Mostrando postagens com marcador blogagem coletiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogagem coletiva. Mostrar todas as postagens

13 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - INVEJA

Olá,

Nessa postagem o sentimento é Inveja.

Vamos lá.

Inveja: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Invejoso: aquele que tem inveja. Pesquisei no Aurélio.
Nessa semana andei ocupadíssima, estudando. Até fiz um pós. Queria saber de perto o que diz o mundo acadêmico sobre a inveja. Pois bem. Taí pra você, em primeira mão, saindo do forno, meus conhecimentos ultra, super, hiper, científicos.

Inveja é uma doença, um vírus, uma disfunção cerebral. Completamente diferente do ciúme que é querer manter o que se tem. Também não é igual à cobiça que é querer o que não se tem. Inveja é não querer que o outro tenha. É um sentimento perigoso e forte que ataca o coração e destrói a vida do invejoso. É mais ou menos como o feitiço virando contra o feiticeiro. Aí, pensei, bom, menos mal, só prejudica o invejoso, ufa! Mas tornei a pensar e vi que não era bem por aí. Olha só. O carinha invejoso adquire uma bela depressão, vai para o SUS, cai no hospital e dê-lhe remédio... E você nem imagina quem paga essa conta, não é? Conclusão: inveja é um sentimento malcriado, imbecil e dispendioso, que deveria ser banido da face da terra.

Gente, a inveja é um problema social, uma questão de saúde pública! Está na hora de criarem uma lei para acabar com a inveja. Não, não ria, é sério!! (Afinal, vivemos num país que faz leis a torto e a direito, e, diga-se de passagem, mais torto do que direito, portanto...rsrs!).

Aprendi também que o tal vírus estava aprisionado na maçã, inativo, lá no paraíso. Aí o casalzinho inventou de meter o nariz, --ou melhor os dentes-- onde não devia, e deu no que deu. E veio a comparação: fulano é mais bonito, é melhor do que eu. Abriram-se as comportas e a inveja, calmamente, entrou e instalou-se no coração das pessoas. E dizem que mora lá, na tocaia. Já viu, né, acho bom então, já que a gente não pode expulsá-la de lá, pelo menos dar uma boa sufocada nela, tirar-lhe as forças, antes que mostre suas garras e nos torne reféns de seus caprichos.

É triste, mas as vítimas da inveja simplesmente não conseguem suportar o sucesso do outro e por conta desse sintoma, acabam virando umas fingidas. E, cá pra nós, usam artimanhas tão babacas... Tem aquele que finge que não sabe que o outro é doutor, e sempre que o apresenta a alguém, o faz omitindo o devido título. Tem outro que finge que detesta viajar, só pra desestruturar seu colega que fez uma viagem legal. E outro que finge que dorme na palestra do amigo. Caracas. E por aí vai. Tem uma penca de exemplos. E nem vem com essa de inveja boa, inveja branca e tals. Negativo. Inveja é um câncer. Xô.

Bom gente, foi isso que aprendi no pós. Espero ter ajudado, rsrs.

Veja agora a historinha que achei na internet. É uma lenda sobre a inveja, e ilustra bem a minha conclusão sobre o tal feitiço virar contra o feiticeiro.
A Inveja e a Ganância passeavam de mãos dadas. De repente apareceu um gênio e disse: Peçam o que quiserem e lhes darei. Mas antes, respondam: quem nasceu primeiro a Inveja ou a Ganância? A Inveja pulou: Fui eu. Ok, disse o gênio, então, tudo o que você pedir, eu darei em dobro para a Ganância. A Inveja pensou, pensou e pediu: Fure um olho meu!
Mamma mia, sacou? E aí, quem mais sofre, não é o invejoso? A Bíblia tem toda a razão: "A inveja é a podridão dos ossos". (Pv 14:30).

Agora veja essa de São Basílio, o Grande:
“Não há vício mais pernicioso do que a inveja implantada no coração humano. (...) É um prejuízo para a pessoa invejosa, mas não causa danos aos outros.(...) A inveja é a dor causada pela prosperidade do próximo. Por conseguinte, uma pessoa invejosa sempre possui um motivo para tristeza e desânimo.(...) A pior característica dessa dor, no entanto, é que a vítima não pode revelá-la a ninguém”.
Boa São Basílio! Você acertou em cheio. Ô gente, pega leve, tem que dar um desconto, São Basílio era o Grande, mas não sabia do SUS!

Ops, não tinha SUS naquele tempo, amore, hehe.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva do Blog Café com Bolo.
Beijos a todos.

06 agosto, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - DESEJO

Olá, todo o mundo!

Nessa postagem o sentimento é Desejo. Ótimo, vou direto para um livro que fazia um tempão que eu queria falar, mas simplesmente ia passando, nem sei porque, pois é um livro que amo de paixão. (Legal, essa blogagem me fez lembrar). Chama-se "A Árvore dos Desejos" e foi escrito por William Faulkner (1897-1962).

É um livro que EU quero ler (e reler) para meus netos. Assim como um dia desejei para meus filhos (e consegui \o/), quero que meus netos não somente leiam, mas que desenvolvam bom gosto para a leitura. Por isso, Faulkner é obrigatório. Daqui a alguns anos, quando eu me for, eles, já adultos, saberão por seus pais, que sua avó costumava ler para eles "A Arvore dos Desejos" de Faulkner. Que não é pouca coisa! Acho que esse é o tipo de livro que foi feito pra ser lido em voz alta, e aposto que o autor também o leu para seus filhos. Bom, chega de conversa fiada, lá vai uma palhinha.
"Ela ainda estava dormindo, mas podia sentir-se emergindo do sono, tal e qual um balão: era como se fosse um peixinho dourado em uma redoma de sono, subindo e subindo pelas águas quentes do sono para a superfície. E então acordaria."
Assim começa "A Árvore dos Desejos".

A história começa no dia do aniversário de Dulcie. E no dia do aniversário de Dulcie tudo é diferente. Ela acorda no meio da noite e dá de cara com Maurice, um menino ruivo, de rosto feio, mirrado e cabelo vermelho reluzente, carregando uma enorme sacola na mão. Ele está ali ao pé de sua cama, para convidá-la a uma aventura: encontrar a Árvore dos Desejos.

Juntam-se a eles o irmãozinho de Dulcie, Dicky, sua babá, Alice, o amigo George e um velhinho, que diz saber muito bem o caminho para chegar à tal árvore.

As crianças seguem numa jornada cheia de aventuras. Andam em charretes e pôneis de brinquedo que se tornam reais. Os personagens esticam e encolhem ("querida encolhi as crianças", lembra?) E tudo sai de dentro da sacola de Maurice! Tem lerofantes (sim, uma espécie de elefante), tem um rio correndo na vertical... Enfim, tem uma penca de coisas fantásticas. E eis que o grupo encontra uma árvore mágica — de folhas brancas, mas que mudam de cor! E o melhor de tudo é que essa árvore realiza os sonhos das crianças: basta pedir e pronto!

Bom, daí em diante, tudo que o grupo desejava acontecia, tanto de bom quanto de ruim. Se um dissesse: “Quero um doce”, surgia um doce na sua mão. Ou: “Eu quero uma espingarda”, aparecia a espingarda na mão de quem a desejou. Num dado momento, o menino George deseja que um leão saia de trás de uma árvore. Uau. Imediatamente o leão aparece. Ele então se desespera. E agora?

Aí vem o melhor.

Acontece que para desfazer o desejo, ou seja, fazer o leão dar o fora, somente George poderia "desdesejar" o que havia desejado... (Veja só, muitas vezes não prestamos atenção às palavras que saem da nossa boca!) Nem precisa dizer que é uma metáfora. Você já sacou né?

A história segue cada vez mais interessante. Mas, não vou contar. Fico por aqui mesmo.

