27 maio, 2016

VIOLÊNCIA A GRANEL



A solução? 
A Justiça.

Um estupro coletivo, perpetrado por 30 homens. Uma barbárie. Violência real, explicita, sanguinolenta, uma selvageria que não encontro palavras para qualificar. E o que mais me assombra é que tudo está publicado na Internet e "devidamente" compartilhado. Não vi o vídeo e não verei, não multiplicarei atrocidades, não contribuirei para a banalização de um crime tão horrendo. Esses 30 criminosos precisam ser identificados, julgados e condenados à penas exemplares, penas que demonstrem e atestem à sociedade que existe um limite. Mas, lamentavelmente, o histórico brasileiro sinaliza outro caminho: o da impunidade, da tolerância com a barbárie, mormente a que é praticada contra as mulheres. (A turma do direitos humanos já deve estar de prontidão para defender os criminosos e jogar a bruxa na fogueira).

Marli Soares Borges



15 maio, 2016

A PEDRA DE SÍSIFO

absurdo liberdade


Aprecio a mitologia grega, embora não tenha grandes conhecimentos a respeito. Estou falando nisso, porque ontem indignei-me com um trabalho e acabei pensando em Sísifo, e em como nos perdemos entre tarefas inúteis; como esquecemos nossa liberdade de escolha e perdemos tantas chances de viver a vida com criatividade, bom senso e poder de questionamento. Assumimos a pedra de Sísifo e subimos a montanha todos os dias, numa rotina de trabalhos repetitivos e sonhos insaciáveis. Um absurdo. A vida é um absurdo. Pronto: aceito esse absurdo. Revoltei-me, indignei-me e agora sinto que posso novamente despertar para a liberdade e a renovada paixão pela vida.

Marli Soares Borges



07 maio, 2016

Minha mãe...





Minha mãe, nos idos de 1946.
Esta foto é uma das únicas que tenho de sua juventude. Naquele tempo foto era artigo de luxo, tudo muito caro, muito difícil mesmo.

Agora ela está com 84. Saudável, lúcida, bela, alegre e forte. Em plena autonomia, graças a Deus! Que Ele continue abençoando seus dias assim. Que permita aos espíritos amigos continuarem ali, junto com ela, confortando e alegrando sua vida e sobretudo ajudando-a a enfrentar a velhice, que, por melhor que seja, tem suas dificuldades. Sei disso, também caminho nessa trilha. Sempre brinco com ela, digo que ela fez tudo muito cedo e que agora nossa diferença de idade é mínima, rsrsrs. Quase irmãs, somos duas idosas, mãe e filha. Juntas, é difícil saber quem é quem. (E eu rapidamente lhe passo um corretivo, aff! onde já se viu uma mãe parecer mais moça que a filha, affe! hahaha). 

Obrigada, Deus, por essa graça de ter minha mãe viva e estar aqui escrevendo e prestando minha homenagem no dia das mães de 2016.

Amanhã, depois do abraço, pretendo tirar uma selfie com ela e postar aqui. E vocês vão ver como eu tenho razão no que disse.

Feliz Dia das Mães, dona Odete!
Um beijo, mãezinha.

Marli Soares Borges