava, ele dizia “eu sei, oras!”. Um dia o surpreendi lendo um livro escondido e descobri tudo. — Quando crescer, vou ver o que tem aí nesses livros, eu pensava, e não crescia nunca! Mais tarde, li "O Dia em que o Sol Desapareceu", nem sei mais o nome do autor. Mas a história me impressionou tanto que lembro até hoje. Aquele livro realmente me tocou e fui buscar mais. E continuo buscando. E lendo. Mas agora que descobri esse viés fashion... well, me aguardem, vou navegar em outros mares! Rsrs.
E você, algum livro marcou sua vida? Como foi sua entrada nesse mundo fashion?
Link da imagem.
Beijos e bom início de semana a todos.
Uau, quantos comentários em meus posts!! Muito obrigada, gente, vocês são demais! Gente finíssima. Comentários da melhor qualidade. Estou amando a companhia de vocês!!
* * *
Li não sei onde que a moda agora é ler, que ler é fashion, etc e muito etc. Isso me deixou nas alturas, imagine, eu fashion! Aí, uma coisa puxa outra e comecei a pensar de onde teria surgido esse gosto pela leitura que me acompanha desde priscas eras. E olhando para trás, não consigo vislumbrar nada, tenho a impressão que nasci assim, gostando, querendo ler. Mas, racionalmente, sei que esse gostar não floresce do nada. (A não ser que seja coisa de DNA, e isso é outro papo). Das duas uma, ou a gente tem o exemplo em casa ou num belo dia cai em nossas mãos um livro que a gente adora e pronto, não tem mais remédio, a gente já é um(a) leitor(a).
Então lembrei de duas coisas. Primeiro, meus avós. Nas recordações que tenho da infância, lá está minha avó com um livro na mão! Ela adorava ler e sempre tinha novidades pra contar. Meu avô era diferente, eu quase não o via ler, mas ele vivia me contando histórias incríveis e quando eu perguntava, ele dizia “eu sei, oras!”. Um dia o surpreendi lendo um livro escondido e descobri tudo. — Quando crescer, vou ver o que tem aí nesses livros, eu pensava, e não crescia nunca! Mais tarde, li "O Dia em que o Sol Desapareceu", nem sei mais o nome do autor. Mas a história me impressionou tanto que lembro até hoje. Aquele livro realmente me tocou e fui buscar mais. E continuo buscando. E lendo. Mas agora que descobri esse viés fashion... well, me aguardem, vou navegar em outros mares! Rsrs.
E você, algum livro marcou sua vida? Como foi sua entrada nesse mundo fashion?
Link da imagem.
Beijos e bom início de semana a todos.
04 junho, 2010
ENTUSIASMO NÃO É UTOPIA
Olá, amigos.
Pense comigo, compramos uma digital e saímos por aí fotografando a mil. Depois de algum tempo voltamos a agir como antes. Não é assim? Acontece com móveis, utensílios e até com uma idéia nova. Se não a colocarmos logo em prática, já era. Não é que a gente perca o interesse. Acho que a gente perde é o entusiasmo. E é uma pena, pois o entusiasmo é que faz a diferença, ele anda de braços dados com a alegria. O entusiasmo é a força motriz das nossas ações diárias. Entusiasmo é poder!!!
Portanto, é hora de atacar de vez e modificar essa organização psíquica que nos rouba o entusiasmo. Não, não é utopia. A gente pode, é só mudar o ponto de vista, outro olhar, outras possibilidades. Temos que ter entusiasmo até nas adversidades da vida, pois é precisamente nesses momentos que a gente precisa de forças. Mas temos que fazer a nossa parte. Temos que "chamar" o entusiasmo e recebê-lo de braços abertos. Lembre-se, o entusiasmo é interno. Eu sei, é complicado quando a gente está triste, mas não tem jeito mesmo, temos que empenhar todas as nossas forças e ser só entusiasmo!! \o/
Ah, mais uma coisinha... Por favor gente, vamos ensinar nossas crianças a não abandonarem tão rapidamente aquele brinquedo que tanto desejaram. Temos que ajudá-las, desde pequenas, (claro, quando já estiverem mais crescidinhas), a verem naquele brinquedo, outras possibilidades de brincar, ajudá-las a manter o entusiasmo, estimulando ao mesmo tempo, o pensamento diversificado e criativo. Como já falei alhures, um novo olhar. Considero isso um ato de amor e até mesmo de caridade com os baixinhos, nossos semelhantes e companheiros nesse planeta azul -- que às vezes fica tão acinzentado, hehe!!!