O livro é bem fininho e a gente lê sem respirar. Ainda mais esse, que alterna o fantástico e o real. E vou dizer mais, acho sinceramente que essa é uma daquelas leituras indispensáveis para a geração que vai governar nosso planeta. Eles irão precisar de magia e encantamento. Certeza, toque aqui!!!


MEU PITACO

É impossível ler essa história sem transpor para a vida real. Durante a leitura, a gente se dá conta de que, na verdade, a Árvore dos Desejos é a nossa mente. E que tudo aquilo que pensarmos, mais cedo ou mais tarde, se realizará. Às vezes demora bastante e a gente até esquece que, um dia, de alguma maneira, (mesmo sem prestar atenção), desejamos o que aconteceu na nossa vida. Alto lá, cuidado com os pensamentos!!

Mas, se fizermos um exame de consciência verdadeiro, sem enganações, iremos perceber claramente que são os nossos pensamentos, desejos, medos e receios que desenham as nossas vidas. Nosso pensamento cria nosso céu e inferno, tristeza e alegria.

Aos Desejos \o/, touché!!!

Blogagem Coletiva do Blog "Café com Bolo".
Beijos.

31 julho, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - SENTIMENTOS - MEDO

Olá!

Nessa ´postagem o sentimento é MEDO.



Não tenho medo.

Aos vinte e poucos anos de idade decidi que nunca mais teria medo. Não estou falando do medo das doenças, dos desastres, do controle social, da morte. Refiro-me a outro tipo de medo, aquele parecido com pavor.

Posso dizer que numa fase de minha vida eu fui a personificação do medo. Tinha medo de muitas coisas, mas o escuro particularmente me descompensava. A sensação era terrível, como se alguém, uma sombra, andasse ao meu encalço. Eu ficava paralizada de terror. E virava um trapo. Recordo-me que a última vez em que tive medo, quase enfartei. Foi um episódio banal, mas o medo foi atroz. Um divisor de águas em minha vida.

Naquele verão, minha filha era bebê e estávamos em férias, na praia, numa casa à beira-mar. Era uma noite agradável, supercomum. Meu marido, ali pertinho, comprando cerveja pra nós. Tudo numa boa. Até o momento em que a luz apagou e ficamos na escuridão. Minha filha e eu.

Comecei a tremer e a sentir aquela sensação cruel... e a ouvir os barulhos do medo... Santo Cristo, ouvia o mar, o vento... tudo em proporções assustadoras... e o pavor começou a tomar conta de mim. Uma doideira só. Pois não é que de repente, sem saber como, abandonei a agonia e num lance de coragem resolvi encarar a situação? Consegui mover-me, abri a porta e saí com meu bebê no colo, sozinha, no escuro. Eu tremia, mas continuava segurando minha filha. E o desespero foi passando. (Sei, isso foi um milagre).

Ficamos ali na areia, pertinho do mar, quietas, nenhum pio. Foi então que notei o céu..., sem lua, mas todo estrelado. Abracei minha filha e uma calma desconhecida inundou meu coração. E fiz a promessa que transformaria para sempre o meu viver. Prometi, com todas as minhas forças, que nunca, nunca mais teria medo! E os anjos disseram amém. E anunciaram ao Pai os meus propósitos. O tempo que segui vivendo confirmou essa certeza.

Na volta pra casa, continuava escuro, mas andei a passos lentos, sem tremer. Meu coração estava sossegado.

Agora, resumindo aqui pra você, noto que faltaram alguns detalhes. É que não encontrei as palavras. Mas acredite, foi uma coisa muito louca. Quem conhece o medo intenso, sabe muito bem o que passei.

Hoje em dia, quando lembro daquele episódio, renovo minha certeza: Anjo-da-Guarda existe sim! E o meu não brinca em serviço! Não quero nem imaginar o que poderia ter acontecido com minha filhinha, tal era o estado em que eu me encontrava. Meu anjo? Nota mil! Mas, pensando bem, acho que foram os dois anjos, o meu e o da minha filha, que uniram as forças e seguraram aquela onda. Aleluia!

Okok, mas o que restou disso tudo?  Uma coisa muito boa. Nunca mais senti medo. De nada. Não, não me olhe assim, eu também não entendo. E alguém, por acaso, entende os anjos?

Desculpe o atraso na postagem. Minha conexão simplesmente sumiu!! Esse post faz parte da Blogagem Coletiva do blog Café com Bolo.

Beijos. Fui.

21 junho, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - TEMA LIVRE

Olá,

SIMPLICIDADE, CADÊ VOCÊ?



Para mim a simplicidade está no modo de encarar a vida, no olhar que temos sobre a vida em si. Entendo por simplicidade exatamente o que diz o dicionário, sem complexidade. Só isso. O grande problema somos nós e nossa mania insana de complicar a vida. A gente complica tudo e depois quer vida simples. Entenda-se.

Já falei aqui nesse post, que somos mestres em dificultar a vida, somos formados em complexidade. A começar pelas coisas que nos rodeiam. Dê uma rápida olhadinha ao seu redor e pense comigo. No começo a gente mora num lugarzinho pequeno, legal, poucos móveis, poucas tralhas, descomplicado de viver. Aí melhora de vida e começa a comprar coisas. E não pára, até que um dia não consegue mais respirar dentro de casa. Compramos coisas desnecessárias, caras demais pra nossa bolinha, sucumbimos à midia, ao consumismo, ao ter. E, para TER transformamos nossa rotina num corre-corre, numa complicação, numa doideira só. A gente nunca está contente com aquilo que tem. Sempre quer mais e vive dando o passo maior do que as pernas. Marcamos compromissos impossíveis e vivemos correndo atrás do relógio. É aí, deseperados, começamos a sonhar... E sonhar com o quê? Com uma vida simples.

É isso, não queremos mais saber de  complicação. Misericórdia. Stop. Estamos decididos, queremos viver simplesmente, confortavelmente, alegremente, sem stress. Queremos tempo para a vida. E então? Pois é, nesse ponto só uma faxina resolve. E você sabe, faxina é faxina, é limpeza total. E, nesse caso, estrutural. Se quiser tentar, tenho aqui umas dicas bem básicas. Vamos lá?

Primeiro, a parte física. Organize seu ambiente, sua casa, seu espaço, até seu computador, e-mails, etc! Destralhe-se, sem dó nem piedade. Dê uma examinada, faça uma triagem nos seus objetos, roupas, embalagens de presente que você guarda e nem sabe porque, etc. Xô. Tire esse peso de suas costas. Faça isso aos poucos, expulse as energias paradas. Continue a fazer suas comprinhas, comprar é muito bom, mas pense duas vezes antes de entrar no vermelho porque isso sim, é um stress violento que aniquila qualquer um.  Aproveite e dê também uma examinada nos seus compromissos. É bobagem pensar que fazendo duas, três ou até quatro coisas juntas  economizamos tempo. Negativo, só ganhamos stress, gastamos energia, e estamos sempre com a sensação de que nada saiu bem-feito.

Ok.

Agora a limpeza interior. Todos nós sentimos raiva em algum momento da vida, e até acho normal. Mas pense bem, a raiva afeta a quem? Acertou. A raiva afeta apenas a quem a sente. A raiva complica, confunde, rouba nosso raciocínio. Portanto, respire melhor, mande a raiva embora. Tenha jogo de cintura. Não fique preso ao passado, nossa vida acontece no presente. Prepare-se para a simplicidade da alegria. Destralhe-se!

Na verdade, são bem poucas coisas que a gente tem que fazer, mas são profundas, são mudanças estruturais que requerem uma decisão consciente e inabalável. Ao colocar em prática, afaste qualquer zona de distração. Focalize seu objetivo. Well. Descomplicar não é mole, eu avisei. A notícia boa é que somente a fase de implantação é difícil, mas os resultados são extremamente compensadores!!!

