30 abril, 2013

NEUROLINGUÍSTICA - FELICIDADE HOJE E AGORA



Você sabia que à luz da neurolinguística, nós podemos alcançar a felicidade hoje e agora, a despeito dos problemas que estamos enfrentando? É isso aí. Tenho até uma dica. Se você não quiser cansar tua beleza com minhas filosofias de botequim, pule essa parte e vá direto pra neurolinguística. Não me incomodo. É que, simplesmente, não posso deixar esse texto perneta, okay?

Não olhe para mim. Ninguém ainda conseguiu conceituar a felicidade. Sabe-se porém, que ela tem um perfil que varia de acordo com o nível social e intelectual de cada um, o que leva a crer que é apenas um estado de espírito, um modo de ver a vida e não um acontecimento em si. Tanto é, que cada um de nós tem um jeito próprio e único de ser feliz. Conclusão: a felicidade é uma atitude comportamental, está dentro de nós. Óbvio. Mas está atrelada à noção de possibilidade real. Nada de contentar-se somente com as coisas impossíveis. Sacou? Já sei, agora, a clássica perguntinha: como faço pra ter essa tal noção de possibilidade real? Peraí. Vou correndo buscar socorro nas palavras de um velho amigo. Veja o que ele diz: "Conhece-te a ti mesmo. Assim não te perderás em meio às coisas e saberás como modificar tua relação contigo, com os outros e com o mundo". Grande Sócrates! Ele pregava que para alcançar a felicidade, devemos nos ocupar antes com nós mesmos, porque esse é o caminho que permite acessar a nossa verdade, que é a única verdade capaz de transformar-nos em sujeitos de nosso próprio destino.

Trocando em miúdos, ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes. Nós regemos o nosso caminho e somos herdeiros dos nossos atos, que por sua vez, resultam do nosso pensar. Mas é o autoconhecimento que nos dará o poder para dirigir bem ou mal a nossa existência, olhar a vida com outros olhos, mudar as lentes quando necessário e não desejar o impossível, ou seja, ter a mencionada noção de possibilidade real. Ser feliz ou infeliz. A felicidade e a infelicidade são subprodutos dos nossos pensamentos construtivos ou destrutivos. Ufa! Taí ainda?

Alumiada a vereda, vamos à neurolinguística.

Veja como funciona o nosso cérebro. Quando você tem um pensamento negativo, teu cérebro entende que você está em apuros e aciona um esquadrão de neurônios armados de explosivos até os dentes: cortisol e adrenalina. Essas substâncias que, em princípio, pretendem te dar forças pra você fugir daquela situação aflitiva, na verdade te deixam agitado, enraivecido, infeliz. De outra banda, quando você tem um pensamento positivo, teu cérebro entende que você está feliz, então ele te recompensa com uma carga deliciosa de moléculas de felicidade, de desejo e de prazer: dopamina, serotonina e endorfinas. Uau.

Era isso. Agora a dica. Quentíssima, fervendo, rsrs! Estudos comprovam que essa técnica "altera a configuração cerebral". Ok. O lance é o seguinte: enganar o cérebro. (Bem que você já havia desconfiado, né,... aí tem enganação!! Rsrs). Nem ouse pensar em abduzir-me. Desista. Até porque, se você chegou até aqui o melhor mesmo é prestar atenção na dica, hehe.
Saiba reconhecer quando os pensamentos negativos estiverem ocupando sua mente, em especial nos períodos de conflitos e sofrimentos. Feito isso, ataque sem demora esses pensamentos infames. Ponha-os pra nocaute, sem dó nem piedade. É fácil! Substitua-os imediatamente por pensamentos positivos! É tiro e queda. E convença-se de uma vez por todas, que você tem esse poder, afinal, quem comanda seus pensamentos é você! Caramba, não se deixe intimidar, engane logo seu cérebro, oras. Faça ele pensar que você está feliz!! Toque aqui!! E que venham as endorfinas, serotoninas e dopaminas! Yesss!!! \o/
© Marli Soares Borges, 2010
Saiba mais: M. Foucault in "A Hermenêutica do Sujeito", SP, 2004.

05 abril, 2013

PALAVRAS MALABARISTAS


Simplesmente sumiram. E eu aqui sem saber o que fazer, o cursor piscando solitário na telinha do note. Foi então que ouvi as risadas e da janela pude observar. Lá estavam elas, esfuziantes. Tomei o maior susto. Meu primeiro impulso foi trazê-las de volta imediatamente, a qualquer preço, agarrá-las pelo pescoço, óbvio que estavam se achando. Não faltava mais nada, me abandonarem assim, sem mais nem menos, sem um aviso sequer, vou matá-las, uma a uma! Mas não matei, aliás, nem fiz nada, simplesmente as deixei seguir.

E agora, o que seria de mim? Se não voltarem eu morro!

Olha, se alguma vez aconteceu isso com você, não precisa nem ler esse texto. Nenhum relato conseguirá ser absolutamente fiel ao que se passou comigo naquela noite em que as palavras foram passear. Só sei dizer que minha cabeça parecia que ia explodir, dava mil voltas. Os pensamentos zuniam, que mancada a minha: eu as monopolizara como se fossem minha propriedade. E elas ali..., pacientemente, traduzindo meu pensar e suportando minhas loucuras. Tanto malabarismo que o cansaço bateu. Como não percebi isso? Paciência, agora já era. O jeito é aguardar em stand by. Vou sobreviver, prometo.

No final das contas, depois do revival elas voltaram. São fortes os laços que nos unem. Ainda bem.

© Marli Soares Borges, 2013.