Era isso. Fui. Até breve.
Pense comigo, compramos uma digital e saímos por aí fotografando a mil. Depois de algum tempo voltamos a agir como antes. Não é assim? Acontece com móveis, utensílios e até com uma idéia nova. Se não a colocarmos logo em prática, já era. Não é que a gente perca o interesse. Acho que a gente perde é o entusiasmo. E é uma pena, pois o entusiasmo é que faz a diferença, ele anda de braços dados com a alegria. O entusiasmo é a força motriz das nossas ações diárias. Entusiasmo é poder!!!
Portanto, é hora de atacar de vez e modificar essa organização psíquica que nos rouba o entusiasmo. Não, não é utopia. A gente pode, é só mudar o ponto de vista, outro olhar, outras possibilidades. Temos que ter entusiasmo até nas adversidades da vida, pois é precisamente nesses momentos que a gente precisa de forças. Mas temos que fazer a nossa parte. Temos que "chamar" o entusiasmo e recebê-lo de braços abertos. Lembre-se, o entusiasmo é interno. Eu sei, é complicado quando a gente está triste, mas não tem jeito mesmo, temos que empenhar todas as nossas forças e ser só entusiasmo!! \o/
Ah, mais uma coisinha... Por favor gente, vamos ensinar nossas crianças a não abandonarem tão rapidamente aquele brinquedo que tanto desejaram. Temos que ajudá-las, desde pequenas, (claro, quando já estiverem mais crescidinhas), a verem naquele brinquedo, outras possibilidades de brincar, ajudá-las a manter o entusiasmo, estimulando ao mesmo tempo, o pensamento diversificado e criativo. Como já falei alhures, um novo olhar. Considero isso um ato de amor e até mesmo de caridade com os baixinhos, nossos semelhantes e companheiros nesse planeta azul -- que às vezes fica tão acinzentado, hehe!!!
Era isso. Fui. Até breve.
28 maio, 2010
FORA DE MODA
Olá!
Desconfio que a naturalidade esteja fora de moda. Não tenho mais coragem de dizer que a cor da cortina daquela sala poderia ser mais clara, que ficaria melhor assim ou assado.
Tenho medo de rir fora-de-hora, de falar abertamente sobre problemas comuns que uma simples troca de idéias poderia amenizar, de fazer um cumprimento, um elogio simples ou uma crítica construtiva. Posso ser mal interpretada, rotulada, posso ferir suscetibilidades. Os politicamente corretos, donos-da-verdade, chatos de galocha, estão sempre de plantão, com seus livros especializados em tudo, frases feitas e opiniões formadas. Está proibida a comunicação espontânea, os gestos devem ser contidos, a escrita deve observar um rígido formalismo (piegas e obsoleto) e os ambientes devem ser impecáveis... e frios. Ah, e para inspirar respeito, a cara-amarrada-estressada não pode faltar! Deus! Estou fora!!! Adoro falar bobagem, adoro rir, adoro aprender e não me importo de errar. Decididamente essa moda não me interessa, quero distância dela.
Era isso. Até breve. Fui.
Desconfio que a naturalidade esteja fora de moda. Não tenho mais coragem de dizer que a cor da cortina daquela sala poderia ser mais clara, que ficaria melhor assim ou assado.
Tenho medo de rir fora-de-hora, de falar abertamente sobre problemas comuns que uma simples troca de idéias poderia amenizar, de fazer um cumprimento, um elogio simples ou uma crítica construtiva. Posso ser mal interpretada, rotulada, posso ferir suscetibilidades. Os politicamente corretos, donos-da-verdade, chatos de galocha, estão sempre de plantão, com seus livros especializados em tudo, frases feitas e opiniões formadas. Está proibida a comunicação espontânea, os gestos devem ser contidos, a escrita deve observar um rígido formalismo (piegas e obsoleto) e os ambientes devem ser impecáveis... e frios. Ah, e para inspirar respeito, a cara-amarrada-estressada não pode faltar! Deus! Estou fora!!! Adoro falar bobagem, adoro rir, adoro aprender e não me importo de errar. Decididamente essa moda não me interessa, quero distância dela.
Era isso. Até breve. Fui.
09 março, 2010
MANIA DE AGRADAR
Olá,
Hoje vou falar um pouquinho sobre o "não". Palavra pequenina, mas que traz consigo conflitos e responsabilidades. A primeira vista, parece tão fácil dizer não, não posso, não quero, etc. Mas sei que para muitos de nós isso é muito difícil. É que a gente tem mania de querer estar sempre agradando os outros, não é? Pois saiba que quando a gente não sabe dizer “não” a um pedido que não se pretende ou que a gente já sabe que não vai conseguir atender, causamos problemas aos outros e a nós, tanto em nossa vida pessoal, como profissional.