Vida simples é outro departamento!

Beijos a todos.

Fechamento da blogagem coletiva "Vida Simples" da Milla. Tema livre. Tirei a imagem daqui.

14 junho, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - LUGARES

Olá, pessoal!

Vocês hein, ligadinhos no post anterior do "Frango com Whisky". Rsrs. Eu sabia, eu sei das coisas, hehe. 




L U G A R E S

Ah, quantos lugares maravilhosos a gente conhece e tem vontade de conhecer! A propósito, não lembro bem, mas parece que já andei falando por aqui, que meu trabalho me faz viajar bastante. E isso é bom, assim tenho oportunidade de ir a lugares que seria impossível conhecer fora do trabalho. Mas não vou falar sobre isso. Nada a ver.

Meu lance é outro. É dizer a vocês o lugar onde eu gostaria de estar.

Na verdade, sem grandes aprofundamentos, o lugar onde eu gostaria de estar é aquele onde eu pudesse ver todas as pessoas que eu quero bem. Todas juntas, ao alcance do meu olhar, da minha voz e do meu abraço apertado. É onde eu gostaria de estar sempre. Sei, sei, é utopia, mas é o meu paraíso.

Voltando ao planeta.

Aqui onde moro está um gelo dos infernos. Resultado, dei de sonhar com o calor, com a praia e com o mar. Não aguento! Esse frio está me dando nos nervos, preciso sair dessa geladeira. Não que eu não goste de frio. Gosto. E gosto principalmente da atmosfera de aconchego que nos envolve nas noites de geada, quando a gente senta em volta do fogo da lareira, bate papo, come queijo, bebe um bom vinho tinto, e ouve uma música suave. Deus, é a glória!!  Mas tudo dentro da normalidade, inverno superfrio, mas normal. Acontece que, francamente, em 2010 parece que a temperatura enlouqueceu, o frio passou dos limites. E você sabe, a vida real não perdoa. Sem essa de lareira, no dia-a-dia a gente tem mesmo é que encarar o minuano gelando os ossos. Caracas. Eu até nem posso me queixar, trabalho com o ar ligado. (Santo Deus, leva a conta de luz pra bem longe de mim! Esse condicionador sem descanso, lá nas alturas. Mamma mia, meu bolso vai doer).

Então people, meu sonho de consumo, agora, é estar na praia. Sei, você já viu isso, um sonho com ar de déjà vu, admito, mas é a pura verdade. Mas tem que ser no Ceará, sou apaixonada por aquelas praias, foi amor à primeira vista. Desde então todos os invernos, em agosto, estamos por lá, eu e meu marido, no bem-bom, alegres, absorvendo aquela energia contagiante do mar e aquele ambiente cheio de luz. Sem lenço e sem documento, como diria Caetano.

Com licença, já é muito tarde, vou programar esse post para amanhã e ir direto pra baixo das cobertas dormir. Estamos ainda em junho. Só me resta sonhar que acordei mais cedo, e que estou na beira da praia com meu amor, vendo surgirem os primeiros raios de sol. Touché!

P.S. Essa linda imagem de amanhecer eu tirei da net, nem sei o lugar, mas é de encher os olhos. Fiquei com preguiça de procurar nas minhas fotos, tô com sono, zzz.

Beijos. Fui.

Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples: lugares".

07 junho, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES - AMIGOS

Olá!!


Falar de amigos, amizade e simplicidade é coisa muito boa, a gente sempre tem liberdade de escolha e muitas coisas pra contar.

Pode-se viajar pra dentro da nossa alma e reviver bons momentos que passamos com amigos, e isso, ó Deus, isso é a glória, um toque de concretude e transcendência. Adoro relembrar coisas boas que passei com amigos. As ruins, xô, nem quero saber, graças a Deus que passaram. Importam-me apenas as boas.

Pode-se também filosofar sobre a amizade, e até contar uns segredinhos. Mas quero mesmo é falar das minhas novas amizades "bloguísticas" e do meu modo de sentir a respeito.

Para início de conversa, encaro a amizade na blogosfera como um sentimento. Um sentir simples e natural, que navega na mesma bússola que norteia nossa existência: lealdade, respeito e consideração.




Depois que comecei a blogar (não tem um ano ainda), fiz novos amigos. E aprendi que esses amigos blogueiros são chamados de "virtuais" que, obviamente se contrapõe aos "reais". Gente, estou a-do-ran-do! É uma nova proposta de amizade até então desconhecida para mim. Interessante, a gente não fala olho-no-olho, mas lendo o que escrevem, o que lhes brota do coração, conhecemos suas almas! Sei perfeitamente quem são meus afetos na blogosfera, consigo encontrar minhas afinidades. Isso não é incrível? E venho observando que a diferença entre uns e outros é que os amigos virtuais a gente não os vê fisicamente. Contudo a gente conhece seus sentimentos mais profundos e reais. E eis que surge a amizade: simples e natural. É assim que sinto. São amizades virtuais sim! Mas SÃO AMIZADES, e, para mim, é isso que importa. E os valores que prezo nas amizades "virtuais" são os mesmos fios condutores das amizades "reais", a tal bússola que referi anteriormente.
"Gosto de você, não apenas pelo que você é,
mas pelo que sou quando estou com você."
Nesse retrato tão bem descrito, vejo que a amizade (real e virtual) emerge com nitidez surpreendente, que não necessita explicações. O que é preciso dizer, está dito. Assino embaixo. Não sei de quem são esses dizeres, achei na web, copiei e colei. Mas bem que poderiam ser meus!! Rsrs.

Em resumo, amizade rima com simplicidade. E virtual rima com real.

Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples: amigos".

Um grande beijo.
Fui.

31 maio, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - VIDA SIMPLES NO LAR

Olá!


Para mim, vida simples no lar inclui uma diversidade de coisas e momentos que a gente vivencia no dia-a-dia, em nossa casa. Quero mostrar a vocês um momento extremamente simples de minha vida, mas que considero um luxo. Imagine só, em pleno agito dos dias, ainda temos a chance de achar um tempo para sentar e matear tranquilamente, de bobeira, em paz, sem culpa nenhuma.

Beleza? Pois é exatamente isso que eu e meu marido costumamos fazer aos domingos de manhã bem cedinho:  sentamos na varanda e ficamos observando a vista esplendorosa da natureza, enquanto tomamos nosso chimarrão gaúcho. Momentos de silêncio e troca de idéias. Papos descompromissados. Intensa desconexão com o mundo lá fora. Nossa, como isso é bom pra gente se energizar!

E então, não é um luxo? Bom, pelo menos eu acho. E é bem simples.

Well. Agora é hora de dar uma olhadinha na foto.


Seguinte. Ontem de manhã ao levantar, enquanto observava meu marido aprontando o chimarrão pra nós, me deu um estalo e lembrei da Blogagem coletiva. Taí! É com esse que eu vou!! Corri, peguei a câmera e, discretamente, click! Tinha que ser essa foto, nenhuma outra. Estou plenamente convencida, tem certas coisas que simplesmente não dá pra dizer em palavras. Nem vale a pena tentar.

Imagine, eram 7h da manhã, um friozinho gostoso, chuvinha leve. Aí vejo essa cena. Ora, tudo que eu mais queria naquele momento era sentir o gostinho amargo e quente do chimarrão! Humm, my God, delícia! (Me dá água-na-boca só de escrever, não é segredo, sou louca por chimarrão). E lá fomos nós, aproveitar muito bem aquele horário que antecede à chegada dos filhos, netos, parentes, telefones, e-mails, visitas, etc., afinal, domingo, sabe como é.  Moramos no meio do mato, mas a civilização fica logo ali. E, além do mais, a gente não pode deixar em segundo plano o que realmente importa na vida: a convivência harmoniosa, o olho no olho, a calmaria e a arte de estar a dois.

Um momento de vida simples no lar. Um momento casual mas ao mesmo tempo requintado, uma mistura que não deixa ninguém na mão.

Beijos. Fui.
Blogagem coletiva do blog "Mila's Ville". O tema proposto é "Vida Simples no Lar".

24 maio, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - MINHA COR PREDILETA

Olá!!!

"Abou!" (repete meu netinho quando digo que acabou o chocolate, rsrs). Todo mundo pensava que as postagens das cores haviam acabado na semana passada, mas, não! Ainda tem a "rapa-do-tacho", como se diz por aqui, nos pagos do sul. E hoje a gente escolhe uma cor e manda ver!!!

Meu problema é que, de uns tempos para cá, (suponho que seja a idade, hehe) ando gostando muito de todas as cores. Uma cor única já não me satisfaz. E também não me contento só com as cores. Quero cores, cheiros e sabores, tudo. Ih, lá vem você me olhando desse jeito, rsrs, take it easy!  Com essa tela que estou postando, nem precisaria dizer mais nada. Tire um minutinho só e observe, vale a pena. É de Cézanne, um pintor incrivel que dispensa apresentações. Ele acredita que a cor responde por inúmeras sensações, que ela dá vigor e solidez na composição. E assim pensando, abriu a mais revolucionária possibilidade de exploração artística do século XX, a Arte Moderna! E então?

Veja como é bacana utilizar a cor nessa amplitude, repare no resultado. Não há sequer a preocupação com a perspectiva, my God!! Só as cores transmitem as sensações: o ambiente, as formas, a beleza, o aconchego, os cheiros e os sabores, humm, delícia...

Okay, stop. Apresentei as cores. Agora chegou a vez de apresentar OS MEUS HAIKAIS! Leiam, prestigiem, espero que gostem. :))


Still Life With a Basket (Kitchen Table)
1890-95 - Musée d'Orsay - Paris

Frutas na mesa -
Festival de sabores,
aromas e cores!

Frutas na mesa -
Aromas em profusão
em todos os tons.

Frutas na mesa -
Dispostas sutilmente,
delicadamente.






Equilibrio -
Cores que se completam
em harmonia.


Impossível não postar esse símbolo. Você já sabe o meu pensar.
Por enquanto era isso.
Beijos. Fui.

17 maio, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR BRANCA

Bom dia, pessoal. Por aqui, dia lindo ensolarado, temperatura ótima!! Hoje é o encerramento das blogagens coloridas. Foi ótimo, amei, amei, amei.

Trago então, algumas palavras sobre uma flor maravilhosa, cujos significados muito me sensibilizam, e que eu amo de paixão.

Abram alas, com vocês a flor da liberdade!!!
Maravilhosa, subversiva,
majestosa,
iluminada e guerreira:
A camélia branca!


A    B E L E Z A

A folhagem é brilhante. A flor é linda, esplendorosa! Seu nome? Camélia. Tem várias cores, mas sou louca pela camélia branca. Ela embeleza o jardim e quando colhida, enfeita nossa casa. E como faz bem ao coração!!! É a primeira a florir depois do inverno, anunciando a chegada da estação das flores. Cheguei!!!

O     E L A N

Já disse, sou louca pela camélia branca, e depois que fiquei sabendo de suas passagens maravilhosas pela história do Brasil, então nem se fala! É tudo junto, é a beleza da flor aliada à sensibilidade, inteligência e articulação de pessoas conectadas no mundo, que souberam transformá-la num símbolo magnífico, num verdadeiro elan para a vida de quem tanto sofria nos tempos de antigamente. Confesso que às vezes me bate uma nostalgia, um não sei que, ao ver, hoje em dia, pessoas tão desligadas dos problemas do mundo, que parecem viver noutro planeta. Deixa pra lá, taí a idéia pra uma crônica.

Mas o que importa dizer é que a camélia branca simbolizou no passado um movimento libertador, um movimento underground, subterrâneo e subversivo. Você sabia? Sim, no final do séc. XIX ela esteve superenvolvida no Movimento Abolicionista, tanto que hoje é o símbolo oficial da Abolição.

Olha só como foi. Na época da escravatura a Lei não permitia que ninguém desse abrigo aos escravos fugitivos e quem os ajudasse pagava pesadas multas. Evidente que os abolicionistas tinham que andar de boca fechada e guardar segredo sobre os esconderijos (quilombos) dos escravos que conseguiam fugir. E o que fazer para se identificarem?

Adivinhou. Usavam na lapela, uma camélia branca. A camélia então era o "logo" dos abolicionistas, a senha que os identificava. Ter uma camélia branca na lapela era sinal de ajuda e compromisso com a causa. Não é maravilhoso?  A propósito, será que a moda da flor na lapela não surgiu daí?


Cada vez me apaixono mais, acho ela mais linda ainda!!!!

E tem aquela da Princesa Isabel. Quando o imperador Dom Pedro II foi pra Europa, ela promoveu o "Baile das Flores". Seu vestido? Todinho aplicado com camélias brancas! Nem é preciso dizer que os conservadores ficaram p... da vida! Viram? Os abolicionistas tinham o aval, não só de Rui Barbosa, como também da Princesa Isabel.  E todo mundo de bico calado!!!

Que coisa, quantos segredos contidos na camélia branca, e ninguém nunca nos contou. Fiquei sabendo que se não fosse o discurso de um tal de Silva Jardim (desculpe, era um figurão da época, não sei  nada dele..., hehe.) que registrou esse episódio e algumas pistas garimpadas pelo historiador Eduardo Silva, (Instituto da Casa de Rui Barbosa) e a gente não saberia nadinha. Vamos aplaudi-los, é só o que podemos fazer agora!!! Clap,clap,clap!!! Boa gurizada!!!

Bom, agora deixa eu contar pra vocês outras coisinhas interessantes.

Quem ainda não viu Chanel com sua bela camélia branca sobre a lapela negra?
Isso mesmo, ela escolheu a camélia para ser o símbolo de sua grife porque sentiu que estaria muito bem representada, uma vez que integrava o contingente de mulheres que conseguiram  escolher outro lugar no mundo, fugindo das convenções. Aliás, escolha bem adequada, penso eu, já que na França a camélia era o símbolo das prostitutas, artistas, atrizes, cantoras e dançarinas de cabaret, ou seja, simbolo de gente nada convencional.


Nossa(!) tem zilhões de coisas envolvendo essa flor.  Ela é muiiito famosa! Só o fato de Alexandre Dumas Filho (1824-1895) ter escrito sua peça "A Dama das Camélias", já bastaria para a fama, mas uma coisa puxa outra e a referida peça teatral acabou inspirando Verdi a escrever a aplaudidíssima ópera "La Traviatta". É mole?

E como não poderia deixar de ser, "A Dama das Camélias" também virou um filme com o mesmo nome, que foi protagonizado pela belissima Greta Garbo (1905-1990). Gente, eu vi esse filme. É tri. E..., vou ficando por aqui. Ops, até rimou, rsrs!

Mas ao encerrar esse post, não posso deixar de lado o contraponto, característica básica da cor branca. E qual é esse contraponto? A cor preta. Branco e preto, preto e branco, Yin e Yang, antiga representação chinesa do dualismo. O Yin é o feminino, o Yang é o masculino. Esse antigo símbolo mostra que um só faz sentido ao lado do outro, um só existe porque o outro também existe. Há necessidade de integração das duas forças.


Yin atrai Yang que atrai Yin e assim infinitamente.
Não há conflito ou disputa entre preto e branco, feminino e masculino, mas sim a complementação de um pelo outro.  Mulheres e homens, homens e mulheres, companheiros de jornada.

Espero que gostem do post.
Saiba mais: link
Beijos. Fui.

10 maio, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR VERDE

Olá!