Pense na violência que praticamos contra nós mesmos ao dizer “sim” quando deveríamos dizer “não”. Quando isso acontece, ficamos com sobrecarga em nossas costas, pois acabamos carregando os "macaquinhos" dos outros. Sem falar que com essa atitude, estamos enganando o outro. A propósito, você conhece a história dos macaquinhos? É assim:
Resultado: Ela perdeu a credibilidade perante as pessoas que haviam depositado confiança em seu trabalho. Se tivesse conseguido dizer "não", teria evitado esses dissabores e cada uma daquelas pessoas teria procurado outra forma de resolver seus problemas.
Contei essa história para mostrar a você até onde pode ir a sobrecarga causada pelo bloqueio do “não”. Dizer “sim” indevidamente, causa estresse e sobrecarrega você, que inevitavelmente, atrasará ou deixará de cumprir aquilo a que se propôs. É um duplo prejuízo que resulta, para ambas as partes, em frustração e rejeição, além de fazer com que você deixe de ser levado(a) a sério.
Acorde, tenha a coragem de dar um basta. Comece por aqueles amigos que estão sempre pedindo para que faça alguma coisa que eles deveriam fazer. Se o pedido vai atrapalhar a sua vida, não pense duas vezes: diga "não". Se silenciar, a chance de se arrepender depois é muito grande. Pense que o "não" pode até ser uma forma de ajudar a pessoa a encontrar seu caminho, de ajudá-la a crescer.
Mas lembre-se, diga um "não" gentil e educado, pois isso fará com que você não se sinta mal e evitará que a pessoa se indisponha com a sua negação. É importante deixar transparente suas posições, até para não dar a entender que você é simplesmente “do contra”.
Repito, o "não" é uma palavra muito importante e deve ser dita no momento certo. E positivamente.
Era isso. Fui. Até breve.
Pense na violência que praticamos contra nós mesmos ao dizer “sim” quando deveríamos dizer “não”. Quando isso acontece, ficamos com sobrecarga em nossas costas, pois acabamos carregando os "macaquinhos" dos outros. Sem falar que com essa atitude, estamos enganando o outro. A propósito, você conhece a história dos macaquinhos? É assim:
Era uma vez uma garota que tinha um macaquinho de estimação, lindo, bem cuidado, saudável e cheiroso! Todos admiravam aquele bichinho e não demorou para que começassem a pedir ajuda, que ela cuidasse também dos macaquinhos deles. Ela aceitou o encargo, mesmo sabendo que eram muitos e que talvez não conseguisse cuidar bem de todos. Mas cuidou, cuidou e cuidou. Acontece que cuidou mal e os resultados foram péssimos. Até o seu próprio macaquinho, antes tão bem cuidado, acabou numa pior!
Resultado: Ela perdeu a credibilidade perante as pessoas que haviam depositado confiança em seu trabalho. Se tivesse conseguido dizer "não", teria evitado esses dissabores e cada uma daquelas pessoas teria procurado outra forma de resolver seus problemas.
Contei essa história para mostrar a você até onde pode ir a sobrecarga causada pelo bloqueio do “não”. Dizer “sim” indevidamente, causa estresse e sobrecarrega você, que inevitavelmente, atrasará ou deixará de cumprir aquilo a que se propôs. É um duplo prejuízo que resulta, para ambas as partes, em frustração e rejeição, além de fazer com que você deixe de ser levado(a) a sério.
Acorde, tenha a coragem de dar um basta. Comece por aqueles amigos que estão sempre pedindo para que faça alguma coisa que eles deveriam fazer. Se o pedido vai atrapalhar a sua vida, não pense duas vezes: diga "não". Se silenciar, a chance de se arrepender depois é muito grande. Pense que o "não" pode até ser uma forma de ajudar a pessoa a encontrar seu caminho, de ajudá-la a crescer.
Mas lembre-se, diga um "não" gentil e educado, pois isso fará com que você não se sinta mal e evitará que a pessoa se indisponha com a sua negação. É importante deixar transparente suas posições, até para não dar a entender que você é simplesmente “do contra”.
Repito, o "não" é uma palavra muito importante e deve ser dita no momento certo. E positivamente.
Era isso. Fui. Até breve.
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