Obrigada por estarem sempre aqui me prestigiando com seus comentários! Esse carinho não tem preço, vocês sabem.

Ao post verde.

Parece fácil, mas não é. Escrever o quê, com esse festival de verde ao meu redor? Como fazer escolhas com excesso de opções? Deixe-me ver. Tem a natureza, toda vestida de verde, esplendorosa, celebrando a juventude do mundo. Tem o mar, num verde azulado, imenso, brilhante e único. E tem aquele garotinho bronzeado, com seu olhar verde-água, meu Deus, aquele olhar translúcido não merece um post?

E o verde-bandeira do meu Brasil? Ah, esse tom de verde é muito lindo, de um fascínio sem par. E isso me lembra, na mesma hora, daquele pintor brasileiro que não tem vergonha de pintar nossas cores. Sim senhor, e o verde é uma constante em sua obra. Quer mais? Ele tem projeção internacional. Seu nome? Aldemir Martins, 88. Oh, my God, esse eu não saberia reverenciar.



E o sapo? É, daria um post bem legal, pois é. Mas porque diabos o sapo não lava o pé? Será mesmo que ele não qué? Maldição, nem os filósofos conseguem descobrir. Tá bom, nada de sapo com chulé.

Não esqueço da esmeralda, pedra preciosa, jóia majestosa, chiquérrima, uma poesia sem palavras. Mas, sinceramente, eu nem saberia o que dizer, até porque a considero uma das mais puras magias da natureza.

E o nosso chimarrão gaúcho, quente, revigorante, amistoso, verde-profundo? Mas bah tchê, esse aí, até pra falar nele tem que ter um ritual e, caso eu esqueça algum detalhe, vocês vão me detonar. Okay, mas não deixo por menos: o chimarrão gaúcho é um baita ajuntador de amigos!

E o limão? Cheiroso, saboroso, energético. Você já provou o chá de limão? Prove e depois me conte. E a limonada então, com aquele gostinho de frescor?  E tem também o abacate. Humm, a-do-ro, é tri. Sei, sei. Tem um montão de coisa boa... mas entenda, eu é que não me dou bem escrevendo sobre sabores. Grrrr.

Que tal falar na cor-símbolo das artes médicas: o verde das togas que os médicos usavam lá na Idade Média, simbolizando a imortalidade? E se eu abordasse a esperança, a calma que o verde supõe? Caracas, tô é muito chata. Mas tenho cá minhas razões, pois esses temas superiores, a turma da blogosfera, certamente, vai mandar muito bem com suas poesias, textos, crônicas e lindas imagens. E eu?  Help.

Bom, já vimos, até aqui, nada feito. Mudarei de direção, seguirei outras veredas.

Quer saber? Vou mesmo é homenagear alguém. Não, não é dondoquice não. Ele foi o meu herói dos quadrinhos durante um tempão, meu fetiche na adolescência. Ele é ótimo, um fofo, verde, verde, verde... e andei lendo que ele vai ressurgir ultramoderno agora, num longa. Parece que é pra 2011. Ops!!! Acabei de descobrir uma coisa: já sei de onde saiu minha vocação jurídica. Óbvio, ele fundou a Liga da Justiça! E arregimentou uma tropa! Taí. Veja você, se não fosse essa blogagem coletiva, juro que seguiria pelo resto da vida atribuindo minha vocação ao meu-alto-senso-de-justiça, o que, convenhamos, seria injustiça com o meu herói.

Então, já adivinharam quem é quem? Ah não? pois então vejam:



L A N T E R N A    V E R D E

O Lanterna Verde é um super-herói dos quadrinhos, que surgiu em 1940. O Lanterna Verde atual foi lançado nos quadrinhos da década de 60, e sua identidade era a de Hal Jordan, membro fundador da Liga da Justiça da América.  Em 1970 ele foi repaginado e apareceu numa nova série de quadrinhos, de cunho social. Foi então que consolidou-se definitivamente como herói popular, pouco importando que nas séries seguintes os temas abordados fossem mais cósmicos.




Quem quiser saber mais, já sabe: direto no Google.
Ah, e aqui tem um link para os aficcionados (como eu, rsrs!).

Beijos. See you later. Fui.

03 maio, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR ALARANJADA

Olá, a blogagem coletiva de hoje é sobre a cor alaranjada.

Vamos lá. A cor alaranjada é uma cor afirmativa, uma cor de vibração, de sucesso, de movimento, das delícias. Então pensei de cara, nos fractais de Mandelbrot, que acho uma loucura, dinamismo puro! E geram imagens ma-ra-vi-lho-sas! Uau. Gente, tem cada imagem de cair o queixo. No final do post vai um link pra você dar uma espiada.

Caso não saiba o que são fractais, você não está só, tem zilhões de pessoas que nunca ouviram falar. Então vou dar uma pincelada. Fractais são figuras geométricas não-euclidianas, geradas em computador, que retratam fenômenos da natureza. A palavra fractal foi criada por Benoit Mandelbrot para descrever um objecto geométrico que nunca perde a sua estrutura qualquer que seja a distância de visão.

A bem da verdade, não existe uma definição precisa a respeito dessas figuras. Mas a gente pode dizer que "uma figura é um fractal quando ela é formada por diversas partes, que lembram, cada uma, o desenho da figura inteira". (Mandelbrot e Michael Frame, in "Chaos Under Control: The Art and Science of Complexity").

Bem que eu gostaria de ter trazido aqui, imagens fractais que a gente encontra na natureza, oh my God, são perfeitas! E tem tantas... (brócolis, por exemplo). Mas daí a encontrar a dita imagem na cor alaranjada, complicou..., hehe.

Pronto, agora você já está diplomado, rsrs em geometria fractal! É hora de ver a linda imagem que resultou da dupla dinâmica: cor e forma, haikais e fractais. Enjoy.


MSBd3

Arte digital --
Fractais alaranjados
explodem no ar.





Fernando Pessoa, tinha esta visão dos objetos da natureza, embora não tivesse conhecimento da Geometria Fractal:

‘..E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.”


A t u a l i z a n d o :  Achei agora, nesse instante, um modelo de fractal que a gente encontra na natureza. Aposto que esse você já conhece e eu até já falei nele aí em cima: hummmm e fica uma delícia gratinado!!!  Óbvio, é o brócolis! Pena que não é alaranjado, hehe.

MSBd2

Coisa mais linda!
Natureza gerando
padrões fractais.


Eis o link da imagem digital.
Se quiser saber mais, o tio Google está recheado, é só digitar fractal.
Blogagem coletiva. Blog Café com bolo.
Beijos, até breve.

30 abril, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - OUTONO

Olá turma!
"Árvore da Vida" de Gustav Klimt

O OUTONO DA VIDA

Desde que me conheço por gente ouço falar no outono da vida. Saí a procura de respostas e não encontrei. Resolvi... bem, tive que viver. Agora eis-me aqui, no outono de minha existência. Calma, é que andei fazendo umas pesquisas e segundo apurei 60 anos é idade outonal. Pois que seja. Aqui estou. Só para esclarecer, outono aqui é sinônimo de velhice.

No outono você sabe, o cenário é outro, as folhas caem, as árvores perdem suas roupagens coloridas e o chão vira um lindo tapete florido. A temperatura é mais amena e o céu é de um azul intenso, lindo de doer! É tempo dos frutos. Mas a gente tem de varrer o chão todo o dia para que a beleza resplandeça e o tapete de flores se renove. O outono da existência também é assim. O cenário é outro e reclama trabalho para que a beleza resplandeça.

Se a gente muda? Meu Deus, muito!! Falando por mim, claro, mudei interna e externamente. (Mas a mudança interna é bem mais lenta, e isso é bom, embora a gente às vezes tenha que pagar alguns micos, hehe). Tô aqui me desentendendo com a menopausa, com as gordurinhas, com as lentes de meus óculos, com os ossos doloridos e outras mazelas que tais, mas nada que me impeça de rir, de emocionar-me, de fazer o que gosto, (o gosto da gente também muda, graças a Deus) e de continuar sendo útil aos meus semelhantes, pois tenho para mim que o que entristece e mata os velhos de desgosto não é a velhice, mas a sensação de inutilidade social.

Mas se você me questionar sobre o mérito da questão, sobre o que acho da velhice em si, respondo que considero-a como uma fase da vida, simplesmente, como tantas outras que venho passando. Há coisas boas e ruins e, do ponto de vista físico, a gente tem mesmo que aprender a lidar com as perdas, que são muitas e bem significativas, temos que aprender a compensá-las para evitar as frustrações. Temos que tratar de colher os frutos e saboreá-los com muito gosto. Mas isso é um processo, um aprendizado que a gente vai tirando de letra. O que não podemos é emburrecer, hostilizar os mais jovens e amargar a convivência. E por falar em convivência, temos que exercitar essa arte, num clima de respeito mútuo entre velhos e jovens e jovens e velhos. Na convivência saudável há sempre uma renovação. E isso é fundamental no processo de envelhecimento.

Aí leio textos que falam na "melhor idade", na "terceira idade" e outras baboseiras mais. E fico pensando, avemaria pra quê esses eufemismos? Pra encobrir o quê? Ora, tá na cara, pra encobrir o preconceito. Claro, velhice agora virou palavrão!!! Encarar a velhice? Nada. Vamos encobri-la, vamos enganar, infantilizar. (Gente, que maldade!). Pois acreditem, tem até um comercial que diz que tal coisa, nem lembro o quê, é para "idosos com espírito jovem". Licença, aonde vamos? Coitados desses idosos e seus espíritos jovens! Tadinho deles... Imagine se meu espírito jovem deseja participar de um rally, que meu corpo não aguenta... sofrimento atroz né, é no que dá o tal espírito jovem aprisionado num corpo velho!!! Não concordo com isso. Tudo tem seu tempo: infância, juventude e velhice, ado, ado, ado, cada um no seu quadrado, rsrs. E na santa paz. Equilíbrio e bom senso. É mais ou menos por aí.

Não sou a favor de lutar contra o envelhecimento. Penso que as cores do outono são essas que a natureza pintou, e não está em nós modificá-las, quando muito, podemos avivá-las, pois são muito belas, é só olhar bem, numa boa, sem enganações. Por isso que, no meu outono, sigo fazendo o que posso, trabalho bastante, luto pelo direito dos meus clientes, ajudo meus filhos, dou uma olhadinha nos netos, sem neuras, dentro do possível, que também não sou de ferro. Tenho outros interesses, quero fazer mais coisas: quero ler, escrever, passear e me divertir junto a quem amo. E às vezes sozinha, comigo mesma. Gosto da minha companhia.

Complicado mesmo são as armadilhas que o espelho nos apronta: tem dias que vou em direção a ele acreditando que tenho trinta, olho-me e vejo sessenta, que droga, sei que tem outra ali dentro! E esse espelho que não me mostra?? grrr.

Que fazer? O fato é que sempre gostei do outono e continuo gostando, agora dos dois, da natureza e da existência. São duas faces da mesma moeda. No bem e no mal. Mas, cá entre nós, melhor idade mesmo é 25 / 30 anos!!! Eita idadezinha boa!!!! O resto é bobagem. Valha-me Deus! hehe.

by Marli Borges.
Imagem: "Árvore da Vida" de Gustav Klimt, do Google.
Tchau, beijos.

26 abril, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR LILÁS

Olá!

Hoje pintaremos nossos blogs com a cor lilás. De minha parte acho ótimo pois me lembra um livro que aplaudo em tudo: na apresentação, no tema, na narrativa e na forma como o autor apresenta o herói. O livro é bem conhecido e chama-se "O Planeta Lilás". O autor é nosso querido Ziraldo.

 

Suponho que todo mundo já leu esse livro, mas, mesmo assim, vou fazer um resuminho rápido: é a história de um Bichinho bem pequenininho (tanto que não se via a olho nu), que vive sozinho num planeta lilás. Cansado do mundo roxo ele resolve viajar a fim de conhecer o universo. Constrói um foguete e sai por aí. Descobre planetas e habitantes e então cai a ficha, ele percebe que o universo por onde viajou era um livro e que o seu planeta lilás nem era um planeta e sim uma flor, uma violeta que estava guardada dentro de um livro.





Gente, é uma linda história, poética e cheia de significados. Incrível a forma como o autor caracterizou seu herói. Observe que apesar de sua aparente insignificância, o 'bichinho' questionou uma realidade com a qual os demais habitantes já estavam conformados. É bom lembrar que esse livro foi editado pela primeira vez em 1979, em plena ditadura militar.

Para mim, Ziraldo realmente é digno dos louvores que tem recebido pela vida afora, e nesse livro, (mais até, do que no Menino Maluquinho) fico impressionada com o modo como ele utilizou-se de uma mídia aparentemente inocente (um livro infantil) para expressar sua visão de mundo e trazer a esperança para as novas gerações.

No meu entender, O Planeta Lilás foi, na época, uma metáfora do Brasil (planeta verde e amarelo, sufocado pelo conformismo daquele sistema alienante). Veja você o alcance da metáfora: quem são os leitores? São os pequenos (tão pequenininhos...), mas que irão crescer e tornar-se cidadãos críticos e questionadores, e, quem sabe, também se cansarão das realidades carentes de mudanças sociais. E, mais, Ziraldo ainda deixou claro que da mesma forma que o ‘bichinho', as novas gerações poderão partilhar suas descobertas com todos os demais ‘habitantes' do nosso planeta: "outros bichinhos pequenos com os mesmos olhos grandes pra trocar informações."

Genial, não?

Nossa! Como é bom falar e mostrar para as crianças que é possível desbravar novos mundos. Como é bom falar da vontade e da coragem que precisamos ter para encarar os desafios que a vida nos apresenta. Como é bom falar na garra e no entusiasmo que é preciso ter!!! Vamos falar, vamos mostrar, nossos baixinhos merecem o gostinho da esperança!!

Agora, com vocês a alegria do Bichinho, conhecendo novos mundos:

"E o bichinho exclamava: Eu sabia!
Eu sabia que outras cores haveria
além do roxo e do violeta do meu planeta lilás!”
Bem, por enquanto era isso. Fui, saí do planeta lilás, rsrs, vou desbravar novos mundos! Voltarei para compartilhar!!!

Blogagem coletiva do Blog Café com Bolo.
Beijos multicoloridos!!!!.

19 abril, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR VERMELHA

Olá!

Meu Deus, uma chuva de comentários em meus posts! Quanto carinho! Vocês são muito legais, são gente da melhor qualidade! Andei meio sumida nesses dias, na correria, e pra não deixar ninguém na mão, selecionei umas piadinhas espertas e programei um post. E vi que vocês gostaram, que bom!  Agora estou de volta e seguirei comentando suas postagens, que, repito, sempre leio com calma e atenção, principalmente porque sei que em tudo que a gente escreve colocamos um pouquinho de nós. Se não posso ler de verdade, então nem comento. Essa sou eu. Obrigada, mais uma vez.

Na postagem coletiva de hoje a cor é vermelha ou vinho. Escolhi vermelha, então vamos lá. Para início de conversa, fiz um Haykai porque pretendo extrair a essência do que realmente o vermelho significa para mim. Depois tenho algumas palavras sobre um filme que, no meu pensar, tem tudo a ver com o assunto.



No vermelho há
substância concreta,
vida, loucura, amor.


O FILME

Você já deve ter visto "A Lista de Schindler" (1993), filme dirigido por Steven Spielberg. Nesse filme o vermelho está presente numa cena inesquecivel, cujo significado projeta a vida em toda sua concretude e substância.

Num brevíssimo resumo, posso dizer que Oskar Schindler, além de membro do Partido Nazista, é um boa-vida que se aproveita da Guerra para aumentar seus negócios. Mas ao conviver com os judeus sofridos, Schindler realiza e deixa perpetrado na história, um dos maiores atos de coragem, amor e bravura de que se tem noticia na Alemanha de Hitler.

Acho esse filme perfeito, o melhor que já assisti sobre o holocausto. Foi todo filmado em preto e branco e tem cenas de violência explícita que dói no coração da gente, paralisa e emociona. Mães separadas dos filhos, mulheres que ficam sem seus maridos, famílias destruídas, medos intermináveis, crueldades e assassinatos sem a menor justificativa. Um realismo chocante. E a imagem em preto e branco, meio cinzenta, nossa(!), é a cor da guerra em toda sua plenitude. Nesse contexto surge um detalhe que faz a diferença: a menina do casaco vermelho. Aquele tom vermelho foi a epifania que fez com que Schindler percebesse o que realmente estava acontecendo, foi o divisor de águas que o fez mudar radicalmente de planos (lembra, ele era um bom vivant) e escrever a Lista que salvou a vida de milhares de judeus. Veja você a genialidade de Spielberg, ele rodou o filme inteirinho em preto e branco, apenas para que aquele momento único de beleza e sensibilidade pudesse acontecer!! Simplesmente, fantástico! Aliás, o próprio Spielberg disse, na época, que a garotinha de vermelho era uma referência, como se Deus tocasse os ombros de Schindler num recado, que felizmente ele entendeu. Sentiram o vermelho, a substância (sangue), a força vital?

O MILAGRE

Numa noite, ao passear perto de um dos parques de Cracóvia, Schindler assiste à invasão de um dos guetos onde estavam os judeus na cidade. Então, sem mas nem porquê, ele observa uma menininha de casaco vermelho que, perdida, procura um lugar para se esconder. Dias depois, ele vai ao campo de concentração e assiste às instruções para cremar os cadáveres das crianças. E naquele momento ele olha e, a uma certa distância, identifica o casaco vermelho em meio à pilha de corpos. Gente, eis a epifania da vida!  Schindler está decidido: irá  usar toda sua fortuna e prestígio para escrever sua famosa lista que salvará os judeus!


Nem é preciso dizer que essa cena antológica acordou minha percepção para a substância que está contida no vermelho do sangue, da vida e do amor!  Não me canso de dizer, esse filme é uma loucura, mesmo que a gente o reveja, sempre nos causará um impacto profundo. No momento em que a Glorinha elegeu o vermelho para a postagem, eu lembrei essa cena. Se o filme é longo? sim, mas cada minuto é compensador. Se é um documentário? Quase. Se é cansativo? Não, never. A fotografia? Janusz Kaminski se superou. E a trilha sonora? Bem, é de John Williams, melancólica, e no violino de mestre Itzak, my God, pura emoção!!

E viva o vermelho!
Gente, perdoem-me, mas
é impossível não falar também no meu time:
O Internacional, é vermelho
e venceu o Pelotas ontem à tarde.
\o/ :))


Blogagem coletiva do blog Café com Bolo.
Tchau, até a próxima!

12 abril, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR AZUL

Olá, tudo azul?

Quem pergunta isso?  Só quem está feliz. Tem alguma dúvida? Eu não. Porque será hein? E tem mais, a resposta a essa pergunta será sempre agradável. Venho observando isso há bastante tempo. Então me questiono: será que essa pergunta é indutiva, terá algum corte subliminar? Será influência do azul? Sorry, vou parar, não liguem, sou assim mesmo, encasqueto com as coisas.

Pois bem, quando eu soube que seria azul a cor da próxima blogagem coletiva, eu me realizei, e não tive a menor dúvida, é por aqui que eu vou. Well, na verdade até pensei num post mirabolante, cheio de significados, imagens poderosas, etc, mas, acreditem, prefiro deixar pra minhas amigas e amigos blogueiros(as) que tem uns blogs lindos e bem mais animados que o meu. Hoje aqui, só quero falar azul, ora.

Azul, azul, azul e azul.

O azul é o território da felicidade, do tudobem, do tudoazul. Mas observando melhor, parece que a natureza nos presenteou com pouquíssimas coisas azuis. Tem o céu, o mar, o nosso planeta, a arara azul, algumas flores azuis, a música do Djavan --aquela que azuleja o dia, na voz da Gal--, rsrs e o Pássaro Azul da Felicidade. Mais recentemente eis que surgem no cenário as pílulas azuis, viagrísticas, também alusivas à felicidade (!?). E é só. Ah, e tem o passarinho do twiter, que enquanto não me provarem o contrário, digo que não é coincidência que ele seja azul, hehe, é uma clara alusão à felicidade, o pessoal tuitante que o diga, eles adoram, ficam superfelizes em tuitar! Agora deixe-me dizer uma coisa, tem uma corrente de pensadores que anda afirmando por aí que a cor azul está associada à felicidade exatamente porque tem pouco na natureza, razão porque a felicidade seria muito dificil de encontrar, mas já vou avisando que não concordo. Tudo bem, tem pouca coisa azul, mas o céu é azul, e olha o tamanhão do céu!!!!!! E olha o tamanhão do mar!!!! Não, ninguém me contou, eu vi, não adianta argumentar!!!

A felicidade é azul e existe sim.
E é  grandona!!
É só olhar e enxergar!


Mas quero mesmo é falar sobre um filme que aborda a felicidade como um estado de ser e de estar. Apesar da presença de fadas, etc, a abordagem é feita de forma real e de fácil compreensão. Na verdade é uma metáfora. O nome do filme é "O Pássaro Azul", ano 1940, com Shirley Temple, meio antiguinho né, rsrs, mas tem tudo que as crianças gostam, e os adultos também. Duvido que você não goste. Até porque o filme é uma viagem de amadurecimento.


Vou tentar um resumo apertado: Mytyl e seu irmão Tytyl, perdem o pai na guerra e ficam sós, muito infelizes, até que uma noite recebem a visita de uma fada que primeiro transforma seus animaizinhos (cão e gato) em humanos e em seguida os manda, todos juntos, em busca do pássaro azul da felicidade, que poderá estar no passado, no presente ou no futuro. E aí vem o insight, ao retornar da viagem depois de mil aventuras, Mytyl descobre que o pássaro azul da felicidade era aquele em sua gaiola, que ela tinha capturado bem no início do filme. Veja você, eles procuraram por algo que sempre esteve dentro de sua própria casa. E só agora ela conseguiu ver que a cor do pássaro é azul!  Detalhe: ela é uma menina mal humorada que sempre foi incapaz de valorizar sua família e seus amigos. Vivia num mundo preto e branco e o filme mostra isso nitidamente. O importante: eles regressam com a capacidade de entender que muito do que se deseja está presente, mas é óbvio, a gente tem que notar!  Viram, é uma história simples, mas e daí?  Mais legal, impossível.

Daí eu fico pensando, quanta cegueira, meu Deus, quanta coisa precisamos tirar da nossa frente até enxergar a felicidade possível, a felicidade real? Caramba, a gente idealiza tanto, tem tanto medo guardado, pra quê. E depois se queixa que não é feliz. Chega de enxergar em preto e branco! Misericórdia. Chega. O céu e o mar são imensos e são azuis!! Nossa, acabo de ver uma revoada de pássaros azuis orbitando na blogosfera!! Sejam bem vindos!

E eis que me arrisco a lascar uma moral pra história: Encontrar o pássaro azul é tão simples que poucos conseguem encontrá-lo. 

\o/ 


:))

Se você quiser uma palhinha do filme, tem um link.
Blogagem coletiva do Blog Café com Bolo.

Gente, por enquanto é só.
Beijo.
Fui.

05 abril, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR ROSA

Olá, pessoal!

A PANTERA COR-DE-ROSA


Amo o filme, mas o desenho é demais! E as revistinhas em quadrinhos também são ótimas. Adivinharam, gosto da pantera. A propósito, você sabia que o desenho animado da pantera foi criado por acaso? Pois é, foi. Calma, já vou contar.

“A Pantera Cor de Rosa” (The Pink Panther) é um dos clássicos do desenho animado e foi criado em abril de 1963 para apresentar os créditos do filme do mesmo nome, do diretor Blake Edwards, estrelado por Peter Sellers, David Niven e Claudia Cardinale.

Ao Filme.

Chama-se "A Pantera Cor de Rosa” em alusão a um valioso diamante, --o maior diamante do mundo--, que foi roubado na trama do filme. Gente, gostei demais desse filme e sempre que posso, assisto novamente. O humor é de altíssima qualidade e o roteiro muito legal. Tem uma produção bem cuidada, sem grandes ostentações e o visual me encanta. O elenco é de primeira grandeza, comediantes carismáticos e impagáveis, aliás o pessoal da minha geração pode confirmar. Veja você, o que é bom é bom e pronto, nada a ver com modismos nem parafernálias caríssimas na produção, e uma prova disso está justamente nesse filme que até os dias de hoje, continua sendo recomendado pela crítica como imperdível. E foi lançado há 47 anos!!!

Ao desenho.

O desenho animado é algo à parte, é show de bola e eu me ligo muito nele. Ah, você também? então toque aqui. A protagonista da animação é ela, a própria, a primeira e única: Pantera Cor-de-Rosa! Uma gracinha, charmosa, movimentos suaves e leves como uma pluma, surpreendente e pra lá de simpática. Daí que agradou em cheio. E isso que o papel dela servia apenas para ilustrar metafóricamente o tal diamante roubado. Mas, "o que tem que ser será", e esse desenho (junto com o filme), emplacou!!!! Fez tanto, mas tanto sucesso que a panterinha acabou ganhando vida própria e ficou famosa no mundo inteiro. Claro, a trilha sonora de Henri Mancini simplesmente não deixou pra ninguém, uma jogada de mestre, é a pantera "em pessoa" e me arrisco a dizer que sem a música não tem pantera e sem a pantera não tem a música! Um casamento perfeito. E então gente, sabe o que acontece quando os anjos dizem amém? Pois é, a-con-te-ce!!!! E foi assim que o desenho animado da pantera cor-de-rosa aconteceu. Pronto agora você já sabe. Nossa, hehe, falei tão rápido. Caracas. As revistas da época alardearam  que os autores do desenho estavam com a boca nas orelhas, também pudera. Naquele tempo, já havia revistas de fuxico, não assim tipo caras, mas o pessoal também fazia suas fofoquinhas.


Ao plus.

Quem procura acha. Taí pra vocês a capa de uma revistinha scaneada. Aqui tem mais. No youtube tem um montão de animações e se você quiser ler mais, tem na wikipedia e no Santo Google. Para ouvir a música só assistindo uma animação no youtube, pois só a música não consegui. Peninha né, snif!


Vamos combinar, você vai lá nos links e depois volta prá cá, ok?
Tô esperando tu.

Blogagem coletiva do blog Café com Bolo. 
Por enquanto era isso. Beijo. Fui.

01 abril, 2010

DIA DA MENTIRA

Olá!

Pois é, resolvi dar uma organizada nas minhas fotos. Logo hoje, 1º de abril. E não é que achei uma preciosidade? Ano passado bati umas fotos de uma frutinha muito bacana e acabei esquecendo, claro, eu ainda não tinha blog, queria o quê, rsrs. Mas agora achei. Céus, essa fruta é um luxo só! Não, ainda não sei ao certo o nome dela, ouvi dizer que é Phisallis, mas isso pode ficar pra mais tarde, deixo em banho-maria. Vou pesquisar, depois eu conto. Agora quero mesmo é apresentar essa belezinha pra você. Imagine que ela já vem numa "embalagem" tão perfeita que parece com aqueles papéis de arroz finíssimos que os japoneses usam em suas delicatessens. A gente pega na mão e tem aquela sensação de seda, um toque muito gostoso. Quando a gente abre, surge uma frutinha brilhante, cheirosa, de um tom amarelo queimado, uma cor cálida e profunda. E o sabor, ah, uma delícia! Tem um gostinho cítrico, levemente adocicado. Uau, dá agua na boca só de lembrar. Pena que esqueci de fotografar a frutinha fora da embalagem, aí você poderia apreciar a cor. Paciência, agora só em setembro. Enfim, era isso que eu queria dizer aqui nesse post e, embora hoje seja o dia da mentira, tudo que falei é verdade, verdadeira, hehe. Taí pra você, olhe, admire, sirva-se, cheire, prove, e depois me diga se gostou. Ops, não esqueça, aprecie sem moderação!


Beijos. Fui

29 março, 2010

BLOGAGEM COLETIVA - COLORINDO A VIDA - COR AMARELA

Olá!

Nesse domingo chuvarento, nesse tempo de cara amarrada, sabe o que mais, vou tratar de fazer meu post pra amanhã, que vou participar da Blogagem Coletiva da minha amiga Glorinha. Ihuuu! E vou abraçar uma cor esplendorosa, ouviu? Adivinhe. Sei, sei, você já sabe, está no título do post. Então dá só uma olhadinha nesse Ipê-amarelo. E aí, não é lindo? Não é uma beleza essa árvore que tem de montão por aqui nesses pagos do sul?  Essa árvore é surpreendente, ela é magestosa, é um verdadeiro deleite para os olhos. É crendice popular que, quando o ipê-amarelo floresce, as geadas já eram. Sou fascinada por esse encanto que a natrureza nos dá. O Ipê-amarelo enfeita a vida. Bem, pelo menos a minha. :)


De repente esse esfuziante amarelo vai ser o pir-lim-pim-pim-do-tempo-bom, vai levar pra longe essa umidade, essa coisa mais sem graça em que virou o dia de hoje. Quero cor, quero sol, quero vida, quero ver gente na rua se deliciando com esse outono que é sempre tão lindo aqui no sul, que traz uma profusão de cores, e muito, mas muito amarelo! Xô, domingo emburrado!  E você hein Glorinha, escolheu amarelo e acertou em cheio!!!  Feiticeira!!! hehe.

Minha amiga, amanhã, bem cedinho, apronte essa delícia de Café com Bolo que tô chegando, de amarelo, e... Colorindo a Vida com você!

Além desse amarelíssimo, eu trouxe também uma coisa que sei que vocês vão amar!  É a letra de uma música, linda, linda, linda. Uma poesia e tanto.  É "Aquarela", eu simplesmente me encanto e canto, sempre.




Numa folha qualquer // Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas // É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno // Da mão e me dou uma luva
E se faço chover // Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta // Cai num pedacinho
Azul do papel // Num instante imagino
Uma linda gaivota // A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa // Curva Norte e Sul
Vou com ela // Viajando Havaí
Pequim ou Istambul // Pinto um barco a vela
Branco navegando // É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens // Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená // Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está // Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser // Ele vai pousar...

Numa folha qualquer // Eu desenho um navio
De partida // Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra // Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso // E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha // E caminhando chega no muro
E ali logo em frente // A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave // Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade // Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença // Muda a nossa vida
E depois convida // A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe // Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe // Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos // Numa linda passarela
De uma aquarela // Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer // Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas // É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso // Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...

Beijos. Fui.
Eu tinha uma animação superlegal, mas perdi o link. Quando achar coloco aqui pra vocês.
ACHEI!!!! Eis o link